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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Sem desculpas

Enderson Moreira é um cara sortudo. Tem contado com a infeliz coincidência das arbitragens catastróficas que nos prejudicam para justificar seu pífio comando técnico à frente do Fluminense. E quando não são as arbitragens, tem uma falha aqui, outra ali, um cansaço, ou outra qualquer desculpa para atenuar a sua incompetência.

Perder sete das últimas nove partidas disputadas não é para qualquer um; não é apenas para um azarado. Tem que ser ruim mesmo. Talvez Enderson tenha tido alguma sorte quando fez esse time correr e ganhar alguns jogos mais na transpiração do que na inspiração.

Refiro-me à sorte, porque nunca houve nesse Fluminense de hoje, como nos outros que vimos sob os também desastrosos comandos anteriores, qualquer esboço de organização tática. Um esquema retrancado, que fosse, mas organizado. Nem isso se viu. Estamos há um tempo pra lá de longo à mercê de desmandos da nossa direção do Futebol, que se esforçou para montar uma equipe que poderia ser competitiva, mas não deu a ela um comandante digno das tradições tricolores.

Quando Enderson assumiu, depois – só para ficar nos dois – das apostas em Cristóvão e Drubscky, escrevi que o nosso treinador seria um “tiro à luz opaca” da diretoria tricolor. Disse isso, porque em relação a Drubscky, o imaginei como sendo “um tiro no escuro”. Portanto, dei um pouquinho mais de claridade, ainda que tênue, ao nosso atual treinador.

O problema é que isso não é suficiente. O Fluminense precisa de luz fulgurante, viva, resplandecente e não de um fanal que emana frouxo de um técnico que não tem currículo para comandar um Fluminense.

Mas Enderson desempenha o seu papel tosco, porque alguém o contratou e o mantém no cargo. A responsabilidade, então, precisa ser compartilhada, afinal de contas, errar é humano, persistir no erro é burrice. Insistir, portanto, em desconhecidos para comandar o Fluminense deve ser algo impublicável. É a chamada economia “porca”.

E o resultado aí está. Uma equipe que, apesar dos desfalques e das limitações, poderia estar disputando novamente um título nacional, chegou a sonhar com uma vaga da Libertadores e, agora, gradualmente, vai se afastando cada vez mais de seus maiores objetivos para se contentar, talvez, com uma posição intermediária, sem sustos de rebaixamento.

Me desculpem os amigos mais otimistas. Eu também sou um otimista, mas antes de tudo sou realista. Quando assisti ao Fluminense acovardado contra o Atlético MG, a minha reação não foi de raiva, mas de decepção, resignação ante a incapacidade de quem estava à beira do campo de fazer algo novo pela equipe. Enderson nunca deu forma ao Fluminense e, parece que agora, nem consegue mais dar o ímpeto que ao menos se viu em alguns jogos no início da competição.

Ainda há a Copa do Brasil. Sim, há. Já houve casos em que equipes que vão mal numa competição se reinventam em outra. Pode acontecer. O Flu pode ser campeão da Copa do Brasil e voltar à Libertadores, nosso sonho mais desejado. E eu torço por isso, mas no fundo, no meu âmago, duvido que aconteça. Menos pela qualidade do elenco que temos do que pela inaptidão do senhor Enderson Moreira.

Escrevo este texto resignado, pois diante do nosso atual comando técnico do futebol, nem mesmo posso torcer para que Enderson seja demitido, pois o seu substituto pode ser de qualidade ainda mais duvidosa. É a velha história de que se está ruim com ele pode ficar pior sem ele.

O Fluminense das Laranjeiras, portanto, tem deprimido a cada jogo o seu torcedor, transformando-o em melancólico assistente de partidas em que o Tricolor, disforme dentro de campo, reiteradamente é derrotado.

Mas se o Fluminense das Laranjeiras vai mal, o de Xerém nos agraciou com um retumbante título nacional na categoria sub-20. Em campanha invicta, mostrou a todo o Brasil a força da nossa base, fruto de um trabalho que se deve creditar ao Presidente Peter por sua ação para reconstruir em estrutura física e pessoal a casa de nossos garotos. Lá, mais do que jogadores de futebol, o Fluminense forma homens, praticando uma função social que deveria ser exemplo para todos os demais clubes brasileiros.


Esse é o Fluminense que nos têm orgulhado, mas que precisa ser um só. Que a melancolia do Fluminense das Laranjeiras sorva o vigor do Fluminense de Xerém para que, com ou sem Enderson Moreira, torne a ser novamente uma equipe competitiva e briosa dentro de campo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Fluminense em desencanto

Não demorará muito para que surjam na mídia especulações sobre a presença de Ronaldinho Gaúcho no Fluminense e o seu desempenho mais recente na competição, quando, num viés de decadência, perdeu quatro dos últimos cinco confrontos; período em que, por coincidência, R10 esteve presente em parte.

Obviamente, será uma comparação despropositada bastante comum quando advém de uma imprensa, cuja sanha por denegrir nossos benfeitos é muito maior do que averiguar as verdadeiras causas que poderiam ter ensejado a recente má-fase tricolor.

Não se olvide que o clube de regatas contratou um tal de Guerrero, que nunca estará à sombra de um R10, mas que precisa veementemente ser a “grande contratação”, o craque do campeonato para o bem das finanças de jornalecos e outras mídias de segunda categoria e da torcida que é seu público.

Assim, portanto, persistindo as más apresentações, o nome de Ronaldinho passará ser questionado.

Não caiamos nessa falácia, porém. R10 é jogador de que não se prescinde. Craque de primeira grandeza que, enquanto estiver sendo profissional dentro de campo e responsável fora dele, será sempre utilíssimo.

O problema do Fluminense é outro. Sem entrar na seara das estratégias e esquemas, posicionamentos de jogadores e outras questões técnicas do esporte, cuja expertise é toda da companheira Crys Bruno, leigo como sou, posso minimamente constatar que o mal que assola o Tricolor é a deficiência no seu comando.

Assim, como Cristóvão e Drubscky, Enderson chegou ao Flu como uma aposta. Um treinador sem respaldo curricular que o credenciasse a dirigir um gigante do futebol nacional. Ao contrário, contudo, de seus antecessores, Enderson foi mais efetivo e incisivo para minorar problemas pontuais, como a crônica questão da defesa. Além disso, deu ao Flu uma formação mais coletiva e solidária que se destacou em algumas partidas mais pela garra e determinação do que por qualquer esquema tático propriamente dito.

Ocorre que esse sopro de ousadia, em regra, se dá dentro de nossos domínios, com a torcida como testemunha presencial e onde seria impensável atuar sem o constante desejo de vencer. Nessas oportunidades, o Flu é volúpia pura. Insinuante, marca avançado e pressiona com força até desmantelar em algum momento a defesa adversária.

Mas Enderson parece ser daqueles treinadores, tão comuns no futebol nacional, que preferem a garantia do emprego – e para tanto o empate fora de casa é sempre bom resultado -, à imposição de seu pensamento de jogo de forma uniforme, independentemente do adversário ou do local da partida.

E assim é, porque reiteradamente o Fluminense se apresenta fora de seus domínios como um visitante cheio de cerimônia, que pede licença para chegar à área adversária e se contenta em disputar o jogo com o firme propósito de apenas não ser derrotado.

Por mais de uma vez, esse respeito absoluto – que se pode traduzir numa covardia despropositada de um treinador que planeja apenas não perder – nos tirou pontos importantes na competição, sendo responsável direto pelos mais recentes malogros do Flu.

Não adianta o treinador justificar as derrotas alegando simploriamente que o time jogou mal. É claro que jogou mal, mas jogou mal por quê? Uma equipe escalada para defender, pelas características de seus jogadores, jamais será capaz de ser ofensiva. É instintivo. Escalar um Pierre – apesar da eficiência nas suas funções – é dizer aos demais jogadores e a todos nós que o intuito da equipe é jogar retrancada.

E quem joga apenas por empate, invariavelmente perde.

Se ainda não reparou, tricolor, aproveite as próximas partidas e compare. O Flu do Maracanã com o Flu que joga longe de casa. Basta observar o posicionamento no momento da marcação, os avanços ou não dos laterais, o comedimento ou a ousadia. Ficará claro para você que talvez ainda não tenha percebido isso, que o Flu é um time bipolar, tão bipolar quanto seu treinador.

É claro que desfalques como o de Vinícius e Giovanni – jogador que atuava com correção, dentro de suas limitações – fazem falta. Mas não é por suas ausências que o Flu caiu de rendimento, nem perdeu seus últimos jogos por culpa exclusiva da arbitragem. A questão é crônica e é de comando. Com o elenco que tem – que não deve nada a nenhum outro do futebol nacional – não se justificam dois pesos e duas medidas na forma de atuar da equipe.

A covardia do senhor Enderson nos custou pontos importantíssimos e não sei mais quantos custará. Sem exageros, o Fluminense deveria estar lutando pela liderança do campeonato, mas não consegue se firmar entre os quatro primeiros. Alguém poderia dizer que, diante do quadro inicial da temporada, brigar pelo G4 já seria um grande prêmio. Sim, é. Lutar por uma vaga na Libertadores e, se possível, conquistá-la, será um grande galardão, mas se temos a chance de buscar o quinto título nacional, por que não fazê-lo?

O Fluminense disputa competições para vencer. Outras situações que decorram das circunstâncias do campeonato poderão ser interessantes, mas o que se deve perseguir é e sempre será a primeira colocação.

E o que falta para isso? Falta o nosso treinador deixar a covardia de lado, o receio de perder o emprego e fazer o Fluminense jogar como devem jogar os grandes clubes. Apequená-lo diante de adversários combalidos por crises e outros inferiores tecnicamente é reconhecer publicamente a sua incompetência.


Ao senhor Enderson falta ousar mais. Afinal, como já se disse, “ousar lutar, ousar vencer”. E para o Fluminense o que realmente importa é o “vencer ou vencer”. Sempre.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Acima de tudo Fluminense

Ricardo Drubscky já é passado, mas não há como deixar de tocar em seu nome quando se pretende qualificar a atual gestão do futebol tricolor: catastrófica. Drubscky foi o mais emblemático exemplo da atual falta de planejamento e descaso com as coisas do Fluminense.

Durou uma desclassificação no fraco campeonato carioca e dois jogos no brasileiro, de tão ruim que é. Nada pessoal contra o homem. Despediu-se elegantemente do clube, parece ser uma pessoa de bem, mas não está e nunca esteve à altura de dirigir o Fluminense. A sua demissão em tempo quase recorde somente serviu para corroborar o enorme equívoco que foi a sua contratação, fruto de uma gestão temerária que pouco se importa com os destinos do Flu.

Qualquer tricolor com um átimo de discernimento vaticinou que a sua saída seria questão de tempo. Na média do que vi por aí, o seu prazo de validade seria entre cinco e dez rodadas de duração. Foram duas. Quando comentei a sua contratação, publiquei aqui no panorama um texto intitulado: “Um tiro no escuro”.

Evitei a crítica contundente sobre um treinador que se apresentava ao Flu com um currículo bastante humilde, para não dizer menos. Fui benevolente a ponto de lhe dar a chance de queimar a minha e quase todas as línguas tricolores com a possibilidade de que, por um acaso, desse certo. A mesma possibilidade de se acertar um alvo com um tiro às escuras.

Não pretendo aqui me vangloriar do anunciado fracasso de Drubscky. Na verdade, desejei que tivesse êxito no comando do Fluminense, mas as chances disso acontecer eram tão ínfimas que qualquer tricolor fora de Álvaro Chaves certamente já sabia o resultado de sua desastrosa contratação.

Pois bem. A sua rápida demissão foi um alento para a torcida tricolor, um alento que durou menos de 24h.

Enquanto muitos sonhavam com Cuca, Dorival, Abel e até o velho RG, a cúpula tricolor apresenta o substituto de Drubscky: Enderson Moreira.

Da mesma forma que não fui leviano com o ex-treinador, não serei com Enderson. Não criticarei o seu trabalho antes mesmo de ter se iniciado. O que eu posso dizer, contudo, é que se Drubscky foi um tiro no escuro, Enderson é um tiro à luz opaca, aquela bem tênue, crepuscular. Com um currículo ligeiramente melhor, o novo treinador tem a chance de ter um desempenho superior ao de seu antecessor, o que não significa dizer que seja um profissional à altura do Fluminense.

Soube que cogitaram primeiramente Dorival, mas a sua pedida, de cerca de quinhentos mil mensais, foi rechaçada. A Enderson Moreira o Flu deverá pagar metade disso. Parece, então, que tudo se resume a quem cobra menos. Não há planejamento, nem o sentido de importância que tem um treinador para uma equipe.

Quando foram renovados os contratos de Jean, Wagner, Cavalieri e Fred, a cúpula tricolor deveria ter conferido a mesma relevância à contratação de um novo treinador, alguém experiente e notoriamente competente. Poderia não funcionar no comando do Flu, mas ninguém pecaria por omissão.

Drubscky cai, quase simultaneamente grassa nas redes sociais a informação de que Cuca fora demitido do seu empregador chinês. A esperança da torcida, assim, recai sobre uma eventual proposta tricolor ao melhor técnico brasileiro em atividade. Ledo engano. Dorival não seria de todo ruim, mas preferiram, novamente, como se desejassem testar a paciência da torcida, a opção pela incerteza, pela pequenez.

Enderson, assim como Drubscky, é um profissional sério. Diante, porém, do desempenho do Tricolor nos últimos anos, o Fluminense precisa de algo mais. Precisa voltar ao cenário dos líderes, precisa disputar títulos, voltar à Libertadores.

Não se trata de mera cornetagem. Trata-se da constatação de que os assuntos mais importantes estão sendo relegados a segundo plano, o que se demonstra pela contratação de técnicos de segunda categoria como Cristóvão, Drubscky e, agora, Enderson.

Assim como desejei queimar a língua com Drubscky, também desejo estar errado quanto a Enderson. Torcerei como nunca para que seja no Fluminense o que ainda não foi em outros clubes que dirigiu, porque acima de tudo sou tricolor.

Por fim, faço um apelo ao torcedor. Não importam os malfeitos praticados contra o clube por quem deveria cuidar dele, não importam os resultados negativos ou um elenco aquém daquele que deveria envergar o manto tricolor, não importam os Cristóvãos, Drubsckys ou Endersons; os Peters, Marios e Fernandos. A única coisa que verdadeiramente importa é o Fluminense.

Não desista dele jamais. Seja sócio independentemente do momento vivido pelo clube para poder, com a sua ajuda, torná-lo um dia autossuficiente, e, para com o seu voto, interferir diretamente no seu destino.


Boa sorte Enderson Moreira. Boa sorte para todos nós.

domingo, 24 de maio de 2015

Competitividade é a palavra mágica

Nenhum treinador consegue mudar a natureza de um jogador. Ele é o que ele é. O que pode ser feito, e foi o que Enderson fez hoje, é mudar a postura da equipe dentro de campo.

O Fluminense foi mais organizado do que se tem visto nos últimos tempos. Avançado na marcação e disciplinado taticamente, o Tricolor começou o jogo não dando oportunidades ao adversário. Por outro lado, não foi eficiente no ataque, perdendo a sua melhor chance no primeiro tempo após um bom chute de Jean de fora da área que foi complementado por Vinícius, que acertou a trave.

De qualquer forma, no primeiro tempo, o Flu foi melhor que o Corínthians e nenhum sufoco sofre defensivamente.

No segundo tempo, o Tricolor voltou melhor e não esperou quarenta minutos para criar boas chances. Elas apareceram logo no início da segunda etapa com um bom chute de Gerson muito bem defendido pelo goleiro corinthiano. No rebote, Fred perdeu na cara do arqueiro que fez outra excelente defesa.

Dava a impressão, pelo menos foi a que tive, que o gol tricolor era questão de tempo. Afora uma bela defesa de Cavalieri num chute de fora da área, o Corínthians continuava praticamente inofensivo no ataque e o Flu passara a ir melhor na frente.

Até então o Flu vinha organizado e disciplinado, com os dois meias – Gerson e Vinicius – atuando bem pelo setor. Este último se enrolou algumas vezes na frente, quando teve a oportunidade de pensar mais rápido e definir uma jogada mais eficaz. Gerson, que começou aberto pela direita, passou a atuar pelo meio, preenchendo o setor e dando opções ofensivas.

A partir, porém, da saída de Vinícius, e logo de pois de Gerson, o Fluminense caiu de rendimento sensivelmente. Perdeu o meio de campo, pois os substitutos – Lucas Gomes e Magno Alves – não têm qualquer cacoete para atuar por aquele local e não estiveram à altura dos substituídos.

Nesse ponto, penso que Enderson errou e tirou o ímpeto ofensivo tricolor, sacrificando o seu meio de campo que tocava a bola com alguma qualidade; Até então, foram raros os “chutões” para o Fred, o que voltou a ocorrer após a saída dos dois jogadores de campo. Que se preservasse pelo menos um dos dois, ou sacasse Wagner, que pouco apareceu na segunda parte do jogo.

Mesmo assim, a melhor oportunidade alvinegra decorreu de uma falha de Gum, que contou com a colaboração do jogador que lhe deu o passe na fogueira. A defesa, aliás, portou-se bem, exceto por esse lance.

O Flu foi melhor do vinha sendo, mas ainda distante do que esperamos dele.

Como costumo dizer, o Fluminense não é muito melhor nem muito pior do que qualquer time do campeonato, mas com organização e disciplina tática ele pode ser, pelo menos, competitivo.


E é da competitividade, da entrega dentro de campo que nenhum torcedor abre mão.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Depois da tempestade não vem a bonança

Menos de 24h após a demissão de Ricardo Drubscky, o Fluminense apresenta a sua nova pérola: Enderson Moreira.

Depois das desastrosas contratações de Cristóvão Borges e do estrategista de futebol de botão, Drubscky, quando se esperava que a sequência de erros apontasse para uma decisão pensada, determinada por critérios de experiência e competência, eis que o nome de Enderson surge como novo comandante tricolor.

Quando os gestores do Flu priorizaram as renovações de contrato de jogadores como Jean, Wagner, Fred e Cavalieri, deveriam ter planejado, prioritariamente, um nome para treinador da equipe, e não qualquer nome. Afinal, se houve condições de se planejar as renovações de alguns medalhões, a mesma importância deveria ter sido dada ao nome do técnico, função relevantíssima dentro da equipe.

Mas não foi assim. Coincidência ou não, Francis Melo, assessor de imprensa de Fred, tem estreitas ligações com Enderson e seu antecessor, Drubscky.

Se a desculpa fosse a nova realidade financeira do Flu, há outros nomes com menos rejeição que poderiam ter sido sondados, como Dorival Junior, por exemplo. Nada me tira da cabeça, porém, que nem cogitaram a contratação de um treinador do nível que o Fluminense merece – e poderiam ter tentado – porque não interessava a alguns dos inimigos internos do Flu.

A incompetência no atual Fluminense parece não ter limites, ou será apenas incompetência? Não quero acreditar que exista má-fé a serviço de interesses escusos nas Laranjeiras, mas, diante das reiteradas e desastrosas ações da gestão tricolor, chego a pensar que a incompetência é apenas uma faceta de algo muito mais podre e sórdido e que corrói o Fluminense dia a dia, num processo autofágico que, se não eliminado, poderá levar a prejuízos incalculáveis.

O alívio pela demissão do estrategista de futebol de botão durou muito pouco. No Fluminense, depois da tempestade não vem a bonança.


E a pergunta que fica é: até quando Enderson Moreira? Não tenho dúvidas de que será mais um aposentado às custas do Fluminense e não demorará muito a vestir seu pijama, infelizmente.