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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Adidas: "Nada se Cria, Tudo se Copia"

Foi aprovada pelo conselho deliberativo do Fluminense, no último dia 1o. de abril, a sua nova camisa branca, ou 2a. camisa de jogo.
 
Esperei, propositalmente, três dias para poder avaliar a impressão das redes sociais acerca da imagem do novo manto tricolor que circula pela internet. Se a voz das redes sociais não é a voz de Deus, deve-se dar a ela, ao menos, certa relevância quando se trata de avaliar a repercussão de fatos novos.
 
Não fiz uma pesquisa aprofundada, é claro. Postei no grupo Fluminense Eterno Amor, no facebook, a imagem da nova camisa e perguntei aos seus membros o que achavam. Dos 54 que expuseram suas opiniões, apenas 8, cerca de 15%, a desaprovaram.
 
Muitos, com certeza, a acharam bonita apenas por ser tricolor, sem se preocuparem com o fato de que ela é bastante parecida com dois uniformes da seleção portuguesa de futebol. Até aí nada demais, uma vez que a falta de originalidade não é algo incomum no mundo corporativo, onde impera o famigerado "nada se cria, tudo se copia".
 
Apesar do aparente plágio, a nova camisa inova em tecnologia de desempenho e será confeccionada com um material diferente do tecido do uniforme em duas partes: nas costas, os detalhes ficarão na altura dos ombros. Nas laterais, sairão da região das axilas até a barra. É uma faixa discreta em tom cinza claro com detalhe fino em verde e grená. Terá, na frente, duas faixas verticais centralizadas no peito nas cores verde e grená. separadas por uma fina faixa fina, e irão da gola até a barra.
 
O problema é que a inspiração, ao que parece, surgiu de modelos criados pela concorrente Nike para a seleção portuguesa; o primeiro, utilizado na copa do mundo da África do Sul e o segundo, nas eliminatórias da Euro 2012.
 
Independentemente da sua inspiração, a camisa, desta vez, não é feia, apesar de, particularmente, eu preferir o modelo atual, inspirado no uniforme de Assis.
 
Não é de hoje, porém, que os produtos dedicados pela empresa alemã ao Fluminense não representam o que de melhor a marca pode produzir. Nestes anos de parceria, não foram poucos os modelos que abusaram da falta de bom gosto e, agora, também, de originalidade.
 
Às vésperas de uma renovação de contrato que promete valorizar financeiramente a marca Fluminense, é preciso, também, que os seus produtos sejam compatíveis com a grandeza do Tricolor, quer pela exclusividade de criação, quer pela primazia da qualidade e bom gosto.
 
Avante, Fluminense! ST
 
Na ordem: nova camisa tricolor; camisa da seleção portuguesa para a Copa da África do Sul em 2010 e camisa da seleção portuguesa utilizada nas eliminatórias da Euro 2012.
 


 

domingo, 2 de março de 2014

Adidas: Respeite o Fluminense! Fluminense: Faça-se Respeitar!


O Presidente Peter Siemens anunciou que está prestes a antecipar a renovação do contrato do Fluminense com a marca esportiva alemã Adidas, que venceria apenas em maio de 2015. As tratativas, segundo consta, estão avançadas e o Tricolor deverá ter um novo contrato em condições melhores que o atual.

É uma boa notícia. Resta saber se o novo contrato considerará a grandeza da marca Fluminense.

Numa breve comparação entre os grandes clubes patrocinados pela Adidas no Brasil, o Flu é o menos valorizado pela empresa esportiva.

O flamengo, nosso arquirrival, por exemplo, fechou com a Adidas, em maio de 2013, um contrato por dez temporadas (anos) em que receberá diretamente R$35,6 milhões nas primeiras cinco temporadas e R$40,6 milhões nas cinco últimas.

O Palmeiras tem um contrato válido desde 2010, cujo prazo de duração é de quatro temporadas, sendo que nas três primeiras recebeu R$17 milhões anuais e na última o aporte foi de R$19 milhões. O clube paulista planeja melhorar ainda mais esses valores para este ano, data em que comemora o seu centenário, planejando equiparar seu contrato ao do rubro-negro.

Abaixo de todas as cifras milionárias pagas a flamengo e Palmeiras, surge o contrato com o Fluminense de R$9 milhões anuais (reajustado no fim de 2013 para R$10 milhões anuais). É um acordo claramente defasado e subdimensionado.

Desconsiderando a força da marca e o potencial aquisitivo da torcida tricolor, a Adidas desprestigia o Fluminense dando-lhe um aporte mais de quatro vezes menor do que o do clube de regatas e duas vezes menor do que o pago ao Palmeiras.

E o desprestígio não é só financeiro. A empresa desrespeita a torcida tricolor quando não abastece a contento o comércio varejista com produtos e os cria, por vezes, com gosto duvidoso.

A Adidas é referência mundial. Veste alguns dos maiores clubes e seleções do Mundo e a qualidade de seus produtos é inquestionável.

Por isso, o Fluminense precisa ser respeitado, alçado ao patamar que merece, de um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Não consigo enxergar um bom contrato para o Flu que seja inferior a R$30 milhões anuais, de início, aumentado progressivamente, nos moldes do rival.

Creio que o novo acordo do Palmeiras deverá ser algo próximo desse patamar e não podemos receber menos do que o clube paulista.

A valorização do Fluminense é medida que se impõe, porque o desequilíbiro entre o que a Adidas fatura com o Tricolor e o que repassa ao clube é abissal. Nosso contrato está absolutamente defasado.

E um novo acordo viria em boa hora, na medida em que supriria, em parte, a gradativa redução da injeção financeira de nossa patrocinadora master, a Unimed.

Como as negociações para a antecipação da renovação do contrato estão bem adiantadas, imagino que o Flu tenha, a partir desse novo contrato, a valorização que merece, não apenas pelo aporte financeiro direto, mas pela maior atenção da Adidas ao torcedor tricolor, seu consumidor final.

Imprescindível, assim, que a Adidas respeite o Fluminense, mas que, principalmente, o Fluminense faça-se respeitar. Um contrato é um acordo de vontades e só deve ser concretizado se for bom para ambas as partes.

Avante, Fluminense! ST