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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Seja bem-vinda, Frescatto

Fiquemos apenas no âmbito Rio-São Paulo

Corinthians:

“De acordo com o site UOL, o Corinthians possui dívidas com mais da metade de seus titulares, além de alguns reservas.
Passando por uma crise financeira, o Timão atrasou os direitos de imagem dos jogadores em até três meses, além de ter premiações vencidas. Questionado sobre o assunto o diretor financeiro do time, Raul Correa da Silva, não quis comentar.
A temporada 2015 deve ser ainda mais complicada para as finanças do clube que precisará pagar R$ 100 milhões pela primeira parcela de sua Nova Arena.
Neste ano, o orçamento do time paulista estourou em cerca de R$ 44,6 milhões. Entre patrocínios e receitas, o Timão esperava ter uma arrecadação de R$ 76,1 milhões e R$ 32,5 milhões. No entanto recebeu R$ 73 milhões e R$ 18,5 milhões.”

Santos:

“A crise financeira do Santos, que causou direitos de imagem atrasados e fez até telefones serem cortados, obrigou o Peixe a negociar percentuais de suas duas principais revelações depois de Neymar.Gabriel e Geuvânio tiveram partes de seus direitos econômicos negociado com o grupo de investimentos Doyen Sports.” 
Fonte:

Mais Santos:

O atacante Leandro Damião é mais um atleta do Santos a entrar na justiça contra o clube cobrando os vencimentos atrasados do clube. Desde setembro sem receber salários e direitos de imagem, além da dívida de seu 13º, o atacante, emprestado ao Cruzeiro, é o 5º jogador a processar o alvinegro praiano: Aranha, Arouca, Mena e Matheus Índio já haviam procurado as vias judiciais e buscam rescindir seus contratos com o Peixe.
Caso Damião consiga sua liberação, os R$42 milhões de reais que o Santos gastou para contratar o atacante deverão ser pagos à Doyen Sports. Sem a possibilidade de vendê-lo, o prejuízo seria todo do alvinegro praiano.

Palmeiras:

“Em um ano que deveria ser de contenção de custos, os clubes brasileiros, mais uma vez, aumentaram suas dívidas durante 2014. É o que mostram balancetes deles publicados no segundo semestre e dados coletados pelo blog. Entre os times de São Paulo, quem teve maior crescimento de passivo foi o Palmeiras. Essa é a terceira matéria sobre a crise do futebol nacional.”

São Paulo:

As previsões não são boas. Em 2014, déficit de mais de R$ 100 milhões. Para 2015, é previsto prejuízo de R$ 53 milhões. Sem patrocinador e com folha salarial perto dos R$ 10 milhões mensais, o São Paulo tem o desafio de evitar os mesmos problemas deste ano, quando atrasou salários e direitos de imagem. O orçamento para o próximo ano será R$ 284,4 milhões, e o teto salarial, R$ 300 mil.

Flamengo:

“Em conversa com a reportagem do UOL Esporte, atletas do futsal, vôlei e outras modalidades, por exemplo, até hoje não compreenderam por que tiveram os lanches pós-jogo (um pacote de biscoito ou um sanduíche de queijo, mais um copo de guaraná natural) suspensos há quase dois anos, sob a alegação de contenção de despesas. O custo total? R$ 8 mil anual. (…) Segundo pais de atletas, o abandono vai além dos lanches. No vôlei, por exemplo, o clube não custeia mais as passagens de viagens de ônibus. O aluguel do transporte é dividido entre os atletas. Para conseguirem bancar as despesas, parentes vendem rifas e doces na Gávea.”

“Ranking de dívidas tem Flamengo campeão e Criciúma lanterna; veja a lista”.

 

Fonte: http://estadiovip.com.br/67573/ranking-de-dividas-tem-flamengo-campeao-e-criciuma-lanterna-veja-a-lista

 

Vasco:

 

“Em rotina de encontros com alguns membros da direção atual e reuniões informais com seus pares, o futuro presidente toma pé de algumas informações para colocar a mão na massa a partir de quinta-feira. Nos próximos dias, os diretores do clube devem finalizar um relatório de gestão que vai mostrar uma dívida acima de R$ 500 milhões. (...)Ainda não há uma sinalização clara com relação à permanência da Caixa Econômica Federal e, além disso, a diretoria que sucede Dinamite precisa ir atrás de recursos e pagar os cerca de R$ 10 milhões em impostos atrasados. (...)No clube, funcionários, treinadores e diretores da base ainda não sabem se permanecem no clube.”

 

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/11/com-divida-acima-de-r-500-milhoes-vasco-prepara-relatorio-para-transicao.html

 

Botafogo:

 

"Pior do que eu imaginava". Com esta frase, o novo presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, resumiu a preocupante situação financeira do clube. Com um dívida total de R$ 750 milhões, o Alvinegro precisaria juntar o dinheiro equivalente a toda a sua arrecadação de cinco anos para pagar o valor que está em débito.”

 

Fonte: http://espn.uol.com.br/noticia/464647_para-pagar-divida-de-r-750-milhoes-botafogo-precisa-juntar-arrecadacao-de-cinco-anos;

 

Seja bem-vinda, Frescatto.


ST






domingo, 2 de março de 2014

Adidas: Respeite o Fluminense! Fluminense: Faça-se Respeitar!


O Presidente Peter Siemens anunciou que está prestes a antecipar a renovação do contrato do Fluminense com a marca esportiva alemã Adidas, que venceria apenas em maio de 2015. As tratativas, segundo consta, estão avançadas e o Tricolor deverá ter um novo contrato em condições melhores que o atual.

É uma boa notícia. Resta saber se o novo contrato considerará a grandeza da marca Fluminense.

Numa breve comparação entre os grandes clubes patrocinados pela Adidas no Brasil, o Flu é o menos valorizado pela empresa esportiva.

O flamengo, nosso arquirrival, por exemplo, fechou com a Adidas, em maio de 2013, um contrato por dez temporadas (anos) em que receberá diretamente R$35,6 milhões nas primeiras cinco temporadas e R$40,6 milhões nas cinco últimas.

O Palmeiras tem um contrato válido desde 2010, cujo prazo de duração é de quatro temporadas, sendo que nas três primeiras recebeu R$17 milhões anuais e na última o aporte foi de R$19 milhões. O clube paulista planeja melhorar ainda mais esses valores para este ano, data em que comemora o seu centenário, planejando equiparar seu contrato ao do rubro-negro.

Abaixo de todas as cifras milionárias pagas a flamengo e Palmeiras, surge o contrato com o Fluminense de R$9 milhões anuais (reajustado no fim de 2013 para R$10 milhões anuais). É um acordo claramente defasado e subdimensionado.

Desconsiderando a força da marca e o potencial aquisitivo da torcida tricolor, a Adidas desprestigia o Fluminense dando-lhe um aporte mais de quatro vezes menor do que o do clube de regatas e duas vezes menor do que o pago ao Palmeiras.

E o desprestígio não é só financeiro. A empresa desrespeita a torcida tricolor quando não abastece a contento o comércio varejista com produtos e os cria, por vezes, com gosto duvidoso.

A Adidas é referência mundial. Veste alguns dos maiores clubes e seleções do Mundo e a qualidade de seus produtos é inquestionável.

Por isso, o Fluminense precisa ser respeitado, alçado ao patamar que merece, de um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Não consigo enxergar um bom contrato para o Flu que seja inferior a R$30 milhões anuais, de início, aumentado progressivamente, nos moldes do rival.

Creio que o novo acordo do Palmeiras deverá ser algo próximo desse patamar e não podemos receber menos do que o clube paulista.

A valorização do Fluminense é medida que se impõe, porque o desequilíbiro entre o que a Adidas fatura com o Tricolor e o que repassa ao clube é abissal. Nosso contrato está absolutamente defasado.

E um novo acordo viria em boa hora, na medida em que supriria, em parte, a gradativa redução da injeção financeira de nossa patrocinadora master, a Unimed.

Como as negociações para a antecipação da renovação do contrato estão bem adiantadas, imagino que o Flu tenha, a partir desse novo contrato, a valorização que merece, não apenas pelo aporte financeiro direto, mas pela maior atenção da Adidas ao torcedor tricolor, seu consumidor final.

Imprescindível, assim, que a Adidas respeite o Fluminense, mas que, principalmente, o Fluminense faça-se respeitar. Um contrato é um acordo de vontades e só deve ser concretizado se for bom para ambas as partes.

Avante, Fluminense! ST