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domingo, 20 de março de 2016

Pondo ordem na casa

Levir Culpi chegou ao Flu para ser a esperança por dias melhores depois de sucessivos equívocos praticados pelo Departamento de Futebol Tricolor. Foram tantos equívocos nas escolhas de seus antecessores, e tão graves, que o próprio Levir, há doze dias no comando do Fluminense, admitiu que ainda levará tempo para encontrar uma identidade para a equipe.

Quando Levir diz que levará tempo para encontrar uma identidade para o time, utiliza-se de um eufemismo para dizer que encontrou uma verdadeira bagunça e precisará reorganizar a casa.

Essa avaliação do nosso treinador revela que todo o planejamento do ano foi desperdiçado com a equivocada manutenção de Eduardo Baptista para a temporada de 2016. Foi ele quem participou da pré-temporada e auxiliou na escolha de nomes para compor o elenco tricolor. A sua saída, que já era esperada em virtude da sua inaptidão para a função que exercia, corrigiu, ainda que tardiamente o equívoco, mas trouxe um enorme prejuízo para o ano tricolor.

E o prejuízo se nota bem claramente agora, quando Levir, na segunda quinzena de março, reconhece que precisará de mais tempo para reorganizar o time, dando-lhe a sua própria identidade. Praticamente nada do que foi feito pelo antigo treinador poderá ser aproveitado, senão seus muitos erros que devem servir para que Levir siga por outros caminhos.

Esse atraso, ou melhor, retrocesso, só teve uma consequência prática: impedir que o Fluminense largasse para a temporada em condições de igualdade com as demais equipes do futebol brasileiro.

Hoje, no Fla x Flu, Levir fará a sua terceira partida à frente do Tricolor e terá a oportunidade de sentir a equipe com a presença de Fred. Ele já sinalizou que há carências e que fará mudanças, algumas já percebidas hoje, mas a principal será dar ao Fluminense alternativas ofensivas fugindo das monossilábicas estratégias de seus antecessores, que tinham em Fred a opção única e inalterável de ataque.

O novo treinador, que de bobo não tem nada, sabe que os passes longos e os chuveirinhos para Fred podem funcionar em algumas oportunidades, mas não funcionam sempre, sobretudo quando a equipe é marcada sob pressão e o artilheiro sofre vigilância individual. Criar alternativas a essa estratégia frágil passa então a ser uma necessidade, mesmo e principalmente com a presença de Fred em campo.

Surpreender o adversário com o avanço dos meias e retirar do Flu aquela pecha de previsibilidade não será uma tarefa das mais fáceis, pois a equipe está acostumada a jogar para Fred, que é, há muito tempo, a única referência na frente.

Se não houver entraves, creio que Levir encontrará a melhor solução. Mas é preciso de tempo para por ordem na casa e em todos os setores da equipe, porque uma estrutura que foi relegada a segundo plano nesses últimos dois anos não será reorganizada em poucos dias. Este será o seu terceiro teste (o segundo com a equipe principal) para encontrar um padrão tático definido e reconstruir o Fluminense como equipe, reagrupando peças, formulando novas estratégias e injetando moral no grupo.


E eu acredito que este Fla X Flu na terra da garoa será o marco inicial para que o Fluminense torne a ter novamente a cara de um time vencedor. Temos um treinador, temos um time, falta voltar a vencer um clássico e, principalmente, mostrar ao torcedor que a equipe pode se renovar em espírito sob o comando de Levir Culpi. Se vencer o Flamengo hoje, e com bom futebol, o Fluminense dará um importante passo para recuperar sua autoestima e realinhar-se na busca de melhores dias, sendo protagonista e não mero coadjuvante das principais competições nacionais.

domingo, 13 de março de 2016

Fla-Flu na pauliceia

Aleluia! Depois de tanta insensatez, a nossa vetusta FERJ agiu com bom-senso. O Fla-Flu na terra da garoa é uma bola dentro.

Sem estádios próprios para disputar jogos oficiais, sem o Maracanã e o Engenhão, sobram as alternativas de sempre para que a dupla mande seus jogos: Moacyrzão, Estádio da Cidadania, Giulite Coutinho. Nenhum desses, porém, apto a suportar a grandeza do clássico.

Fora do Rio, as opções de Juiz de Fora e Vitória seriam viáveis. Mas, São Paulo é São Paulo. Um Fla-Flu na Terra da Garoa seria uma atração e tanto para o povo paulistano, para os tricolores e rubro-negros que moram por lá e para os turistas. Nesse combalido campeonato carioca, talvez seja o jogo mais interessante de se assistir, justamente por ser sediado na capital paulista.

O Pacaembu é um estádio tradicional, bem localizado e seu gramado é um tapete. Imagino o paulistano que deseje um programa diferente após aquela bela macarronada de domingo. Nada melhor do que assistir ao clássico mais tradicional do Brasil em sua própria casa. Assim, quem sabe, não angariamos alguns simpatizantes por lá.

O Santos já fez muito disso aqui no Rio na década de 1960. O Corinthians já mandou jogos no Maracanã mais recentemente. Essa interação, independentemente da rixa futebolística entre paulistas e cariocas, é salutar para o futebol brasileiro. O meu saudoso pai, tricolor de quatro costados, tinha o Santos como o seu segundo time e me contava que o Maraca lotava para assistir ao escrete da Vila Belmiro de Pelé e cia.

São outros tempos, sem o glamour de outrora, mas parece de bom alvitre que, vez por outra, essa conexão possa ser realizada entre as cidades irmãs.

Sem estádios, porque com o Maracanã nunca se sabe quando se poderá contar, o Pacaembu poderá ser mais uma opção de mando de campo de tricolores e rubro-negros futuramente.

São Paulo fica a um pulo daqui na ponte-aérea, o que significa menos desgaste para os jogadores do que se a partida fosse disputada em Volta Redonda ou Macaé, por exemplo.

Há a questão da torcida. Mas qual a diferença entre a quantidade de público que vai aos jogos do Flu nesta malfadada competição e a que irá em São Paulo? E, num clássico como esse, as famílias se ausentam temendo a violência, sobretudo quando o jogo não é no Maracanã. Além disso, tem muito tricolor que trabalha por lá que poderá antecipar o seu retorno no domingo para prestigiar o Fluminense.

São Paulo, por sua importância e grandiosidade, merece receber o maior clássico brasileiro pela segunda vez na história – a primeira foi em 1942, quando ocorreu um empate sem gols.

São Paulo merece sentir o cheiro de um Fla-Flu, viver um pouco dessa história, embriagar-se dessas cores. Certamente, o domingo, 20 de março de 2016, acrescentará a todas as virtudes paulistanas mais uma: a honra de sediar o mais importante clássico do futebol nacional.


A pauliceia desvairada de Mario de Andrade merece, e o poeta, maior amante de São Paulo, de onde estiver, sorrirá.

domingo, 31 de maio de 2015

Na raça!

O Flamengo recebeu a ajuda de praxe -  a expulsão de Giovani foi absurda, de tão injustificável – mas por noventa minutos, pelo menos por noventa minutos, o time de guerreiros, ressuscitado, esteve em campo.

O time com Vinícius e Gerson ganha em qualidade no meio de campo. Ambos foram os responsáveis pelas melhores jogadas do Flu enquanto estiveram na partida. Por azar, Gerson sentiu uma lesão e Vinícius foi sacrificado por substituição decorrente da expulsão de Giovani.

O time tricolor, com o primeiro gol marcado no início do jogo – após pênalti bem assinalado pela arbitragem – deu campo ao Flamengo, que teve a soberania na posse de bola, mas era muito pouco eficiente na frente. O Flu, apesar da posse diminuta, criava as melhores chances. O segundo e merecido gol originou-se de outro lance iniciado por Gerson, que serviu Renato para cruzar bola que chegaria aos pés de Fred para marcar, mas o lateral rubro-negro se antecipou e fez contra.

O Flu foi mais organizado, mais eficiente e errou menos no primeiro tempo, porém, numa falha de marcação, numa verdadeira desatenção defensiva, o Flamengo chegou ao seu gol. Gol que renovou os ânimos rubro-negros para a segunda etapa.

Mas o Fluminense jogava com qualidade e, logo no início do segundo tempo, Vinícius fez ótimo lançamento para Gerson que, não sendo egoísta, fez belo lance, poderia concluir, mas serviu Fred em melhores condições para fazer o terceiro gol.

Senhor do jogo, o tricolor administrava e poderia impor ao rival uma goleada histórica. Nesse momento, porém, a arbitragem resolveu dar a injeção de ânimo que o Flamengo queria e precisava. Uma expulsão sem pé nem cabeça do jogador tricolor Giovanni. A partir daí – Gerson já havia saído lesionado e Vinícius foi sacado – passou a ser um jogo de ataque contra defesa.

Mesmo sem qualquer saída de jogo, absolutamente recuado e sujeito a intensa pressão do adversário, poucas bolas foram chutadas em direção ao gol tricolor. Com Wagner morto em campo e Fred isolado na frente, Enderson poderia ter substituído o primeiro por um jogador mais inteiro e que puxasse contra-ataques, como Lucas Gomes, por exemplo. Preferiu a entrada de Wellington Silva que, realmente, deu alguma opção de saída pelo lado esquerdo.

Ainda assim, sob forte pressão do Fla, o tricolor mantinha-se firme em suas fileiras defensivas até que num lance de lateral cobrado rapidamente, o Flamengo chegou ao segundo gol.

Foi um lance fortuito, tanto é que o Fluminense, bravamente, continuava se defendendo bem e o fez até o final da partida, garantindo um resultado importantíssimo para as suas pretensões e pela moral que ganha para as partidas vindouras.


A vitória que deveria ter vindo contra o Corinthians apareceu hoje. Merecidíssima, por sinal. Prova de que, mais importante do que um treinador conhecer uma equipe recém-treinada, é essa mesma equipe conhecer bem o treinador adversário. Cristóvão foi apenas Cristóvão, o Flamengo continuou sendo Flamengo e o Fluminense renasceu para ser um novo Fluminense. Que assim seja!


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Unidos ou reunidos?

Segundo a coluna Panorama Esportiva deste sábado no jornal O Globo, Fluminense e Flamengo se reuniram durante a semana a fim de organizar um luta política conjunta por reformas na Federação de Futebol do Rio.

Pretendem mudar o modelo de gestão na entidade, criar uma liga municipal, dar transparência às taxas cobradas nos borderôs, dentre outras ações. 

Nunca vi, desde que Flu e Fla se levantaram contra os abusos perpetrados pela Federação através de notas oficiais assinadas conjuntamente e tarjas de luto nos uniformes de jogo, nenhuma relação que denote intimidade a ponto de ensejar preocupação de parte da torcida tricolor. 

Parece claro que as duas instituições apenas defendem interesses comuns, e justos, contra arbitrariedades praticadas por um dirigente vetusto que comanda a sua entidade sem transparência e à revelia dos bons rumos do futebol. 

Do lado de cá da trincheira, tricolores e rubro-negros tentam modificar uma cultura de quase trinta anos de desmandos, sem que, para tanto, isso signifique que o Tricolor ponha de lado as divergências históricas que o separam de seu rival. Por isso, pode-se dizer que, nessa louvável luta, Fluminense e Flamengo estão mais reunidos do que unidos.

@FFleury 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

É HORA DE DAR A RESPOSTA

Quando, em dezembro de 2013, o pleno do STJD confirmou a decisão em 1ª instância que puniu Flamengo e Portuguesa por escalarem jogadores em condições irregulares na última rodada do campeonato brasileiro daquele ano, sancionando-os com a perda de pontos que rebaixou o time paulista, evitou o rebaixamento do clube da Gávea e manteve o Fluminense Football Club, legitimamente, na primeira divisão do futebol nacional, a imprensa esportiva, em sua esmagadora maioria, grunhiu todo o seu ódio contra o Tricolor, acusando-o, de forma injusta, irresponsável e covarde, de ter sido o causador, através de manobras de bastidores, do rebaixamento da Portuguesa.

Transformaram, através do imenso poderio que detêm, da força incomensurável dos meios de comunicação, que atingem os mais distantes rincões deste País e até fora dele, a Lusa em vítima e o Fluminense em vilão. Nada que pudesse ser mais conveniente. A Portuguesa, a queridinha de São Paulo, segundo time de muitos lá pelas bandas do Tietê, era a injustiçada; até o Roberto Leal foi às ruas protestar contra a tal da “CBFlu”, tudo, é claro, com amplíssima divulgação da imprensa. E o Fluminense, em razão de uma falsa reputação de armações nos bastidores, também fomentada de forma covarde pela mídia, era o vilão perfeito.

Nada poderia ser mais perfeito para esconder a maior fraude do futebol brasileiro de todos os tempos, tudo convenientemente acobertado e manipulado por irresponsáveis travestidos de jornalistas que, com maestria, blindaram o verdadeiro responsável pela bandalheira que ocorreu na fatídica derradeira rodada da competição nacional. Na verdade, Fluminense e Portuguesa foram vítimas; o primeiro, do rancor, do despreparo e irresponsabilidade de jornalistas e dos interesses sórdidos que comandam o futebol brasileiro; o segundo, vítima de si mesmo, de uma administração autofágica, que dilapidou o patrimônio do clube em benefício de seus gestores e vendeu a sua alma, a paixão do seu torcedor – que é a sua própria existência - para salvaguardar os interesses financeiros das grandes corporações que comandam o futebol.

Apesar de indícios veementes de toda a falcatrua, como as declarações do advogado da Portuguesa de que teria avisado ao clube que o jogador não poderia ser escalado em razão da punição sofrida, ou das publicações jornalísticas, na véspera do último jogo do Flamengo, que davam conta de que o jogador rubro-negro estava suspenso e também não poderia ser relacionado para o jogo, nada disso teve qualquer repercussão na imprensa, absolutamente nada. Preferiram, por ser mais cômodo e oportuno, atirar toda a responsabilidade desta inventada “virada de mesa” no futebol brasileiro ao Fluminense.

E esse ódio reverberou pela sociedade. Não apenas torcedores de outros clubes despejaram a sua intolerância sobre o Tricolor e sua torcida; todos, mesmo os indiferentes ao futebol, resolveram atirar a sua pedra. E foram muitas pedradas. Humilhada, a torcida, através de parcas vozes, procurou, da forma que podia, mostrar ao Brasil a injustiça que se cometia. Enquanto tentava, e não conseguia, era alvo de agressões verbais e físicas e o clube tinha o seu nome chafurdado na lama mais uma vez.

Foi uma luta heroica. Orgulho-me de ter participado dela juntamente com outros tricolores que usaram os poucos canais que tinham à disposição para tentar mostrar a verdade à massa de manobra forjada por uma imprensa vendida. Fomos ofendidos e vilipendiados em nossas honras, perdemos noites de sono angustiados, amargurados...

Enquanto a honra do Fluminense era maculada e a sua torcida discriminada, a administração tricolor se calava. Lembro-me de ter lido e escutado diversas vezes o torcedor tricolor perguntar: onde está o Presidente? Por que não se manifesta?

Estivemos sós nesta luta inglória, abandonados à própria sorte por quem tem o dever institucional de defender o nome do clube e a sua torcida. Para a massa ignóbil, para quem o que vale é o “quem cala consente”, a responsabilidade pela famigerada “virada de mesa” que decretou o descenso da Lusa passou a ser do Fluminense e ponto final; o eterno vilão, o culpado de todas as mazelas do futebol nacional.

Parece, porém, que a Justiça ainda pode ser feita. Há poucos dias, o atual presidente da Portuguesa, senhor Ilídio Lico, revelou ao blog do Jorge Nicola (https://esportes.yahoo.com/blogs/jorge-nicola/presidente-da-lusa-admite-culpa-por-rebaixamento-mas-233734399.html), que a escalação do jogador Hevérton foi premeditada, ou seja, arquitetada, planejada. Para quem, como o senhor Renato Maurício Prado, não enxergava, talvez por ser cego ao que não lhe interessa, a existência de dolo na conduta da Portuguesa, não existe dolo – que significa consciência e vontade – mais cristalino do que este.

Essa declaração, por si só, seria suficiente a dar azo à instauração de inquérito policial ou provocar a intervenção direta do Ministério Público, cuja atuação até agora pareceu inócua. Ponham-se frente a frente os senhores Ilídio Lico e Da Lupa, promovam-se as quebras dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos supostos interessados, inclusive, por óbvio, dos gestores do Flamengo e dos patrocinadores e organizadores do campeonato brasileiro. É simples, basta vontade e iniciativa para agir. Se aqueles indícios apontados acima não foram suficientes para ensejar uma investigação firme e isenta, por certo, esta declaração do mandatário da Lusa é relevante o bastante para se movimentar a máquina persecutória estatal.

E deveria ser, também, para que os mesmos arautos da moralidade que blasfemaram contra o Fluminense, transformassem seus blogs, colunas, programas televisivos etc, em palcos para a devida, se não ainda retratação, repercussão da fala do senhor Ilídio.

E é a oportunidade para que a administração do Fluminense repare a omissão na defesa de seus interesses e aja prontamente, seja exigindo uma investigação isenta, seja convocando a imprensa para que dê repercussão à acusação do Presidente da Portuguesa. Nota oficial em rede social é medida vazia. A torcida exige mais, exige um presidente atuante na defesa da honra da torcida e da reputação do clube que comanda.

Silenciar neste momento, em que se descortina toda a espúria trama, é atuar contra os interesses do Fluminense e de seu torcedor e é, sobretudo, submeter-se aos inescrupulosos interesses que manipulam o futebol nacional.

O Presidente Peter pode fazer história; para isso, precisa agir.

Avante, Fluminense! ST



domingo, 21 de setembro de 2014

Mais Distante do G4


Foi um jogo sem riscos, pelo menos riscos planejados, até porque de temerária já basta a zaga tricolor, suficiente, por si só, para deixar apavorado qualquer tricolor. Os dois times não ousaram, utilizaram a estratégia da cautela, por mais que o empate não fosse um bom resultado para ambos. O flamengo pretendeu jogar no erro Tricolor e fez isso com eficiência na primeira etapa. E o Flu não tinha muita estratégia, eram toques para o lado e para trás, pouquíssimo aproveitamento das laterais e algumas bolas alçadas à área.
 
E os excessivos erros de passes do time do Flu no primeiro tempo foram responsáveis pelas maiores chances ofensivas rubro-negras, dentre elas o gol, decorrente , também, de sucessivos equívocos do sistema defensivo: Henrique, Valência e, por fim, Elivélton.
 
O flamengo foi melhor no primeiro tempo, porque foi rápido e organizado. O Flu foi novamente um arremedo de time, porque foi lento e desorgnizado. Além da preguiça, os passes errados oriundos principalmente da dificuldade em encontrar um parceiro livre para receber a bola, deram origem às principais chances do adversário.

Ainda que mal, o Flu aproveitou bem uma falta cobrada por Conca que Fred, bem ao seu estilo, desviou para dentro empatando o jogo.

O Tricolor voltou para o segundo tempo mais arrumado e minimamente mais aplicado, o que foi suficiente para equilibrar as ações e tornar o Flu melhor que o fla nos minutos iniciais, momento em que Fred obrigou Paulo Vítor a realizar espetacular defesa. Houve mais uma boa chance perdida logo após e só. Pelo menos um alento: Cristóvão conseguiu, no intervalo, melhorar e não piorar o time.

Cristõvão, manietado pelas substituições que fez por conta das contusões (Henrique e Valência) pouco pôde fazer para mudar o panorama da partida, que se desenrolou, a partir dos quinze minutos da segunda etapa, como um jogo que agradava a ambas as equipes, afinal de contas, com o empate o fla se distanciava ainda mais da zona do rebaixamento e o Flu, em que pese o empate ter sido terrível para as pretensões de retorno ao G4, amainava um pouco o vexame de Salvador. Além disso, como um empate num clássico é sempre um resultado que pode ser considerado normal, a pressão sobre Cristóvão também dever arrefecer, pelo menos até a próxima partida.

Está claro que o Flu precisa de um homem de velocidade que faça a rápida ligação da defesa ao ataque. Isso é óbvio. Acontece, porém, que nos melhores dias de Cristóvão no Flu, essa carência era suprida por um toque de bola rápido e envolvente, e por uma marcação forte à saída de bola adversária. Havia um time compacto que, se não era rápido, era eficiente sem possuir um jogador com a característica da velocidade.

Então a ausência do “elo de ligação veloz” explica, mas não justifica os recentes malogros do Tricolor. A zaga, sim, essa justifica bem mais algumas derrotas. Elivélton é temerário, para dizer o menos. Henrique tem técnica, mas é lento e, ao que parece, tem jogado no sacrifício por conta de lesões que, oxalá, não sejam crônicas.

Conca, cujo sacrifício dentro de campo sempre é capaz de apagar seus erros, está mal. E não é de hoje. Tem feito muita falta a sua contribuição efetiva na criação, principalmente quando Cícero é posicionado, como hoje, mais à frente, quase como um segundo atacante. Wagner, embora cumpra função tática importante, nunca foi e nunca será o parceiro ideal do argentino na criação.

Fred tem se esforçado; isso é visível. Fez um gol e poderia ter feito outro. Seu mérito é estar buscando jogo a jogo voltar à forma física e técnica dos tempos da Copa das Confederações. Não sei se isso um dia será possível, mas é preciso dar-lhe um voto de confiança, crédito que ele merece.

O resultado acabou sendo justo, mas o Flu, se forçasse um pouco mais poderia ter saído com a vitória. De qualquer forma, a se lamentar apenas a terrível derrota para o lanterna da competição, não o empate de hoje, resultado normal para um clássico desse porte e suficiente para evitar mais uma crise, daquelas que têm assolado o Tricolor nos últimos tempos.

Avante, Fluminense! ST
 
Foto: Lancenet.
 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Quando as Hienas se Calam


O Brasil respira Copa do Mundo, pelo menos grande parte dele e a totalidade da imprensa esportiva nacional. Foi nesse ambiente, em que há pouco ou nenhum espaço para qualquer outro assunto que não relacionado à maior competição mundial, que o STJD puniu o Criciúma pela perda de três pontos no campeonato nacional, recolocando-o na tabela em posição imediatamente superior à zona do rebaixamento.

Não houve, para todos aqueles fascínoras travestidos de jornalistas, justificativa mais conveniente para o silêncio; silêncio que, para nós tricolores, significa tanto quanto os grunhidos emanados das mesmas bestas-feras logo após a decisão do mesmo tribunal que retirou os pontos de flamengo e portuguesa, pelo mesmo motivo, em dezembro de 2013; a Copa do Mundo veio a calhar para essa corja.

Por obrigação jornalística, os veículos mais importantes da imprensa esportiva nacional noticiaram o fato com a trivialidade de quem informa o resultado de uma partida da série B do campeonato brasileiro. E não deveria ser diferente; o resultado de um julgamento que pune um clube pela escalação irregular de seu jogador é algo puramente trivial. Aplicação nua e crua da regra da competição, que não abre margens a interpretações casuísticas ou a outros interesses escusos.

O que indigna a torcida tricolor e todos os demais torcedores sensatos é o fato de que a parcela hipócrita do jornalismo, aqueles movidos por paixões clubísticas ou rivalidades regionais, não tenham sido nada triviais ao blasfemarem a plenos pulmões contra as punições impostas a flamengo e portuguesa e se mantido absolutamente silentes quanto à mesma punição, e pelos mesmos fatos, imposta ao Criciúma.

Fica evidente que a única diferença está naquele que escolheram como beneficiário direto da perda de pontos da lusa, o Fluminense. Esqueceram, convenientemente, que a portuguesa salvou do rebaixamento o flamengo, e não o Fluminense, mas atirar ao Flu a culpa foi sempre mais fácil e deu mais “ibope” do que envolver o superprotegido flamengo, clube mais querido da mídia capitaneada pelas organizações Globo.

Nehuma tese estapafúrdia, como a tal falta de publicação da decisão do STJD no site da CBF, defendida de forma tão acirrada quando lusa e flamengo perderam seus pontos, ou mesmo o desconhecimento da punição - o jogador atuava por outro clube quando foi punido - foi suscitada por aqueles arautos da moralidade forjada casuísticamente. Nenhum daqueles irresponsáveis, que atiraram a população contra o Fluminense em dezembro de 2013, escreveu uma linha sequer para promover a defesa do Criciúma. R.M.P., M.C.P., J.K., A.R., A.G., M.N., A.L., M.G. e outros acobertaram-se sob as efusividades do evento mais importante do futebol mundial e calaram-se, mais uma vez irresponsavelmente, demonstrando que toda a gritaria em favor de fla e lusa não passou de um desejo incontido de achincalhar o Fluminense e a sua torcida e proteger o mais querido da mídia nacional.

Juca Kfouri, por exemplo, em seu blog, encontrou espaço e tempo para falar mal até do Fagner, mas nem uma palavra sobre a decisão do STJD; Mauro Cezar Pereira, outro dos maiores detratores do Flu, também em seu blog, postou, inclusive, sobre o "lepo lepo" inglês, assunto, provavelmente, muito mais importante do que tratar de defender a sua posição em relação à punição do Criciúma, aquela mesma que defendeu quando os punidos foram fla e lusa.

As hienas estão caladas. Não poderia esperar nada diferente de uma corja que desonra o verdadeiro jornalismo e, sob as desculpas da liberdade de expressão e da vedação à censura, promove a irresponsabilidade, a hipocrisia e a pequenez de caráter. Trata-se da escória, da parcela mais espúria da raça humana, daqueles que têm, por princípio, não ter princípios, que maculam a reputação de um clube centenário, honrado e glorioso em troca de audiência, da bajulação e da proteção de interesses obscuros, sem qualquer preocupação com as consequências de seus atos, tanto à imagem do Fluminense quanto à própria integridade física e moral de sua torcida.

Enquanto as hienas silenciam, cabe a nós, tricolores e torcedores de bom senso, não nos calarmos jamais. Calar-se é dar-lhes a vitória. É nosso dever mostrar ao Brasil, ainda que não queiram ver, o conluio Gávea-Canindé, a parcialidade dos pseudo-jornalistas, a proteção desmedida da mídia ao flamengo e a irresponsabilidade do Fluminense no imbróglio que culminou na sua permanência na série A do campeonato brasileiro de 2014.

O torcedor tricolor é o guardião da honra do Fluminense contra quem tente achincalhá-la, preservá-la imaculada é o seu dever, é o nosso dever.

Avante, Fluminense! St 
 
 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Vergonha em Dose Dupla, ou Tripla!


O Corinthians ganhou um estádio novíssimo dos governos municipal e federal. O Itaquerão/Odebrecht pode ser horroroso, mal localizado, pode ser o que for, mas é do Corínthians, um estádio moderníssimo para mais de sessenta mil pessoas.
 

Sob o pretexto da realização da partida inaugural da Copa do Mundo, escolheu-se, sem critérios bem definidos camuflados numa falsa concorrência, que seria o Itaquerão a receber os investimentos públicos para que, de sonho, se transformasse em realidade.
 

De todos os estádios privados que sediarão jogos da Copa – os outros são as Arenas do Atlético Paranaense e o Beira-Rio – foi o que mais recebeu recursos. Foram cerca de R$420 milhões em créditos fiscais da Prefeitura de São Paulo, ou seja, dinheiro que o erário público municipal deixa de recolher, mas que exige que o cidadão de bem, aquele que sobrevive com seu minguado salário, recolha religiosamente, sob pena de executar-lhe sem dó nem piedade.


Além dessa dinheirama que a Prefeitura deixará de recolher, e o Corínthians de pagar, o governo federal também resolveu dar uma ajudazinha e contribuiu com mais R$400 milhões de reais, dinheiro emprestado pelo seu Banco de Desenvolvimento e que será restituído a perder de vista e a juro reduzidíssimo, verdadeiro fundo perdido.
 

Não bastasse o escárnio com a população, já ultrajada diariamente por ações ou omissões do Poder Público, o Estado dá a um clube privado um presente bilionário em detrimento de outros clubes de futebol que poderiam ser beneficiados, por exemplo, com facilidades maiores para a quitação de dívidas tributárias.
 

Para poucos, muito; para muitos, nada ou quase nada.
 

Imagine-se o quanto o Corínthians não colherá de frutos. Além do estádio em si, cujo valor ultrapassa um bilhão, ainda arrecadará com as rendas, todas para os cofres do clube. Só na partida inaugural foram cerca de três milhões de reais.
 

Não entendo como justo o aporte de dinheiro público em instituições privadas se não há interesse público envolvido. Na construção do Itaquerão, quem ganha é somente o Corínthians.
 

E parece que a imoralidade não vai parar por aí, pois o próprio Ministro da Educação acenou com a possibilidade de praticar o mesmo crime de lesa-pátria e injetar dinheiro público, sob o disfarce da Lei de Incentivo ao Esporte, para que o Flamengo também possa ganhar o seu presente.

 
Mesmo que se trate de uma bravata, daquelas comuns em períodos eleitorais, só por ter emanado de uma autoridade da República, a quem incumbe agir com parcimônia na gestão dos gastos públicos e, principalmente, observar o princípio da moralidade administrativa, é uma grande vegonha.


Enquanto há facilidades por lá e promessas por aqui, outros clubes, como o Fluminense, encontram sérias dificuldades para parcelar o pagamento de dívidas tributárias com a União. Parece absurdo, mas não é, querer pagar uma dívida e não poder ante a intransigência explícita do Poder Público em negociar seus próprios créditos!


Vegonha em dose dupla, ou tripla!

Avante, Fluminense! ST

domingo, 11 de maio de 2014

No Fla x Flu é um Ai Jesus!


No Fla x Flu é um “Ai Jesus!”. Nunca poderia imaginar que um dia fosse concordar com algo que viesse lá das bandas do clube de regatas, mas o trecho preconizado no hino rubro-negro é a mais pura expressão da verdade.

Este ano foram duas vitórias, com cinco gols marcados e nenhum sofrido, parecendo estar sendo feita justiça por todo o achincalhe sofrido pelo Fluminense pela farsa montada pelo time da Gávea na última rodada do brasileirão de 2013.

Eles, o clube de regatas e os jornalistas da famigerada Flapress, merecem engolir cada um desses gols e cada derrota, como um preço, ainda não totalmente pago, pelas condutas espúrias que, ano após ano, emporcalham o nosso futebol.

Gostaria de ver as caras do RMP (Zandonaide), Mauro Cezar Pereira e outros defensores da horda rubro-negra. Qual seria o tema da coluna abjeta de RMP? Provavelmente não haverá tema, nem coluna. Sua mente, agora, deve estar se perguntando: - “O que posso inventar agora para sacanear o Fluminense?”. Nada, RMP, resuma-se à sua mediocridade, à sua insignificância e reconheça que o Tricolor é e sempre será o pesadelo de vocês!

Quanto ao jogo, o Flu foi o que acostumou-se a ser sob o comando de Cristóvão e mostrou que a derrota na última partida foi um acidente de percurso. Maduro, consciente, concentrado, compactado durante todo o jogo. Jogou e pouco deixou jogar, recuando alguma coiosa no segundo tempo para buscar os contra-ataques.

Fred, “El Bigodon”, feliz com a convocação, fez o primeiro, de cabeça, após excelente córner cobrado por Conca. A partir daí o Tricolor continuou dono da partida, controlando as ações e seguro em si.

No segundo tempo, o Flu deu mais campo, mas mesmo assim permanceu mais incisivo e próximo do segundo gol do que o clube de regatas do empate. Na parte final, o adversário foi para cima no abafa e, num contra-ataque puxado pelo inteligente e habilidoso Walter, que serviu Conca que, por sua vez, deixou Chiquinho livre para marcar com um belo chute cruzado o segundo e derradeiro gol Tricolor.

Gol para fazer justiça a quem foi melhor e que serviu para silenciar a súcia postada do lado esquerdo das cabines de rádio e TV.

Há muito tempo um Dia das Mães não é tão perfeito, particularmente para as mamães tricolores!

Avante, Fluminense! ST

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Conexão Gávea-Canindé: Conluio Continua a Todo Vapor

Fora do mundinho do Rio de Janeiro, onde, apoiado pela mídia imunda, faz e acontece, o flamengo sofreu mais uma derrota internacional. Dessa vez, não dentro de campo, como na vergonhosa eliminação da Libertadores, mas com reflexos nele.
 
A mulambada teve o seu pedido de efeito suspensivo da decisão da CBF, que lhe retirava os pontos pela escalação irregular de um jogador irregular na última rodada do Brasileirão 2013, negado pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte - FIFA).
 
Na prática significa que o flamengo está vulnerável a qualquer decisão que devolva os pontos à Lusa, ou seja, havendo a devolução dos pontos à Lusa, o flamengo seria invariavelmente rebaixado e de forma definitiva.
 
O curioso, para não dizer estranho, é que a Portuguesa, sua parceira de falcatruas, desistiu de buscar seus pontos perdidos na Justiça Comum. Para quem alardeou aos quatro ventos a suposta injustiça sofrida, e que buscaria a reparação na Justiça Comum, esta decisão mais parece uma nova forma de homenagear seu comparsa rubo-negro.
 
Se a Lusa buscasse e conseguisse seus pontos na Justiça Comum, o time da Gávea estaria sujeito a um rebaixamento definitivo, uma vez que seu pedido de efeito suspensivo foi negado pelo CAS.
 
Parece que a parceria criminosa Gávea-Canindé continua bem ativa e produzindo frutos. É por isso que, para esses bandidos, o que vale é o resultado de campo, é por isso que "roubado é mais gostoso".
 
Bando de canalhas!
 
Avante, Fluminense! ST
 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Hipocrisia

Justiça Comum , de forma irrecorrível, decide que o título de campeão brasileiro de 87 é do Sport;

Decisão administrativa da CBF resolve por panos quentes no imbróglio e considera o flamengo campeão brasileiro de 87, juntamente com o Sport;

Para os flamenguistas, o que vale é a decisão administrativa da CBF, à revelia da decisão da Justiça Comum.

Decisão administrativa do STJD, ratificada pela CBF, retira, de forma legítima, os pontos de flamengo e portuguesa por escalarem jogadores irregulares em seus jogos.

Para os rubro-negros cariocas, porém, essa decisão não vale nada; o que vale é a Justiça Comum.

Flamenguista não é hipócrita, eu é que sou...


Avante, Fluminense! ST

domingo, 2 de março de 2014

Adidas: Respeite o Fluminense! Fluminense: Faça-se Respeitar!


O Presidente Peter Siemens anunciou que está prestes a antecipar a renovação do contrato do Fluminense com a marca esportiva alemã Adidas, que venceria apenas em maio de 2015. As tratativas, segundo consta, estão avançadas e o Tricolor deverá ter um novo contrato em condições melhores que o atual.

É uma boa notícia. Resta saber se o novo contrato considerará a grandeza da marca Fluminense.

Numa breve comparação entre os grandes clubes patrocinados pela Adidas no Brasil, o Flu é o menos valorizado pela empresa esportiva.

O flamengo, nosso arquirrival, por exemplo, fechou com a Adidas, em maio de 2013, um contrato por dez temporadas (anos) em que receberá diretamente R$35,6 milhões nas primeiras cinco temporadas e R$40,6 milhões nas cinco últimas.

O Palmeiras tem um contrato válido desde 2010, cujo prazo de duração é de quatro temporadas, sendo que nas três primeiras recebeu R$17 milhões anuais e na última o aporte foi de R$19 milhões. O clube paulista planeja melhorar ainda mais esses valores para este ano, data em que comemora o seu centenário, planejando equiparar seu contrato ao do rubro-negro.

Abaixo de todas as cifras milionárias pagas a flamengo e Palmeiras, surge o contrato com o Fluminense de R$9 milhões anuais (reajustado no fim de 2013 para R$10 milhões anuais). É um acordo claramente defasado e subdimensionado.

Desconsiderando a força da marca e o potencial aquisitivo da torcida tricolor, a Adidas desprestigia o Fluminense dando-lhe um aporte mais de quatro vezes menor do que o do clube de regatas e duas vezes menor do que o pago ao Palmeiras.

E o desprestígio não é só financeiro. A empresa desrespeita a torcida tricolor quando não abastece a contento o comércio varejista com produtos e os cria, por vezes, com gosto duvidoso.

A Adidas é referência mundial. Veste alguns dos maiores clubes e seleções do Mundo e a qualidade de seus produtos é inquestionável.

Por isso, o Fluminense precisa ser respeitado, alçado ao patamar que merece, de um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Não consigo enxergar um bom contrato para o Flu que seja inferior a R$30 milhões anuais, de início, aumentado progressivamente, nos moldes do rival.

Creio que o novo acordo do Palmeiras deverá ser algo próximo desse patamar e não podemos receber menos do que o clube paulista.

A valorização do Fluminense é medida que se impõe, porque o desequilíbiro entre o que a Adidas fatura com o Tricolor e o que repassa ao clube é abissal. Nosso contrato está absolutamente defasado.

E um novo acordo viria em boa hora, na medida em que supriria, em parte, a gradativa redução da injeção financeira de nossa patrocinadora master, a Unimed.

Como as negociações para a antecipação da renovação do contrato estão bem adiantadas, imagino que o Flu tenha, a partir desse novo contrato, a valorização que merece, não apenas pelo aporte financeiro direto, mas pela maior atenção da Adidas ao torcedor tricolor, seu consumidor final.

Imprescindível, assim, que a Adidas respeite o Fluminense, mas que, principalmente, o Fluminense faça-se respeitar. Um contrato é um acordo de vontades e só deve ser concretizado se for bom para ambas as partes.

Avante, Fluminense! ST

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O Fluminense é Série A e Ponto Final!


Portuguesa e flamengo, clubes que foram punidos pelo STJD com a perda de pontos por terem escalado jogadores de forma irregular na última rodada do campeonato brasileiro de 2013, não têm argumentos jurídicos que possam fazer reverter a legítima decisão do órgão julgador desportivo na Justiça Comum.
 
É preciso esclarecer de uma vez por todas que, nem mesmo o fundamento criado não se sabe por quem, mas encampado por grande parte da imprensa esportiva e outros interessados, de que o ato legislativo denominado Estatuto do Torcedor, Lei 10671/2003, teria prevalência sobre as normas próprias da Justiça Desportiva, possui qualquer valor jurídico.
 
Trata-se de um entendimento criado de forma superficial, incabível ao caso concreto e equivocadamente amparado nas regras de conflitos de normas jurídicas.
 
Afirmar-se, pura e simplesmente, que o Estatuto do Torcedor deve prevalecer sobre a norma administrativa que regulamenta a atividade desportiva nacional, e que, por isso, a decisão do STJD deveria ser revista por ter descumprido determinação legal para a intimação da parte cujo atleta foi suspenso por infração disciplinar, é pura tolice.
 
Tão frágil e sem fundamento, que o Promotor de Justiça Roberto Senise, aquele mesmo que fabricou uma ação civil pública para que se fizesse valer o Estatuto em detrimento da decisão do STJD, não conseguiu melhor sorte nem mesmo ao tentar obter do Poder Judiciário uma liminar na referida ação. Foi indeferida de plano, e é importante observar, neste ponto, que liminares (antecipação de tutela), via de regra, são decisões baseadas numa apreciação superficial, e concedidas se presentes a urgência/necessidade do pedido e a verossimilhança do alegado (artigo 273, do CPC).
 
Assim como esta empreitada que está fadada ao fracasso, também estão as ações manejadas por “torcedores” de flamengo e Portuguesa e que têm o mesmo objetivo. Todas foram cassadas e continuarão sendo, pois utilizam o mesmo fundamento acima referido, fundamento que não convence nem mesmo um estudante de primeiro ano do curso de Direito.
 
E por que não se presta a nada esse argumento?
 
Primeiro, porque é preciso dizer que a regra estampada no artigo 35, § 2º, do Estatuto, não é incompatível com o artigo 133, do CBJD, que determina:
 

Art. 133. Proclamado o resultado do julgamento, a decisão produzirá efeitos imediatamente, independentemente de publicação ou da presença das partes ou de seus procuradores, desde que regularmente intimados para a sessão de julgamento, salvo na hipótese de decisão condenatória, cujos efeitos produzir-se-ão a partir do dia seguinte à proclamação. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
 
Ou seja, diz o dispositivo que os clubes foram devidamente intimados das punições aos seus atletas, uma vez que seus advogados (representantes) participaram das sessões de julgamento e ficaram cientes de todo o ocorrido. Somente isto bastaria para que se tivesse por intimado o clube ao qual pertence o atleta infrator, mas o advogado da Portuguesa foi além e informou por telefone o teor da decisão. (já comprovou perante o Ministério Público que realizou ligação telefônica informando a suspensão do atleta aos dirigentes do clube paulista).
 
Tal fato (a falta da intimação), de tão óbvio, nem mesmo foi alegado no primeiro julgamento.
 
Aí surge a tese estapafúrdia de que os clubes somente poderiam estar intimados após a publicação da decisão no sítio da entidade CBF com base no artigo 35, §2º, da Lei 10671/2003 (ET).
 

Art. 35. As decisões proferidas pelos órgãos da Justiça Desportiva devem ser, em qualquer hipótese, motivadas e ter a mesma publicidade que as decisões dos tribunais federais.

§ 1o Não correm em segredo de justiça os processos em curso perante a Justiça Desportiva.

§ 2o As decisões de que trata o caput serão disponibilizadas no sítio de que trata o parágrafo único do art. 5o. (Redação dada pela Lei nº 12.299, de 2010).
 
Muitos, de forma casuística, desprezando princípios básicos do direito, relegando as normas de hermenêutica jurídica ao último plano, entenderam, como se verdade fosse, que o referido dispositivo legal prevaleceria sobre o Código de Justiça Desportiva, mormente o seu artigo 133.
 
Ledo engano, ou proposital engano. Seja lá o que for, não há qualquer espécie de prevalência da Lei Ordinária sobre o Código Desportivo, apesar deste constituir-se por normas de natureza administrativa.
 
Isso, porque a Constituição da República, a lei das leis, determina em seu artigo 217, inciso I, que a Justiça Desportiva não é órgão do Poder Judiciário. Assim, Justiça Desportiva e Justiça Comum são autônomas, a primeira, entidade administrativa; a segunda, órgão do Poder Judiciário. O mesmo artigo, em seu parágrafo 1º, veda ao Poder Judiciário a apreciação de causas relativas à Justiça Desportiva, enquanto não esgotadas as suas instâncias.
 
Tal fato, por certo, revela a preocupação do constituinte em impedir que ações judiciais obstaculizem a organização das competições nacionais, ou mesmo, a própria continuidade da competição ante a possibilidade de que venha a ser interrompida ou suspensa a qualquer tempo por decisões judiciais.
 
Portanto, não há qualquer ingerência do Estatuto do Torcedor na organização da Justiça Desportiva, a qual teve a sua criação autorizada e a sua independência determinada por expressa previsão constitucional, ato normativo superior a qualquer outra lei nacional.
 
Por outro lado, mesmo que se permitisse essa ingerência, o que, frise-se, é incabível, nem assim, o direito socorreria aos detratores da decisão do STJD.
 
O Estatuto do Torcedor, como diz o nome, foi criado para o torcedor. A publicidade estampada no seu artigo 35 é um direito do torcedor. Uma leitura atenta do código revela que é o torcedor o principal destinatário de suas normas.
 
Note-se que o citado artigo 35 está inserido no capítulo X, Da Relação com a Justiça Desportiva. Da relação de quem com a Justiça Desportiva? Está claro que é da relação do torcedor com essa Justiça.
 
O artigo 34, inserido no mesmo capítulo, sobre a mesma relação com a Justiça Desportiva, indica que:
 

Art. 34. É direito do torcedor que os órgãos da Justiça Desportiva, no exercício de suas funções, observem os princípios da impessoalidade, da moralidade, da celeridade, da publicidade e da independência.
 
É direito do torcedor. O Estatuto trouxe ao mundo jurídico direitos dos torcedores. Uma leitura rápida fará notar mesmo a quem não deseja, que o Estatuto estabelece direitos dos torcedores perante as entidades que administram o futebol brasileiro.
 
Assim, fica fácil concluir que o Estatuto do Torcedor regulamenta direitos dos destinatários finais do futebol, que são os torcedores. A publicidade prevista no artigo 35 da Lei 10671/2003, nada mais significa do que a necessidade que as decisões da Justiça Desportiva devem ser motivadas e publicadas, a fim de que todos nós tenhamos acesso ao conteúdo dos atos (por isso as decisões devem ser publicadas) e possamos impugnar o fundamento de decisão que entendamos abusiva ou ilegal (por isso as decisões devem ser motivadas).
 
É somente esse o propósito do artigo 35 do ET.
 
Ao contrário, porém, o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) regulamenta a relação entre a Justiça Desportiva e o infrator disciplinar, o denunciado que será submetido a julgamento pelo cometimento da infração no âmbito desportivo.
 
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Apesar de supostamente incompatíveis, na verdade, assim como diversas outras disposições legais aparentemente colidentes, convivem em harmonia no ordenamento jurídico, cada uma em sua seara.
 
Vale dizer, por fim, que a decisão que retirou os pontos dos supracitados clubes é absolutamente legal, pois encontra amparo na legislação vigente e na própria Constituição Federal, sendo legítima, também, a permanência do Fluminense na série A do campeonato brasileiro de 2014.
 
Deveriam esses clubes, ao invés de provocar, mesmo através de torcedores, o Judiciário, buscarem a responsabilização daqueles profissionais que, no mínimo por desídia, provocaram os gravíssimos erros que levaram às escalações de dois jogadores em situações irregulares.
 
Deveria a imprensa agir com isenção e ética e não fomentar argumentos pueris e versões fraudulentas. Buscasse a verdade e talvez o imbróglio já tivesse sido solucionado há tempos, tanto com a responsabilização dos culpados, como com a descoberta dos motivos pelos quais tamanha coincidência ocorreu na última rodada do campeonato de 2013.
 
Não foi mero acaso, isso não foi. Alguém pagou e alguém vendeu, só resta saber o preço da dignidade desses sujeitos.
 
Enquanto o Fluminense servir como o culpado ideal, não encontrarão culpado algum para os seus erros, infelizmente.
 
Avante, Fluminense! ST
 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

12o. Jogador Marca e Flamengo Vence o Vasco.

Depois de assistir à partida entre flamengo e Vasco ficou claro, para mim, o motivo pelo qual a torcida rubro-negra, após a legítima intervenção do STJD que, justamente, puniu o clube da Gávea pela escalação de jogador irregular na última rodada do campeonato brasileiro de 2013, bradou aos quatro cantos que o que vale no futebol é apenas o resultado de campo.
 
Ficou claríssimo o quanto se respaldam em seu décimo segundo jogador, a arbitragem.
 
Árbitro é humano, pode errar. Tudo se justificaria, até mesmo um erro crasso cometido pela arbitragem a seu favor no jogo contra o Vasco, que, de tão crasso, deixou a esfera do erro e atingiu o patamar da má-fé, do abuso do direito.
 
Todos no Maracanã viram, menos quem estava mais próximo do lance, o assistente de fundo de campo, que a falta cobrada pelo jogador cruzmaltino Douglas ultrapassou a linha do gol. Gol legítimo para todos, até para os costumeiros defensores da causa rubro-negra que transmitiam a partida pelo sistema Globo.
 
Só não foi gol para o assistente que, estático como uma parede de concreto, vidrado no lance, fez que nada viu e não comunicou ao árbitro o gol legal.
 
E por que comento isto? Por que já é hora de se mostrar a todos quem é o verdadeiro vilão do futebol brasileiro, aquele clube que, se não tem a arbitragem a seu favor, tem a mídia, e se não tem nem uma nem outra, tem sempre um clube falido que lhe preste favores espúrios, como a portuguesa que o salvou de iminente rebaixamento em 2013.
 
Enquanto isso perdurar a legitimidade e a credibilidade das competições estarão ameaçadas e o futebol será um jogo de cartas marcadas, cujos interesses escusos, a grande mídia e o poder econômico ditarão as regras em prol de seus protegidos.
 
Avante, Fluminense! ST.
 
Créditos na foto.