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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Somos todos Fluminense?

Alguns torcedores se mobilizaram para realizar uma grande festa, a fim de receber o time na partida inaugural do campeonato brasileiro contra o Joinville.

Foi uma manifestação espontânea de torcedores apaixonados que entenderam que a situação atual do clube é difícil, política e financeiramente, e que somente com o apoio integral da torcida, o Fluminense pode almejar algo melhor nesta competição.

Também foi uma espécie de desagravo por tudo o que impuseram ao Tricolor no finado campeonato carioca, com o propósito de demonstrar à equipe que as atrocidades praticadas contra o Flu em virtude da sua posição de contrariedade aos desmandos da FERJ já faz parte do passado e que agora se inicia uma nova competição, sem – espera-se – a interferência nefasta de dirigentes inescrupulosos.

Os abnegados organizadores gastaram preciosos tempo e dinheiro para promover o evento, tudo por amor ao Fluminense e sem esperar nada dele.

Passada a rodada inicial, porém, a festa deve continuar. O movimento se ampliou, outros torcedores encamparam a ideia e agora se organizam para que os jogos do Fluminense em casa sejam sempre um grande evento, com o objetivo de que a torcida compareça e, além de ser o décimo segundo jogador da equipe, encha os combalidos cofres do clube do dinheiro que anda tão escasso por estes tempos.

O propósito é louvável e não poderia partir de outra torcida que não a tricolor.

Ocorre que o sucesso do evento depende do cumprimento de alguns pressupostos. O primeiro deles diz respeito ao torcedor, pois sem ele não há festa e o clube deixa de arrecadar.

A torcida tricolor precisa imbuir-se de que ela é a força motriz do Fluminense, pois é o seu canto que faz vibrar o jogador e é o seu maciço comparecimento o maior incentivo ao atleta dentro de campo. A presença do torcedor é sempre importante, mas em tempos de vacas magras, ela é fundamental.

Por isso, é preciso abandonar a tradição vetusta de que o torcedor somente apoia o time quando este está num bom momento. Hoje o tricolor vai ao estádio quando a equipe está bem, mas é preciso que ele entenda que deve ir para o time jogar bem. Além da contribuição financeira, a presença da torcida influencia no fator psicológico do jogador, incentivando-o a desempenhar um melhor futebol e a buscar a vitória com motivação redobrada.

O sucesso da empreitada também depende da ajuda do principal interessado, o Fluminense.

Como eu disse, foram abnegados torcedores que planejaram e organizaram a mobilização para a primeira partida do campeonato e que, agora, pretendem dar continuidade ao movimento de aproximar clube e torcida durante todo o restante da competição.

Não soube de qualquer interferência do clube no assunto, quando este deveria ter sido o principal interessado em trazer o torcedor para perto de si, colhendo os resultados financeiros desse apoio.

Mas o que esperar de um departamento de marketing inepto que, deitado em berço esplêndido, observa o árduo trabalho de torcedores que trabalham pelo Flu apenas por amor ao seu clube de coração. Por que não cria, por que não pensa e, sabedor de que a mobilização se articula no seio da torcida, por que não ajuda? A resposta é simples: porque não tem compromisso com o Fluminense, apesar de seus membros serem remunerados – e bem – pela instituição.

Eu imagino que o esforço do torcedor em atrair público para o Maracanã poderia atingir seu fim de uma forma bastante efetiva se o Fluminense, através de seu departamento de marketing, contribuísse para o sucesso da empreitada. Afinal, o interesse maior é o do clube, em dinheiro e motivação, para que o time alcance boas posições na tabela, o que, invariavelmente, também se reverte em lucros futuros.

As campanhas disseminadas pela internet teriam maior alcance se veiculadas pelos canais oficiais do Fluminense, e até mesmo pela grande mídia esportiva; além disso, promoções poderiam ser criadas para ajudar a levar o torcedor ao estádio, como o sorteio de prêmios atrativos.

Não seria nada irrazoável pensar em prêmios como automóveis e viagens pelo Brasil e exterior. Retira-se da parte da renda que cabe ao clube – inflada pela presença maciça da torcida – trinta ou quarenta mil reais, o que não é um absurdo e pode, inclusive, ser subsidiado pela empresa fornecedora do produto através da sua visibilidade, e se garante ao torcedor a possibilidade de voltar para casa duplamente feliz: por ter assistido ao seu time do coração e ganhado um excelente presente.

Infelizmente, contudo, a torcida age por si só, movida apenas pelo sentimento de amor, enquanto quem é pago para pensar e produzir para o clube permanece inerte, sob a complacência inexplicável de seus administradores.

Portanto, é bastante provável que o voluntarioso torcedor continue a sua luta inglória de tentar convencer a torcida a comparecer ao Maracanã durante o restante do campeonato, enquanto o Fluminense assiste a tudo de braços cruzados.

Não sei se é vaidade, ou simplesmente pura incompetência. O fato é, porém, que clube e torcida devem trilhar o mesmo rumo, sobretudo quando esse caminho leva a um único objetivo que é o engrandecimento do Fluminense.

A cúpula Tricolor precisa se livrar das travas que impedem o Fluminense de crescer, expurgar seus inimigos internos e atuar sem vaidades sempre em prol da Instituição. A torcida é a alma do Fluminense e sempre será a sua mais fiel parceira. E é esse mutualismo que deve nortear as ações institucionais entre torcedor e clube, porque sem a torcida ele será apenas um corpo sem espírito, um número de cadastro de pessoa jurídica ou um nome sem história.

Somos todos Fluminense? Parece que, infelizmente, essa regra tem exceção na Álvaro Chaves, 41.



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sonho tricolor

Informo ao leitor, de antemão, que este não é um estudo de viabilidade técnico-financeira ou qualquer esboço de projeto. Não tenho conhecimento profissional para isso. É apenas – e peço permissão a você – um sonho em forma de desabafo que desejo compartilhar. 

Nos últimos anos, grandes clubes do futebol nacional têm se mobilizado para reformar ou construir modernos estádios. Um desejo inerente a todo torcedor, certamente, é ter uma casa moderna, que possa chamar de sua.

Internacional, Grêmio, Palmeiras, Corínthians, Atlético Paranaense modernizaram seus estádios ou construíram novas arenas. Não entrarei no mérito das eventuais facilidades obtidas do poder público, como por exemplo no caso da construção do Itaquerão, arena do Corinthians.

Prefiro citar o exemplo do Palmeiras que, através de uma parceria empresarial aparentemente legal, construiu a sua moderníssima arena – ao custo de 630 milhões - sobre os escombros do seu antigo estádio Palestra Itália. Trata-se de uma arena multiuso, uma tendência mundial, com capacidade para 43.600 torcedores – espectadores de futebol, para shows o público aumenta - onde o clube recebe integralmente a receita de seus jogos e a empreendedora assume todas as despesas correntes para funcionamento do estádio e aufere seus lucros da exploração da publicidade, shows, camarotes, cadeiras especiais, lanchonetes, restaurantes, lojas etc.

Gradativamente, o clube palestrino passará a receber participação também nas demais atividades geridas pela empreendedora até a integralização de todo o custo para a construção, acordo, cujo prazo final foi fixado em 30 anos; ao fim do contrato, a parceria com a empresa será encerrada e a arena definitivamente incorporada ao patrimônio do clube.

Não é preciso dizer que uma arena própria alavancaria qualquer projeto de sócio-torcedor, como se viu exatamente com o torcedor palmeirense que saltou diversas posições no ranking de associação após a construção do estádio. Além disso, o retorno financeiro é colossal. De todos os clubes das séries A, B e C do futebol nacional, o Palmeiras é o segundo no ranking de público pagante com uma média de 28.913 torcedores por jogo – perde apenas para o Corinthians, com 31.844 pagantes -, com o bilhete de entrada a uma preço médio de R$80,00, gerando uma renda bruta de R$23.325.941,00.

Em quatro meses – campeonato paulista e fase inicial da Copa do Brasil -, o Palmeiras “enriqueceu” quase 24 milhões de reais, sem contar a renda oriunda do projeto de associação. Uma previsão minimalista impõe reconhecer ganhos muito maiores durante as demais competições nacionais que, em regra, atraem muito mais público.

O torcedor sente-se estimulado a ir ao estádio, gastar em produtos do clube e associar-se, além é claro, do fator psicológico, pois jogar em sua própria casa, com a torcida praticamente inteira a favor, é sempre um obstáculo a mais para o adversário transpor.

Evidentemente, um contrato de parceria dessa envergadura precisa ser muito bem estudado a fim de que não haja conflitos, principalmente quanto às datas dos eventos comercializados pela empreendedora e as partidas de futebol, ou mesmo quanto à forma de comercialização de camarotes e cadeiras especiais.

Como eu disse, estou aqui sonhando. Já ficaria bastante satisfeito se o nosso lendário Estádio das Laranjeiras pudesse ser transformado em algo como um Craven Cottage, o também centenário e simpático estádio do Fulham F.C., de Londres, com capacidade atual para cerca de 25 mil torcedores confortavelmente instalados, após recente reforma.

Um clube da grandeza do Fluminense não pode caminhar na contramão da modernidade. Se eu fosse seu presidente, e isso é apenas elucubração, não tenho qualquer pretensão política, trataria o assunto como uma das suas prioridades e criaria um departamento exclusivo, composto de profissionais experimentados e comprometidos para alcançar uma solução viável para a construção de uma estrutura completa de futebol: centro de treinamento e um novo estádio.

O Fluminense merece um estádio moderno à altura de sua grandeza, onde exerça a sua “soberania” e não se submeta a desmandos de terceiros ou a incompatibilidades para atuar num ou noutro campo; e o seu torcedor uma casa que possa chamar de sua.


Como eu disse, trata-se apenas de um desabafo, um desejo incontido de poder um dia levar minhas filhas ao novo estádio do Fluminense e dizer: esta aqui é nossa casa, onde continuaremos a escrever uma história gloriosa, sintam-se à vontade.

Imagem: Google

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Mafuá tricolor (publicado no site panorama tricolor em 29.11.2014)

O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”. Eu segui o conselho do mestre Ariano Suassuna e fui um realista esperançoso. Quisera eu ter sido um pessimista. Estaria, agora, feliz com o Fluminense livre de um rebaixamento que muitos apregoaram. Desde os 48 pontos, meta traçada como a sufiente para garantir a fuga da degola com sobras, o que viesse seria lucro.

Também não fui um otimista. As desclassificações precoces na Copa do Brasil – esta uma das maiores humilhações sofridas pelo clube dentro de campo de jogo – e na Sul-Americana, tornaram-me cético em relação às pretensões do Fluminense no campeonato brasileiro.

Algumas vitórias seguidas, contudo, revivesceram em mim o sentimento de que se poderia chegar mais longe, em razão do que me transformei no tal realista esperançoso citado por Suassuna. Nem pessimista, nem otimista, mas um pouco de um e de outro.

Ledo engano. Nem o realismo com uma pitada de esperança me sobrou. Caí na esparrela tricolor e acreditei ingenuamente num elenco que esteve apto à disputa do título e que se agarrava por um fiapo a uma chance improvável de garantir, pelo menos, uma vaga para a Libertadores da América, prêmio de consolação para um time que, simplesmente, abriu mão de ser competitivo e de alcançar resultados à altura de sua grandeza.

Com a vitória do Internacional sobre o Palmeiras, as chances matemáticas de classificação se esvaíram. O grupo – ressalvadas as honrosas exceções - colheu o que plantou e, sinceramente, por tudo que fez ou que não fez, não merecia mesmo melhor sorte no campeonato.

Surpreendeu, assim, os pessimistas, decepcionou os otimistas e foi indiferente aos realistas. Pura melancolia...

Nada, contudo, é por acaso. Durante toda a competição, ou melhor, durante toda a temporada, o Fluminense deu sinais de que as coisas não funcionariam bem. Alguns tiveram a clarividência de perceber isso mais cedo. Pouparam-se de um sofrimento desnecessário.

Olhando para trás agora, do alto da 37ª. rodada do campeonato nacional, percebe-se, até com certa facilidade, que o Fluminense de 2014 tinha tudo para dar errado, porque nada se fez para corrigir os erros de 2013.

Os indícios foram inúmeros; a começar pela falta de planejamento para uma temporada em que, todos imaginamos, seria dificílima dentro e fora de campo. A manutenção praticamente integral de um time fracassado em 2013 foi, assim, o primeiro erro crasso. Ou se poderia esperar algo diferente de uma equipe que, mesmo na temporada passada, deu provas de que jogava quando lhe convinha?

Não houve reciclagem. Acreditou-se, erroneamente, que aquele time poderia ser totalmente diferente do que foi. E não foi. A diretoria, silente, permitiu que jogadores externassem suas preocupações financeiras com as renovações e prazos contratuais, pagamentos de premiações e outros interesses extracampo. Após cada derrota, cada desclassificação, boatos surgiram aos turbilhões dando conta de que jogadores retaliaram o clube propositalmente. Ninguém os negou.

Até o Presidente Peter aventurou-se no comando do futebol, se não lhe bastassem os encargos próprios de sua função. Não podia dar certo, e não deu. Bom administrador, trabalha incessantemente para sanear as finanças do clube; mostrou-se, porém, péssimo para liderar o departamento mais importante do Fluminense. Foi omisso sempre que se fez necessária a sua palavra, o seu esclarecimento, a sua presença.

Mario Bittencourt, então, escolhido pelo próprio Presidente, assumiu a renomada função. Desde 2013 sob as luzes dos holofotes, em virtude de suas brilhantes atuações jurídicas em defesa do Flu, pareceu, num primeiro momento, o nome certo para dar um rumo ao futebol tricolor. Pouco ou nada mudou, contudo. Mario entende muito de Direito Desportivo e muito pouco de futebol.

A sua recente manifestação, em entrevista ao site globoesporte.com, é emblemática e desconsidera a enormidade do Clube que representa: “Querendo ou não, chegamos faltando duas rodadas para o final como um dos seis times que ainda almejam a algo”. Ora, o Fluminense não disputa competições para almejar “algo”; o Fluminense disputa títulos. Se não os conquista, joga para conquistá-los. “Almejar algo” é para qualquer outro, menos para um Clube da grandeza do Tricolor.

Ainda houve outros sinais. Fred, por exemplo, cumulou as funções de presidente e vice de futebol do Fluminense. Nas horas vagas, também foi jogador de futebol. Um exagero, claro, mas que evidencia a falta de comando interno no Clube.

Apregoou uma greve; na ausência dos mandatários, foi ele quem, abertamente, reclamou da postura crítica da torcida na arquibancada, esquecendo-se, no entanto, de que é ela a alma e razão de existir do Fluminense. Não satisfeito, afirmou, como se reconhecesse antecipadamente o fracasso, que este time que aí está foi rebaixado em 2013. Olvidou dizer, entretanto, que foi um dos responsáveis pelo descenso.

Fred é, inegavelmente, um líder, mas a permissividade da gestão tricolor exacerbou seus “poderes”, autorizando-o, ainda que tacitamente, a externar suas opiniões sem controle, sem responsabilidade, à revelia dos verdadeiros mandatários. Arvorou-se em dono do Clube.

E se Fred pode, Wagner pode também. Aproveitando a licenciosidade reinante nas Laranjeiras, também resolveu expor suas lamentações. Mostrou que tinham razão os pessimistas. Este elenco nunca pretendeu coisa alguma, a não ser a satisfação de suas pretensões financeiras atendidas. Jogaram por dinheiro e não jogaram sem ele. Talvez agora seja possível compreender o vexame contra o modestíssimo América de Natal, as desclassificações nas competições disputadas (carioca, Copa do Brasil e Sul-Americana), a vergonhosa derrota para o Botafogo no primeiro turno, a acachapante goleada sofrida para o Chapecoense dentro do Maracanã, os vinte e tantos pontos perdidos para times de menor investimento e o “correr para não chegar” no campeonato brasileiro.

Ao que parece, estão todos satisfeitos pela bagatela do não rebaixamento. Todos, inclusive nossos mandatários – que o diga Mario Bittencourt.

Um leigo que ouvisse as lamúrias desses jogadores chegaria a acreditar que o Fluminense lhes impõe a penúria completa, que andam em andrajos e que moram em barracos no meio do esgoto a céu aberto. Pobres milionários!

O Fluminense hoje é um clube em crise de identidade, ou melhor, de governabilidade. Não se sabe quem, de fato, manda e quem obedece. Por vezes, quem deveria obedecer manda, e quem deveria mandar obedece.

A história tricolor não se coaduna com mandatários pusilânimes, nem amadorismo. Para conduzir o Clube novamente ao caminho das glórias é preciso, além de vivê-lo intensamente, pulso firme na administração de seus interesses.


Hoje o Fluminense é um verdadeiro mafuá. Que amanhã torne a ser novamente um clube de futebol, exemplo de correção, casa de tricolores comprometidos e apaixonados.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Juani


Canelones é um Departamento localizado na região sul do Uruguai. Foi lá que nasceu o pequeno Juan Ignácio, carinhosamente chamado por seus familiares de Juani.

Nada de extraordinário até então, não fosse pelo fato de Juani, com apenas quatro anos de idade, completos no último dia 22 de março, ter o Fluminense por seu time do coração e Fred como seu maior ídolo no futebol.

Um dos mais jovens integrantes da torcida Fluruguay, Juan Ignácio, por ocasião de sua festa de aniversário, pediu que o tema fosse o Fluminense.

Diante da dificuldade em se conseguir arranjos festivos, como balões e outros enfeites com o tema, seus familiares divulgaram pela internet um pedido de “ajuda” à torcida tricolor para que contribuíssem com pequenos petrechos que pudessem ser usados para a decoração do evento.

Este era o sonho de Juani, uma festa de aniversário do Flu.

E Juani teve uma linda festa, toda decorada com bandeiras, balões e outros enfeites tricolores, ganhou presentes e teve um dia muito especial.

Seu sonho foi realizado graças à mobilização de alguns torcedores que, solidários como é da natureza de um tricolor, ajudaram a proporcionar esse momento de felicidade ao pequeno fã uruguaio.

O mais intrigante na história de Juani é que ele, diferentemente, de milhões de jovens Mundo afora, escolheu o Fluminense para se apaixonar.

Numa época globalizada, em que os canais esportivos transmitem os jogos das maiores ligas europeias, como o inglês, italiano, espanhol, alemão e francês, e que jogadores como Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e Ibrahimovic, por exemplo, são ídolos de 9 entre dez crianças, Juani escolheu o Flu de Fred para se apaixonar.

Para os seus coleguinhas, não torcer para o Real Madri de Cristiano Ronaldo, ou o Barcelona de Messi e Neymar, provavelmente é uma heresia.

Santa heresia a de Juani, a heresia da escolha na contramão da unanimidade, daquela feita simplesmente com o coração.

Juan Ignácio é tricolor; lá em Canelones cultivará essa paixão por toda a sua vida e, muito provavelmente, a transmitirá a seus amigos e, futuramente, a seus herdeiros.

E é por isso que o Fluminense é gigante, porque a sua torcida é solidária, é generosa, abraçou o pequenino como a um filho amado e estará por toda a vida ao seu lado.

Este é o verdadeiro Tricolor em Toda a Terra e esta é a imagem que a nossa maravilhosa torcida deixou lá fora, um reconhecimento que não tem preço:

"Feliz con el regalo que desde Rio De Janeiro le envío F... y T.... Mil gracias! La verdad esta hinchada me sorprende mucho. Son unos grandes!"

Laura Lema Legnani

Seja feliz, Juani! Guarde essa paixão no seu coração por todo o sempre!

De seus amigos brasileiros.

Avante, Fluminense! ST

sábado, 22 de março de 2014

O Dízimo Tricolor ou Por que Ser Sócio-Torcedor?


Antes de mais nada, um esclarecimento se faz necessário. Este pequeno texto não tem o condão de condenar a religião protestante, nem as práticas dos evangélicos relacionadas ao pagamento dos dízimos. As críticas aqui realizadas decorrem de fatos notórios, divulgados pela imprensa, que não se relacionam com dogmas ou credos, mas com a natureza do ser humano e que podem ocorrer em qualquer atividade religiosa em que contribuições em dinheiro sejam comuns.

Minha mãe é viúva, aposentada pela Previdência Social e evangélica.

Sua pensão não ultrapassa o valor de um salário mínimo nacional, quantia insuficiente para se manter dignamente, não fosse o auxílio financeiro prestado por mim e por meus irmãos.

Apesar disso, contribui mensalmente com dez por cento de sua minguada pensão para a sua Igreja.

Eu nunca havia entendido essa devoção, principalmente por conhecer diversos casos de estelionatos religiosos, de contribuições de fiéis desviadas para fins pessoais por inescrupulosos que não se cansam de abusar da boa-fé dos crentes.

Certa vez, então, intrigado, preocupado e indignado com o fato de ela estar sendo lesada, perguntei-lhe o motivo pelo qual ela dispensava parte de seu dinheiro para dar a homens que, conforme as notícias revelavam, invariavelmente não utilizavam sua contribuição da forma que ela imaginava, ou seja, em benefício de sua Igreja.

Foi aí que, numa demonstração inequívoca de fé, ela respondeu e, ao mesmo tempo, ensinou:

- Meu filho, tudo o que eu tenho, tudo o que você tem nos foi dado por Deus. Eu apenas retribuo; a minha contribuição é tão pequena perto de tudo que recebi nesta vida, como o amor de seu pai, a oportunidade de ter três filhos maravilhosos, a saúde que me permitiu estar aqui hoje, que eu ainda me sinto devedora dessas e de todas as demais graças sobre a minha vida, sobre a sua vida.

E completou, serena como foi durante toda a sua existência:

- E o dinheiro eu não entrego ao homem, eu o entrego a Deus. É a minha contribuição para a sua obra.

Naquele momento, minha mãe me deu uma das maiores lições de fé que eu já tive. No seu coração, ela tinha a verdadeira convicção de que retribuía a Deus por tudo que recebeu, em que pese o seu dízimo ser administrado por seres humanos, os quais, nem sempre, lhe dessem a destinação devida.

Nada demoveria minha mãe de que ela poderia estar sendo enganada.

E, na verdade, não estava. A sua fé, o seu coração, lhe diziam que era a coisa certa a se fazer e, para ela, isso bastava.

Foi a partir desta lição que eu entendi o propósito da contribuição mensal que faço ao clube do meu coração.

Sou sócio-torcedor há mais de um ano e, como ela, entrego o meu dinheiro ao Fluminense mensalmente. Esta é a minha fé, a minha religião. Contribuo para um dia poder ter a satisfação de vê-lo autossuficiente.

Utopia? Pouco importa. O que vale é acreditar e não esperar nada em troca. É assim que se age com quem se ama.

Não pago por descontos em ingressos ou produtos, ou por ter a oportunidade de votar ou de frequentar o clube e ver de perto os jogadores. Tudo isso é secundário. A minha contribuição é apenas para o Fluminense, pelo Fluminense, e não espero, nunca, nada em troca.

Assim como vitórias não me estimulam a permanecer sócio, nenhuma derrota, nenhuma fase ruim afasta o meu ideal. O meu amor não está sujeito a oscilações de humor, ele é sólido, é mais forte que tudo.

Este é o meu dízimo, esta é a minha retribuição a tudo o que o Fluminense representa em minha vida.

Para muitos, este texto pode parecer uma comparação despropositada, um exagero de quem é um fã incondicional de seu clube; mas esta pequena estória não é destinada a esses, ela serve àqueles que, como eu, têm o Fluminense como sua paixão incondicional, como um sentimento que não se explica em palavras, como um amor que só se mede em atitudes.

Obrigado, minha mãe, por ter me mostrado a fé. Obrigado, meu pai, por ter me feito tricolor.

Seja sócio-torcedor você também: http://sociofutebol.fluminense.com.br/

Avante, Fluminense! ST
 
 
 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Tricolor, Mulher Guerreira. (Homenagem pelo Dia Internacional da Mulher)

Minha escusa, mulher tricolor,
Que tão pouco não merece.
Um dia, apenas, por seu valor,
E tudo mais que se esquece?
  
Da vida, sublime guerreira,
Cuja bravura sobrepuja o dia,
E com brandura a cria espreita,
Destino eterno a guia.
 
E se é tudo, ainda é mais,
Mulher de sangue grená!
Vestida de verde, e branco da paz,
O Fluminense não abandona jamais!
  
Se hoje, compulsiva, chora,
Sorri, amanhã, de amor.
Da paixão insana, emoção aflora
De torcer para o Tricolor!
  
Por tudo, mulher, agradeço,
E, de bom grado, o Mundo lhe ofereço.
Musa, amiga, companheira,
Insofrível seja a vida inteira.
 
 
 
Uma singela homenagem à mulher tricolor.
 
Avante, Fluminense! ST

Fotomontagem: Tarcísio Burigo.

 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Fluminense x Friburguense: Um Flu à Vontade em Campo.


Contra o Friburguense, eu vi um Fluminense bem diferente daquele que se apresentou contra Botafogo e Cabofriense. Apesar de, contra o time da Região dos Lagos,  já ter sido uma equipe bem diferente daquela que “não entrou em campo” contra o Botafogo, hoje fez os gols que perdeu em profusão na última partida.

 
O Flu começou o jogo atrevido e decidido a resolver a partida, tanto é que fez três gols com Walter, Conca e Bruno. Jogava para cima, envolvendo o adversário e sem dar chances de contra-ataques.


A equipe jogava solta, variando as jogadas ofensivas, ora com Bruno, que fez um golaço, ora com Ailton que, apesar de ainda sentir a pressão por substituir Carlinhos, já foi melhor do que na sua última participação, tendo feito ótima jogada para o segundo gol de Conca.

 
Waltinho, o xodó da torcida, fez o primeiro, mostrando que transforma a bola que chega quadrada em redonda. Sabe bater em gol, faz bem o pivô e articula as jogadas com bons passes.


Depois dos três, o Flu fez o previsível. Recuou para dar espaço ao adversário e partir nos contra-ataques. Não deu certo, muito porque Biro-Biro, apesar de esforçado, não estava nos melhores dias e porque nosso meio de campo dava muitos espaços para o Friburguense criar.


Rômulo, cabeceou uma na trave, quase fez um gol em excelente jogada individual e acabou por marcar um belo e merecido tento já no último minuto do primeiro tempo.


Na segunda etapa o Flu pouco mudou. Sem velocidade nos contra-ataques, trazia, perigosamente, a equipe serrana para cima e, à exceção de um belo chute no travessão, tomou certo sufoco. Nossa zaga perdeu a maioria das disputas pelo alto e o Flu correu sério risco de sofrer um ou dois gols.

 
Renato, porém, estava atento e substituiu Waltinho, que já aparentava cansaço, por Michael e, juntamente com Wagner e Marcos Junio, que já haviam substituído Jean e Sóbis, respectivamente, tornaram o time mais rápido na frente e o jogo franco. O Friburguense não se omitia e o Flu passou a levar mais perigo à defesa adversária. Foram esses dois, justamente, os que, com belos gols, deram números finais à partida.


O Flu jogou livre, leve e solto. Sem Fred, à serviço da seleção, a equipe jogou despreocupada, sem ter a necessidade de servir ao artilheiro em má-fase. Não que esteja atrapalhando a equipe, mas é nítido que, com ele em campo, o Flu tem apenas uma jogada ofensiva e ela se chama Fred.


Instintivamente, a equipe joga para ele, e os seus companheiros, no afã de presenteá-lo com os gols que lhe faltam, muitas vezes desconsideram outras opções ofensivas e optam por procurar o artilheiro.
 

Nem sempre funciona.


Hoje, sem a pressão de sua presença, a equipe jogou mais leve.


Fred, mesmo em má-fase, é titular absoluto de Renato Gaúcho; portanto, é preciso que seus companheiros não o enxerguem como a única solução no ataque. Jogar em função dele, nem sempre será bom para o Flu.


A descentralização ofensiva parte da premissa de que todos são opções viáveis para marcar gols e, o melhor exemplo disso, foi o Fluminense ter vencido, mesmo sem Frederico, e com gols de cinco jogadores diferentes.

Parece que o Flu aprendeu a jogar sem Fred, mas precisa, agora, reaprender a jogar com ele.


Avante, Fluminense! ST

 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Com Walter, por 90 Minutos.

Parece que hoje, contra o Friburguense, teremos o artilheiro-gorducho Walter, desde o início, em campo pelo Flu.
 
Com a ausência do artilheiro-mor, Fred, servindo à seleção brasileira, todos estamos curiosos para saber como o novo xodó da torcida se portará em campo.
 
Não que Fred o atrapalhe, longe disso. Não deve ser esse o termo.
 
Parece certo, contudo, que Fred, como artilheiro e líder do grupo tricolor inibe, de certa forma, seus companheiros, incluindo-se, aí, Walter.
 
Explico: é que, instintivamente, todos o procuram dentro de campo, pois Fred, em forma, decide.
 
Temos visto, nos últimos jogos, que as principais jogadas ofensivas do Fluminense visam a cabeça ou os pés do artilheiro. Até o próprio Walter, durante o pouco tempo que jogou ao lado de Fred, não fez questão de esconder de ninguém que jogava para ele, tanto é que o seu último gol nasceu de uma bola alçada por Walter.
 
E não obstante a procura do artilheiro, temos dois problemas: o primeiro é má-fase de Dom Fredon. Diversas jogadas são desperdiçadas em virtude da velada "preferência" ao goleador mineiro. São bolas alçadas, cruzadas e chutadas em direção ao artilheiro, as quais, na maior parte das vezes, são recuperadas facilmente pelos zagueiros adversários e, n'outras oportunidades, não o alcançam em boas condições de definição; o segundo é que Fred ocupa o espaço que Walter ocuparia, levando o gorducho a sair da área e articular jogadas.
 
Por isso, vejamos como funcionará a equipe com Walter livre, "leve" e solto, sem ter que prestar contas a ninguém, a não ser ao seu próprio talento, por noventa minutos. E melhor, tendo seus companheiros assistindo-o como referência no ataque tricolor.
 
Avante, Fluminense! ST

Hipocrisia

Justiça Comum , de forma irrecorrível, decide que o título de campeão brasileiro de 87 é do Sport;

Decisão administrativa da CBF resolve por panos quentes no imbróglio e considera o flamengo campeão brasileiro de 87, juntamente com o Sport;

Para os flamenguistas, o que vale é a decisão administrativa da CBF, à revelia da decisão da Justiça Comum.

Decisão administrativa do STJD, ratificada pela CBF, retira, de forma legítima, os pontos de flamengo e portuguesa por escalarem jogadores irregulares em seus jogos.

Para os rubro-negros cariocas, porém, essa decisão não vale nada; o que vale é a Justiça Comum.

Flamenguista não é hipócrita, eu é que sou...


Avante, Fluminense! ST

domingo, 2 de março de 2014

Adidas: Respeite o Fluminense! Fluminense: Faça-se Respeitar!


O Presidente Peter Siemens anunciou que está prestes a antecipar a renovação do contrato do Fluminense com a marca esportiva alemã Adidas, que venceria apenas em maio de 2015. As tratativas, segundo consta, estão avançadas e o Tricolor deverá ter um novo contrato em condições melhores que o atual.

É uma boa notícia. Resta saber se o novo contrato considerará a grandeza da marca Fluminense.

Numa breve comparação entre os grandes clubes patrocinados pela Adidas no Brasil, o Flu é o menos valorizado pela empresa esportiva.

O flamengo, nosso arquirrival, por exemplo, fechou com a Adidas, em maio de 2013, um contrato por dez temporadas (anos) em que receberá diretamente R$35,6 milhões nas primeiras cinco temporadas e R$40,6 milhões nas cinco últimas.

O Palmeiras tem um contrato válido desde 2010, cujo prazo de duração é de quatro temporadas, sendo que nas três primeiras recebeu R$17 milhões anuais e na última o aporte foi de R$19 milhões. O clube paulista planeja melhorar ainda mais esses valores para este ano, data em que comemora o seu centenário, planejando equiparar seu contrato ao do rubro-negro.

Abaixo de todas as cifras milionárias pagas a flamengo e Palmeiras, surge o contrato com o Fluminense de R$9 milhões anuais (reajustado no fim de 2013 para R$10 milhões anuais). É um acordo claramente defasado e subdimensionado.

Desconsiderando a força da marca e o potencial aquisitivo da torcida tricolor, a Adidas desprestigia o Fluminense dando-lhe um aporte mais de quatro vezes menor do que o do clube de regatas e duas vezes menor do que o pago ao Palmeiras.

E o desprestígio não é só financeiro. A empresa desrespeita a torcida tricolor quando não abastece a contento o comércio varejista com produtos e os cria, por vezes, com gosto duvidoso.

A Adidas é referência mundial. Veste alguns dos maiores clubes e seleções do Mundo e a qualidade de seus produtos é inquestionável.

Por isso, o Fluminense precisa ser respeitado, alçado ao patamar que merece, de um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Não consigo enxergar um bom contrato para o Flu que seja inferior a R$30 milhões anuais, de início, aumentado progressivamente, nos moldes do rival.

Creio que o novo acordo do Palmeiras deverá ser algo próximo desse patamar e não podemos receber menos do que o clube paulista.

A valorização do Fluminense é medida que se impõe, porque o desequilíbiro entre o que a Adidas fatura com o Tricolor e o que repassa ao clube é abissal. Nosso contrato está absolutamente defasado.

E um novo acordo viria em boa hora, na medida em que supriria, em parte, a gradativa redução da injeção financeira de nossa patrocinadora master, a Unimed.

Como as negociações para a antecipação da renovação do contrato estão bem adiantadas, imagino que o Flu tenha, a partir desse novo contrato, a valorização que merece, não apenas pelo aporte financeiro direto, mas pela maior atenção da Adidas ao torcedor tricolor, seu consumidor final.

Imprescindível, assim, que a Adidas respeite o Fluminense, mas que, principalmente, o Fluminense faça-se respeitar. Um contrato é um acordo de vontades e só deve ser concretizado se for bom para ambas as partes.

Avante, Fluminense! ST

sábado, 1 de março de 2014

Belinha Canta o Hino do Fluminense.

A criança é a prova incontestável de que o Mundo é, em algum momento, bom.


É a certeza de que, em alguma fase de nossas vidas, fomos verdadeiramente bons. Não é uma bondade forjada, ou forçada, é a bondade pura, fruto da inocência e pureza de um ser imaculado, preservado da perfídia do restante da humanidade.

 
A criança é leal, honesta e sincera, nunca maledicente.

 
Gosto tanto de crianças que vivo cercado delas.

 
Fiz três lindas meninas e, por isso, talvez por experiência própria, esteja mais acostumado a elas.

 
E, talvez por isso, o vídeo a que assiti hoje tenha me tocado o coração. A minha paixão reverenciada por uma criança linda, valseando ao som do hino do meu amado Fluminense, cuja letra, ainda mais bela, e a música, ainda mais doce, embalava com a alegria pura  de uma criança feliz.



O Mundo precisa de mais amor, o Mundo precisa de mais pureza, precisa de crianças felizes.

 
 
Eis a Flor:
 
 
Avante, Fluminense! ST

Algumas Considerações Sobre o Primeiro Ano da Gestão Peter Siemsen - Escrito em 20.01.2012.


Nenhuma reformulação administrativa é tranquila, principalmente quando não se trocam apenas nomes, mas métodos e pensamentos.

A passagem da era Horcades para a Siemsen, por isso, foi turbulenta. Quando se muda radicalmente é assim, criam-se factóides, contrainformações, sabota-se para desestabilizar e desacreditar a nova administração.

Superada essa fase, Siemsen e seus comandados demonstraram que não estão no Flu para dar continuidade a nada. Estão para mudar, transformar o arcaico em moderno, o vetusto em novo.

E assim, em que pese o pouco tempo de mandato, já se pode visualizar um novo Fluminense que respeita o seu torcedor garantindo-lhe a oportunidade de usufruir de promoções realmente vantajosas e facilidades na aquisição de ingressos, que torna público o seu balanço anual para que todos os torcedores tenham acesso às contas da administração, que pela primeira vez em anos tem lucro em suas contas, que reforma e valoriza Xerém, berço de nossos futuros craques.

É esse novo Fluminense que negocia em silêncio e contrata preservando os interesses do Clube e que, por mais que erre, procura sempre acertar apenas no interesse de seu fortalecimento e engrandecimento.

São as novas ações de marketing, como a bem sucedida promoção “Tricolor em toda a Terra”, que elevam o nome do Fluminense aos mais distantes rincões deste País e até a outros Países.

Hoje o Fluminense é um clube que caminha a passos largos para a completa estruturação. O projeto do Centro de Treinamento está na pauta da administração, que trabalha silenciosamente para a sua realização. A marca Fluminense está valorizada, o ambiente dentro e fora de campo é de paz e harmonia, nossos jogadores vestem a camisa e estão felizes no clube.

E é esse ambiente aliado a um trabalho incessante da comissão técnica e da administração que serão imprescindíveis para a conquista dos títulos. Trabalho e competência administrativa são a receita para o sucesso, e isso o Flu tem demonstrado de sobra.

Não se trata de otimismo exacerbado, trata-se de constatação de fatos. Com uma administração às claras fica mais fácil para o torcedor visualizar os erros e acertos e, assim, agir para prevenir e coibir os primeiros e valorizar as boas ações administrativas.

Mesmo com tão pouco tempo de um “Novo Fluminense”, não há dúvidas, até que se prove o contrário, de que estamos diante de dirigentes sérios, cujos interesses estão apenas dirigidos a fazer um Flu mais forte e glorioso.

Depois de um ano de novo comando, é possível dizer que a época do “servir-se” acabou, e que agora o lema é “tudo pelo Fluminense!”.
PS - O texto acima foi escrito em 20.01.2012, ou seja, há mais de dois anos. Em 01.03.2014, hoje, Peter terminou seu primeiro mandato e foi reeleito para mais três anos à frente do Flu em novembro de 2013. Nem tudo o que foi escrito após o primeiro ano de mandato pode ser novamente reescrito.
 
Apesar dos esforços para equacionar as dívidas, encontrando sérias dificuldades financeiras por conta dos bloqueios financeiros perpetrados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, Peter conseguiu, aos trancos e barrancos, manter estabilizado o quadro crítico por que passamos. Houve acordos trabalhistas, outros tributários, dívidas doram renegociadas e o clube sobreviviu.
 
Apesar de hábil na condução dos negócios, Peter, porém, deixou a desejar no comando do futebol. Não mostrou pulso necessário quando chamado a intervir em defesa dos interesses do Flu e de sua torcida e a coisa desandou em 2013, acarretando o rebaixamento em campo do tricolor.
 
Mantido na série A por força de equívocos praticados pela Portuguesa, espera-se um ano melhor, com o futebol nas mãos de entendedores e aporte de capital da nossa patrocinadora.
 
Peter é honesto, desinteressado e comprometido com o Flu, mas é preciso saber delegar quando necessário, evitar conflitos com o patrocinador e alavancar novas ações de marketing, área que é pouquíssimamente explorada no clube.
 
Vamos ver como se sai em 2014.
 
Avante, Fluminense! ST

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um Silêncio Conveniente...

O promotor Roberto Senise, do Ministério Público de São Paulo, responsável pela ação civil pública cujo objetivo é adequar a decisão do STJD ao Estatuto do Torcedor, o que, na prática, significaria devolver os pontos à Portuguesa e flamengo e rebaixar o Fluminense, parece que conseguiu o que queria.

Não foi, contudo, o sucesso da sobredita ação civil o seu êxito, pois esta foi construída sobre argumentos débeis e, nem mesmo o pedido que fez para que o Judiciário acolhesse de forma antecipada a sua pretensão, teve êxito na casa da Justiça.

A antecipação de tutela ("liminar") foi prontamente indeferida, o que indica a tendência de que, ao final, no mérito, também deverá ser rejeitado o pedido. (Quanto à fragilidade dos argumentos que sustentam essa ação pública, melhor explicou-se em http://avanteflu.blogspot.com.br/2014/02/o-fluminense-e-serie-e-ponto-final.html).

O promotor paulista conseguiu, isso sim, todas as luzes dos holofotes. Esta foi a sua grande vitória, sua promoção pessoal. Enquanto sua estorinha foi conveniente à mídia hipócrita, obteve espaço relevante em todos os veículos de informação esportiva.

A questão é que, quando seus argumentos e a sua própria ação civil pública naufragaram, Senise gradativamente passou a ser abandonado pela grande mídia.

Afinal de contas, se o rebaixamento do Fluminense é uma situação cada vez mais improvável, a pauta não mais interessa como notícia jornalística.

Nem mesmo o fato de o próprio Senise ter afirmado que dirigentes da Portuguesa teriam recebido dinheiro para escalar irregularmente seu jogador parece ser um assunto que mereça repercussão.

Nem a suposta prática de crime, de uma fraude jamais vista no Futebol brasileiro, instiga os nossos jornalistas a investigarem o fato.

Se o próprio Senise, uma autoridade pública, revelou a notícia em primeira mão, então, por que tanto desinteresse? Por que o silêncio?

A mídia marrom, todos aqueles jornalistas que injustamente prejulgaram o Fluminense, estão criminosamente calados.

Parece que a verdade, neste caso, poderia acarretar consequências drásticas a poderosíssimos interesses que circundam o Futebol nacional e que, a pretexto de não desvendá-la, silenciam todos para que os fatos chafurdem na noite escura do esquecimento.

É nosso dever, tricolores, porém, impedir o acobertamento dessa fraude. É imperioso perseguir a verdade custe o que custar, a fim de lavar a honra de nosso clube e de nossa torcida.

Se o silêncio é conveniente a quem nos achincalhou, o brado por Justiça deve ser a bandeira de nossa luta. Uma luta pela apuração das responsabilidades civis e criminais dos verdadeiros culpados e pela punição de todos os envolvidos nessa farsa histórica.

É isso, senhor Senise, o que todos os cidadãos de bem esperam, que o mesmo Ministério Público que o senhor impulsionou por nada, cumpra seu papel constitucional e apure as responsabilidades dos envolvidos nessa estória espúria.

Avante, Fluminense! ST

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Nada de Luto!

Escrevi este texto logo após a última rodada do campeonato brasileiro de 2013, oportunidade em que os resultados de campo, até ali, decretavam nosso rebaixamento. Foi publicado no Facebook em 08 de dezembro de 2013 e republico-o aqui para tê-lo como recordação da altivez com que a torcida tricolor suportou a notícia.

Por sorte, flamengo e Portuguesa, ao escalarem jogadores irregulares na última rodada do campeonato foram punidos por infringirem a regra da competição e perderam pontos que rebaixaram a equipe paulista e salvaram o Flu do rebaixamento.

"Nada de luto! O Fluminense não está morto.

Vive e viverá para sempre no coração de cada tricolor apaixonado.

Cerremos fileiras e lutemos unidos contra os inimigos da escuridão, contra aqueles que se regozijam das nossas derrotas e se amarguram com as vitórias, contra ...os que vociferam blasfêmias e estimulam mentiras com se verdade fossem.

Vão todos ao inferno!

Não somos regatas, somos Futebol!

Não somos modismo, somos apaixonados!

Não torcemos, sentimos!

Unamo-nos contra a escória, contra a súcia que rasteja pelos ralos imundos da insensatez.

Combatamos pela verdade, pela justiça e pelo amor, valores inerentes ao nosso amado clube e à nossa selecionada torcida.

Reergamo-nos e mostremos ao inimigo que uma derrota, por mais dolorosa que possa ser, apenas nos fortalecerá no caminho das glórias eternas.

Tricolor, envergue sua camisa, tremule a sua bandeira, mostre que seu amor sobrevive aos percalços do trajeto, que o Fluminense é a sua vida e a sua paixão.

Responda a si mesmo que o seu amor perdura e que a dor não dura até o próximo embate.

Responda ao seu adversário que o Fluminense é a sua vida e faça-o descobrir que, na verdade, sentimento verdadeiro ele nunca teve.

Recolhamos os feridos, limpemos o campo de batalha e tornemos à luta. Um novo ano nos aguarda e não há tempo a perder.

Voltaremos em 2015, com gana de vitórias e pronto para as glórias, para o desespero e desesperança da turba ignóbil."
 

Fluminense x Cabofriense: Empate Sofrido.

Nesse empate sofrido, não faltaram ao Fluminense aplicação e agressividade. Ao contrário da última partida contra o Botafogo, a equipe demonstrou vontade.
 
O Tricolor foi superior a maior parte do tempo, mas pecava nos erros de finalização. O Flu perdeu gols demais, e Fred perdeu gol feito de cabeça quando a partida ainda estava empatada em zero. Logo em seguida, em situação mais complicada, o jogador da Cabofriense subiu mais que Elivelton e marcou o tento do time da Região dos Lagos.
 
Logo após o gol sofrido, o Flu se desestabilizou e partiu ao ataque desordenadamente, cruzando uma infinidade de bolas para que Fred tentasse o gol. Numa dessas tentativas, realizada pelo Walter, já nos acréscimos, o artilheiro se desvencilhou da marcação e marcou o gol de empate tricolor.
 
O resultado foi ruim, mas o Fluminense não merecia perder e o gol no último minuto impediu injustiça maior.
 
Diguinho foi um leão dentro de campo, sobrecarregado, correu e marcou por todos os lados, principalmente quando Renato partiu para a tática suicida de encher o time de homens de frente, desguarnecendo ainda mais o meio de campo. Walter deu o passe para o gol e Conca foi o guerreiro de sempre. Fred deixou o dele, mas perdeu outro incrível.
 
O jogo valeu também para mostrar que temos um time no limite. Não temos elenco. Carlinhos e Valência não têm substitutos e suas ausências fizeram muito mal à equipe. Pela esquerda, o jovem Aílton sentiu a pressão, e Jean ainda não acertou o ponto.
 
Foi um empate que não teve o sabor amargo de derrota, mas que deixou às claras, mais uma vez, todas as nossas deficiências.
 
Aguardemos, então, os reforços prometidos, pois, na conta do chá, seremos apenas meros expectadores das competições mais importantes que se avizinham.
 
Avante, Fluminense! ST

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Lição Para Ser Aprendida.

Quando um time, melhor qualitativamente, perde da forma que perdeu para outro composto de reservas, equipe B esta que vinha tendo um pífio desempenho no campeonato, é porque o que faltou de um lado sobrou do outro.

Faltou ao Fluminense interesse, vontade e vergonha na cara.

Foi sobrepujado de forma absolutamente justa por um adversário que, como disse no post anterior à partida, sempre dá a vida contra o Fluminense.

Estava escrito, mas o Flu não leu o script.

Por certo, o injustificável desinteresse tricolor hoje, decorre em parte de uma suposta pretensão de superioridade de um time que vinha de sete vitórias consecutivas e que enfrentaria os reservas que ainda não haviam feito uma boa partida no campeonato.

Pois é, aproveitando a nossa soberba, quem deitou e rolou foram os jogadores do Botafogo.

Desde o início estava bem claro que a vontade que sobrava ao Botafogo, faltava ao Flu. Lento, sem marcação e sem qualquer atitude ofensiva, era amplamente dominado.

A falha do Bruno apenas fez justiça a quem vinha melhor em campo.

Na segunda etapa, a meu ver, um erro fatal. Valência por Wagner não fez nada bem a um time já combalido, pois ficou totalmente vulnerável aos contra-ataques alvinegros.

Valência tem sido essencial na contenção, oferecendo à defesa uma proteção que não teve em 2013.

Sua saída, literalmente, matou o Flu.

Wagner, que esbraveja quando a torcida cobra, mostrou que é jogador de cinco minutos. Quando joga mais do isso nada acrescenta à equipe.

Com os laterais omissos, Jean absolutamente nulo, Conca abaixo do que pode render e um Fred que ainda não é nem sombra do artilheiro de 2012, faltou ao Fluminense poder ofensivo que ameaçasse o adversário.

Exceto por uma única jogada de Conca, já no final da partida, o Tricolor nada produziu.

Foi uma derrota grave e, pelas circunstâncias, humilhante. Contudo, não há motivos para se apedrejar um grupo que, até ontem, vinha dando conta, e bem, do recado.

De uma queda feia como essa, é preciso que se tire lições. Se as lições, porém, forem assimiladas, elas nos mostrarão o caminho para o título.

Avante, Fluminense! ST

A Promoção Começou: Concorra a Uma Camisa Oficial do Fluminense!

CONCORRA A UMA CAMISA OFICIAL DO FLUMINENSE F.C.

A promoção começou! O autor da melhor resposta à seguinte pergunta:

- Qual o significado do Fluminense na minha vida?
ganhará uma camisa oficial do Flu de sua livre escolha.

Regras:

1) A promoção ocorrerá entre os dias 23/02/2014 (10h) e 22/03/2014 (20h), oportunidade em que os candidatos poderão postar apenas uma única resposta que deverá ser encaminhada ao email feagrupo2014@gmail.com, acompanhada de identificação;

2) O resultado será divulgado no sábado, dia 29 de março de 2014, ocasião em que o vencedor será comunicado através de mensagem no Post, no Grupo FEA ou por mensagem pessoal em sua time line;

3) Poderão participar do concurso todos os integrantes do Grupo Fluminense Eterno Amor, exceto os moderadores e administradores da rede;

4) A comissão de julgamento consistirá de 03 (três) administradores do Grupo, cujos nomes serão divulgados, posteriormente, no post do concurso;

5) Cada participante poderá concorrer com apenas uma resposta, sendo certo que, em caso de multiplicidade, será considerada a mais antiga;

6) As respostas deverão ser originais, de autoria do próprio membro, sob pena de eliminação do concurso;

7) As respostas poderão consistir de qualquer construção textual ou artística, como textos escritos, poesias, músicas, vídeos etc, sem limite de linhas. O que será avaliado será unicamente o conteúdo da resposta;
8) Os participantes deverão ser integrantes do grupo Fluminense Eterno Amor no facebook: https://www.facebook.com/#!/groups/90192936133/?fref=ts

Ótima oportunidade para exercitar a sua imaginação, expor sua paixão pelo Fluminense e concorrer a uma camisa oficial do Tricolor.

PS: AS RESPOSTAS DEVERÃO SER ENCAMINHADAS PARA O EMAIL feagrupo2014@gmail.com.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Todo Cuidado é Pouco.

Costumo sempre dizer, às vésperas de confrontos com o Botafogo, que todo cuidado é pouco.

Não importa se vão com time titular ou reserva, pois contra o Fluminense sempre entram "comendo grama", como se jogassem uma final de campeonato e, se vencem, sua torcida comemora como se fosse um título.

Tudo não passa de recalque, é claro. Gostariam de ser o que o Fluminense é em história e glórias, gostariam de ser qualificados como somos. E, carregar o estigma de menor do Rio, é difícil, admito.

Enquanto são menores em tamanho e torcida, procuram compensar essas mazelas dentro de campo.

E é por isso que todo o cuidado é pouco.

Mostrar seriedade e dedicação é a receita para não sofrer sustos. Precisamos, no mínimo, equilibrar em vontade, pois em qualidade somos melhores.

Cumprida a receita, a vitória é certa.

Avante, Fluminense! ST

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Simplicidade do Waltinho.

"O pessoals".

É assim que o nosso artilheiro Waltinho se refere ao grupo que o acolheu no Fluminense.

O cara é de uma simplicidade ímpar e de um carisma sem precedentes.

É um verdadeiro matuto, daqueles que só de olhar nos faz sorrir.

E é do bem.

Entrevistado no programa Arena Sportv, falou pouco e, entre um "o pessoals e outro", não caiu na armadilha de se candidatar à concorrente do Fred na vaga do ataque na seleção.

Tem os pés no chão, é humilde, está feliz no Flu e nos dará muitas alegrias!

Avante, Fluminense! ST



 


 

MANIFESTAÇÃO CONTRA A ESPN BRASIL - 23.02.2014 - MARACANÃ

É impressionante como se porta grande parte da nossa imprensa esportiva.

Quando deveria informar, desinforma. quando deveria investigar, simplesmente repercute apenas o que lhe convém.

Repete mentiras até que se tornem verdades e é a principal responsável pelo achincalhe sofrido pelo Flu nos últimos anos.

É um misto de incompetência e má-fé. São jornaleiros, com todo o respeito à classe, nunca jornalistas.

A torcida tricolor, cansada dos ataques sofridos, realizará uma manifestação pacífica, neste domingo, dia 23, às 14h, na prévia do jogo contra o Botafogo.

Local: Rua Eurico Rabelo, próximo ao Bar dos Esportes.

Compareçam desarmados, apenas indignados!

Avante, Fluminense! ST

Organização do Evento: https://www.facebook.com/#!/events/477454059022992/481165751985156/?notif_t=plan_mall_activity

Foto: Evento Manifestação contra a ESPN BRASIL publicado na rede social Facebook.