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sábado, 2 de julho de 2016

Até quando...

O descompromisso do torcedor tricolor de Volta Redonda com o time parece um reflexo do descompromisso do Fluminense com o futebol. A apatia tricolor contagia o seu torcedor que, se nunca foi muito de ir ao Estádio da Cidadania assistir ao Flu, agora é que perdeu definitivamente o gosto. Os menos de mil pagantes não mereceram mais uma apática apresentação de um Fluminense que, um dia, já foi o orgulho dessa imensa torcida.

O Tricolor iniciou o primeiro tempo com três alterações em relação à partida em que perdeu para o São Paulo, com William Mateus, Dudu e Pierre nos lugares de Giovanni, Douglas e Cícero. Apesar das alterações, a equipe não parecia diferente das últimas partidas: tinha a posse de bola, mas não era eficiente no ataque.

O desejo de Levir de transformar o Flu num time que ataca e defende com eficiência em bloco ainda não se concretizou. Mesmo assim, o Tricolor foi superior na primeira parte do jogo tendo perdido boas oportunidades de abrir o marcador aos 15` com Henrique, que, de cabeça, desviou uma falta cobrada por Scarpa, no travessão. Quatro minutos depois, Dudu, aproveitando outro lance de bola parada, arrematou para excelente defesa do arqueiro coxa branca. Aos 25`, numa jogada de contra-ataque, Welington Silva perdeu na cara do gol, chutando em cima do goleiro, no primeiro lance de perigo do Flu não originado de um lance de bola parada. Aos 43` o Coritiba chegou pela primeira vez ao gol tricolor, oportunidade em que a presença de Cavalieri foi fundamental para que o adversário não marcasse seu tento. Por fim, ao 45`, Henrique, novamente de cabeça, após a cobrança de escanteio, exigiu do guarda-metas alvi-verde importante intervenção.

Como se percebe, o Flu dependeu quase que exclusivamente das bolas paradas para chegar ao gol adversário, porque a sua criação no meio praticamente inexiste. Scarpa, embora tenha se apresentado um pouco melhor do que nas últimas partidas, ainda não foi o que se espera de um jogador que deve exercer essa função.

O segundo tempo começou melhor para o Coritiba, tanto é que Levir aos 10` fez logo duas substituições: Maranhão e Richarlisson por Dudu e Magnata. Dudu não estava mal na partida e a opção de Levir talvez tenha se baseado na necessidade de o jogador ter sentido a falta de ritmo de jogo, uma vez que foi a sua primeira partida como titular.

Mas as mexidas não surtiram qualquer efeito. Somente por volta dos 25`, quando o Coxa resolveu arriscar um pouco mais e buscar a vitória, o Flu encontrou mais espaços para jogar. E aí, Richarlisson, aos 30`, fez ótima jogada pela esquerda que resultou em escanteio. Na cobrança, Edson, de cabeça, concluiu rente à trave esquerda adversária. Aos 33` Samuel perdeu outra chance e aos 36`, em jogada de Maranhão, dessa vez pela direita, o Flu quase chega ao gol não fosse a boa defesa do goleiro do Coritiba. Aos 41`, após erro conjunto de Cavalieri – na reposição de bola – e Henrique, Kleber teve a oportunidade mais clara do jogo e quase marca para o Coxa.

Daí por diante o Flu tentou inutilmente chegar ao gol do Coritiba, mas esbarrou na sua própria mediocridade. O resultado de empate acabou sendo justo pelo que fizeram em campo duas equipes que se nivelam por baixo. O resultado foi pior para o Fluminense, que jogava como mandante e tinha a obrigação da vitória.

Já disse em outras oportunidades que sem reforços, não almejaremos nada e ainda correremos o risco de lutar contra o rebaixamento. Henrique Dourado, um atacante, deve ser apresentado. Ainda é pouco. Do jeito que as coisas andam, para que haja alguma resposta dentro de campo precisamos, no mínimo, de um bom zagueiro, um lateral esquerdo e um meia armador de qualidade.

Quanto aos estreantes, esse William Matheus precisa ser melhor observado e Dudu mostrou alguma qualidade. Nada, porém, que dê muitas esperanças ao torcedor de que uma transformação imediata na forma de jogar dessa equipe possa ocorrer.

E quanto a Levir, que considero um bom treinador, também deve fazer seu mea culpa. O seu esquema de ataque e defesa em bloco ainda não vingou, o Flu é um time frouxo na marcação e pouco eficiente no ataque. Faltam peças, mas, como técnico, é responsável por dar minimamente a sua cara ao time, o que ainda não aconteceu.

Mais um resultado decepcionante num campeonato que não perdoa a incompetência. Depois, poderá ser tarde demais. Ou essa diretoria acorda, ou conseguirá o que vem perseguindo com a sua inaptidão há algum tempo: rebaixar o Fluminense.


Todos merecemos um presente e um futuro melhor. Chega de sofrimento.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Mais três!

Mais um passo foi dado na caminhada tricolor rumo ao grupo dos quatro melhores da competição. Menos pela qualidade da apresentação do que pelos três pontos, a vitória foi importantíssima para as pretensões tricolores no campeonato.

O primeiro tempo, porém, mostrou um Fluminense que controlava a partida, mas sem muitas opções ofensivas. Esbarrava na forte marcação adversária e na sua própria lentidão, tanto é que o lance mais empolgante da primeira etapa foi justamente o gol, que se originou de um erro grotesco da zaga coxa-branca muito bem aproveitado por Fred, que deixou Vinícius de frente para a meta para concluir com maestria.

O segundo tempo foi melhor, porque o Coritiba veio mais avançado. Com mais espaços, o Tricolor criou boas oportunidades e Vinícius, com muita categoria, comandava o meio de campo do Flu. A defesa tricolor sofreu poucos sustos – aliás, a postura defensiva da equipe tem se mostrado mais eficiente a cada jogo sob o comando de Enderson – e o ataque passou a incomodar mais o Coritiba. Fred poderia ter feito um golaço, Vinícius quase marcou de peixinho e Wagner não ampliou por um milagre do goleiro alviverde.

Esgotado, Vinícius deixou o campo para a entrada de Magnata, depois Gerson saiu substituído por Marcos Junior e Wagner foi trocado por Pierre. O Flu continuou melhor, como foi durante todo o jogo, mas o placar era enxuto demais para se dar ao luxo de tentar segurá-lo até o fim da partida.

Então, Edson, um dos grandes nomes do jogo, tabelou com Breno Lopes – que começou inseguro, mas se firmou aos poucos – para colocar a bola na cabeça de Marcos Junio que entrava livre para marcar de cabeça o segundo e definitivo gol tricolor.

Vitória garantida, três pontos na conta e duas constatações imediatas: Vinícius é o grande nome do meio de campo tricolor. De seus pés nascem as melhores jogadas do Fluminense, sempre construídas com muita inteligência e categoria. A segunda é que, depois de três partidas sob o comando de Enderson Moreira, pode-se constatar como um treinador é importante para uma equipe de futebol. O mesmo time que foi impiedosamente goleado pelo Atlético, apresentando-se de forma risível, passou do dia para a noite a ser competitivo, mostrou organização tática e espírito do luta. O resultado está aí.


Talvez isso não queira dizer muita coisa. Enderson não era o nome que a imensa maioria da torcida tricolor desejava, mas mostrou, em pouco tempo de clube, que é aquilo que o seu antecessor não foi: treinador de futebol.

sábado, 8 de novembro de 2014

FLU NÃO REPETE BOAS ATUAÇÕES E É DERROTADO EM CURITIBA

Carlinhos já deveria ter se despedido do Fluminense. Pena que os seus bons momentos serão ofuscados pelo que tem feito. Displicente, desanimado, mostrou que vai embora sem deixar saudades.

A derrota foi justa porque o Fluminense foi praticamente nulo pelas laterais e sem criatividade no meio de campo, em que pese a fraquíssima arbitragem do senhor apitador.

O Coritiba dominou inteiramente o jogo até os dezenove minutos da primeira etapa. Com Walter – lento em campo encharcado – e Fred na frente, o Flu perdia o meio de campo e era frágil na marcação da saída de bola adversária. Além disso, Elivélton – que depois se soube estar com dores no pubis – estava em noite infeliz, errando praticamente tudo o que tentava. Cristóvão percebeu o equívoco na escalação inicial e corrigiu sua estratégia ao substituir Walter por Cícero.

A mudança surtiu logo efeito, uma vez que o Tricolor equilibrou a posse de bola e o jogo; e ainda teve duas perigosas situações de gol a seu favor, em bons chutes de Wagner e Carlinhos. Elivélton deixou o campo machucado, já no final do primeiro tempo e Fabrício ocupou seu lugar. Depois de um bom tempo sem ameaçar, o Coxa aproveitou uma subida de Carlinhos e, sem a cobertura correta, avançou pela direita com facilidade. Joel recebeu pelo meio, pressionado por Mattis, e, mesmo assim, conseguiu fazer o gol.

Um a zero para o Coritiba, aos 46min do primeiro tempo; péssimo momento para sofrer o tento, principalmente porque Fred, momentos antes, preferiu lamentar a acertada opção de Carlinhos ao lançar uma bola para Wagner e não para ele, e, desatento ao jogo, não percebeu que bola que imaginara ter ido pela linha de fundo, foi salva por Conca e direcionada a ele. Longe da partida, demorou para perceber e desperdiçou o que poderia ter sido o gol tricolor.

No segundo tempo o jogo foi equilibrado por baixo. O Coritiba se acertou defensivamente, recuando seu time e segurando seus laterais. O Flu não encontrou mais espaços e, sem criatividade, ficou refém de bolas longas, uma vez que Bruno e, principalmente, Carlinhos, pelas laterais, estavam abaixo da crítica.

Fred, quando refém dessas bolas lançadas de longa distância, não funciona. Diguinho errou demais e está, tecnicamente, abaixo de Valência. Kennedy entrou com disposição e procurou fazer o que Carlinhos não fez durante toda a partida, exceto pela passe para Wagner ainda no primeiro tempo. Mattis foi inseguro em alguns momentos e Fabrício entrou bem.

O Fluminense não mereceu melhor sorte. Jogou mal. O campo prejudicou e o time não ajudou. Cristóvão, prejudicado pelas substituições precoces, não pode fazer muito para mudar o panorama da partida.

Destaque negativo para o árbitro que encheu o time tricolor de cartões amarelos e foi condescendente com a equipe coxa branca, principalmente com a entrada criminosa em Bruno que deve ter lhe ocasionado grave lesão. Lance para cartão vermelho omitido pela fraco apitador.

Agora, com dois jogos em casa, é vencer ou vencer!

Avante, Fluminense! ST


sábado, 9 de agosto de 2014

Arbitragem Ruim, Adversário Difícil e Empate Tricolor


Celso Roth é um treinador conhecido pelas fortes retrancas que arma nas equipes que dirige. E não é bobo. Estudou o Flu e montou seu time para não deixar o Tricolor jogar: forte pressão na saída de bola e marcação forte em Conca e Cícero. A estratégia deu certo no primeiro tempo, pois imprensou o Flu na defesa, dificultando a saída de bola e, principalmente, o que vinha fazendo de melhor, a rápida troca de passes na saída da defesa para o ataque.
 
Para furar o ferrolho paranaense, o Tricolor tinha poucas alternativas; ou jogadas individuais, numa delas Carlinhos abriu espaço e fez a melhor jogada do primeiro tempo ou a bola parada. Num escanteio Elivelton subiu mais que todos e fuzilou de cabeça para as redes adversárias. O gol, numa partida difícil e amarrada como a que vinha se desenhando, foi um achado.

A saída de Gum, machucado, deu intranquilidade à defesa, pois Fabrício começou inseguro.

No segundo tempo, a forte marcação persistiu e o Fluminense continuou não sabendo sair dela. Tinha menos posse de bola, algo incomun para um time que vinha sobrando nesse quesito, e perdia o meio de campo. Cristóvão, então, resolveu sacar Cícero, provavelmente cansado, e Bruno, pondo em seus lugares Chiquinho e Edson. Ali ficou claro que o treinador tricolor, diante de um jogo dificílimo, pretendia segurar o resultado.

Não foi o que aconteceu. O Flu sofreu o gol, após uma má rebatida de Chiquinho e depois de outra rebatida para o meio da área que acabou encontrando o jogador coxa branca livre para finalizar, num belo e indefensável chute.

O Fluminense foi a antítese do que costumava ser. Ao invés de Fred ou Walter, fomos de Edson e Chiquinho. Assim, com o gol sofrido, não havia forças nem atacantes para atacar e tentar o gol da vitória. Nos minutos finais, no abafa, o Flu ainda foi mais perigoso do que foi a partida inteira, mas o goleiro paranaene fechou o gol com duas belas defesas.

Justo o resultado pelo que o Flu não apresentou em campo. Não por não querer, pois foi guerreiro o tempo inteiro, mas pela incapacidade, mais uma vez, de esquivar-se de um esquema de marcação pesado como o que o Coritiba apresentou esta noite.

Diante do que se viu em campo, o empate não pode ser tido como um resultado tão ruim. Ruim foi, mas poderia ter sido até pior, pois o Coritiba foi o dono do meio de campo a maior parte do jogo, e só não teve melhor sorte porque foi pouco corajoso. Além disso, venceram o Grêmio e empataram com o Corinthians fora de seus domínios, o que demonstra que, apesar de estarem na zona de rebaixamento, vivem um momento de superação no campeonato.

Se os jogadores, de ambos os times, foram guerreiros em campo, quem destoou foi a arbitragem. Aprendi que um árbitro, para prejudicar uma equipe, não precisa inventar  ou deixar de marcar pênaltis escandalosos, marcar gols ilegais ou anular os legais, ou seja, não precisa dizer para todo mundo que está ali para arranjar um resultado. Ele sairá ileso das críticas da imprensa se fizer o que o apitador, cujo nome nem fiz questão de lembrar, fez: inverter faltas, marcar para uma equipe qualquer esbarrão e para outra nem a mais violenta, segurar o jogo, enfim, ser parcial dissimuladamente. A não ser a torcida, que enxerga o jogo com os olhos paixão, ninguém mais, com raras exceções, dirá que a arbitragem foi tendenciosa. Assim, provavelmente, a crítica especializada dirá que terá sido um exagero dos jogadores e torcedores tricolores.

Quem viu a atuação desse senhor sabe que não houve exagero algum. O apitador controlou o jogo à sua feição e impediu que o Flu desenvolvesse seu melhor futebol truncando a partida. Não que tenha sido fundamental para o resultado, mas que contribuiu para ele, isso contribuiu.

Feliz dia dos pais a todos!

Avante, Fluminense! ST