Mostrando postagens com marcador campeonato carioca 2015. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campeonato carioca 2015. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de abril de 2015

Quando o Fluminense é Fluminense

Coincidentemente, foi contra o Botafogo que o Fluminense teve as suas melhores apresentações neste campeonato. É bem verdade que o Flu fez um mau primeiro tempo, burocrático, insosso, pouquíssimo inspirado na frente e vacilante na defesa, tanto é que o adversário foi mais eficiente e perigoso no ataque.

O time alvinegro, porém, não tem uma joia chamada Gerson, nem a qualidade de um Vinícius ou o faro de gol de um Fred. Foram os três os responsáveis pelo gol tricolor já nos minutos derradeiros da primeira etapa.

E se o Tricolor não estava bem até então, a situação se inverteu quando teve início o segundo tempo. Marlone, cujas fracas atuações já irritavam a torcida, entrou no lugar de Lucas Gomes e deu novo ânimo ao time pela esquerda. Foi o protagonista dos principais lances por aquele setor, obrigando o Botafogo a se resguardar mais. Ainda peca pela precipitação, mas foi bem melhor do que nas partidas anteriores.

Wagner, que assumiu posição em campo após a saída de Renato, foi outro que contribuiu decisivamente para o bom desempenho do Flu naquela fase do jogo. Ter Wagner no banco é sempre um luxo a que poucos podem se dar. Também pela esquerda, fez bela jogada que culminou no pênalti claríssimo convertido pelo artilheiro dos 300 gols Dom Fredon.

O Botafogo, desesperado, partiu para o ataque e deixou inúmeros espaços que não foram bem aproveitados pelo Fluminense, que poderia ter decidido a classificação às finais se fosse um pouquinho mais consciente nos passes e menos precipitado nas articulações das jogadas ofensivas.

Mas aí veio o castigo e o gol do Botafogo, merecido, por sinal, pela luta e entrega em campo. Sejamos justos.

Drubscky, cujos métodos até hoje questionei, acertou na escalação e nas substituições. Melhorou a equipe para o segundo tempo, o que é uma virtude em tempos de treinadores que não sabem mudar o panorama de um jogo.

De ruim, o gol que sofremos e a defesa, que continua assustadoramente caótica. Gum cometeu algumas falhas individuais, Henrique é lento, mas o posicionamento ainda não me pareceu o mais adequado. Drubscky precisa melhorar isso.


No mais, o Fluminense, considerado o azarão das semifinais, venceu simplesmente porque foi Fluminense. E é isso o que se espera de um time que deseja ser campeão: vontade de vencer.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Vale a pena prosseguir?

Seria a melhor alternativa, diante da calhordice que assoma à FERJ, o Fluminense não se esforçar para vencer o Madureira e, com isso, deixar de avançar à fase semifinal do campeonato carioca?

Alguns entendem que sim, que diante da perseguição escancarada contra o Fluminense promovida pela máfia que comanda a federação, a opção mais sensata seria boicotar esse arremedo de competição de cartas marcadas, o que, de certa forma, funcionaria como um protesto tricolor contra as arbitrárias decisões do senhor Rubens Lopes, dos visíveis prejuízos que vem sofrendo por interferência da arbitragem e pelo favorecimento evidente do clube presidido pelo presidente de fato da FERJ, Eurico Miranda.

Não acho que seja a melhor opção, porque é exatamente por isso que Rubens Lopes e Eurico Miranda vêm lutando desde o início da competição. Dar a eles de mão beijada essa desclassificação seria apenas uma forma de facilitar as suas nefastas pretensões. Evidentemente, o Fluminense não é bem-vindo nas finais do carioca, menos por suas críticas à administração do futebol no Rio de Janeiro do que pelo imbróglio referente à posição das torcidas no Maracanã quando o adversário for o Vasco da Gama.

Certamente, um eventual confronto com o Vasco acarretaria um impasse intransponível por conta da intransigência do dirigente vascaíno em reconhecer um legítimo direito do Fluminense, estabelecido contratualmente com o Consórcio Maracanã.

Por essa “pirraça”, digamos assim, de um dirigente vetusto que não sabe ouvir um “não”, vivenciamos uma das maiores aberrações desportivas dos últimos tempos, sobretudo porque é ele quem, de fato, comanda a Federação do Estado do Rio, dirigida, por direito, pelo seu títere Rubens Lopes.

A essa calhordice explícita, deveria mostrar o Fluminense que não se submeterá. Basta de arbitrariedade, de manipulações, da prevalência dos interesses escusos. O Tricolor deve fazer a sua parte, tentar a classificação com dignidade e mostrar não só aos cariocas, mas ao Brasil, que, contra as práticas espúrias estará a honradez de um clube glorioso e centenário que defenderá seu direito de disputar a competição em igualdade de condições com os demais filiados.

As manipulações que porventura ocorram caso o Flu avance poderão até mesmo alijá-lo do campeonato, mas mostrarão a todo o país que o Tricolor fez a sua parte em nome da grandeza do espírito da competição, e que os vilões dessa história estarão com seus dias contados, assim como o desinteressado, deficitário e manipulado campeonato que tentam nos impor como se fosse uma disputa legítima e equânime.


Vamos até o fim em 2015 e, para 2016, lutemos pela criação de uma liga independente e isenta. 

domingo, 29 de março de 2015

Vitória que não apaga os erros

O placar de quatro gols a dois para o Fluminense não diz o que foi o jogo, pelo menos até os 30’ da segunda etapa, quando o Tricolor sustentava uma magra vitória por dois tentos a um, mas sendo muito menos perigoso do que o adversário do Sul Fluminense.

Depois do primeiro gol do Barra Mansa, após uma falha de marcação de Gum, o Tricolor impôs o seu ritmo e virou a partida com gols de Fred e Kennedy. A vitória parcial, porém, que deveria servir para dar tranquilidade ao time, teve efeito contrário. O Flu partiu desenfreadamente para o ataque e deixou muitos espaços atrás. Abriram-se verdadeiros claros no meio de campo por onde o Barra Mansa chegava com facilidade ao gol tricolor.

No segundo tempo o panorama não se modificou. O time adversário foi ainda mais incisivo nos contra-ataques e só não empatou a partida devido a algumas ótimas intervenções de Cavalieri. Mesmo vencendo, o Flu jogava mal defensivamente e a vitória, até então, poderia ser creditada a maior categoria de nossos jogadores de ataque e ao goleiro tricolor, em noite iluminada.

Faltava compactação ao Fluminense, uma vez que as bolas chegavam rapidamente e com muito perigo ao nosso gol. A partir dos trinta minutos finais, coincidentemente após a entrada de Vinícius, o Tricolor passou a tocar melhor a bola na frente e logo fez mais dois gols, com Fred, novamente, e Gerson. Com a vitória garantida, o Tricolor administrou a partida tocando a bola no campo de ataque e tentando com mais tranquilidade mais uma ou outra jogada na frente, o que não impediu o Barra Mansa, após muita insistência, de marcar o seu segundo gol já no fim do jogo.


Drobscky terá uma semana para tentar corrigir os erros de posicionamento da equipe, erros que não foram fatais contra o frágil adversário desta noite, mas que poderão sê-los contra o Flamengo no próximo domingo, sobretudo porque teremos a importante ausência de Wellington Silva na lateral direita. Veremos, então, se o novo treinador consegue, ainda em início de trabalho, interferir positivamente na equipe, corrigindo falhas que ficaram bastante explícitas hoje.

Imagem: Lancenet.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Alívio para Drubscky

A vitória de hoje ainda não teve a cara de Drubscky, mas já começou a apagar a de Cristóvão. Reconhecer que Fred e Walter não produzem juntos, e que este é reserva daquele, já foi um primeiro passo. 

Mesmo sem se esforçar muito, o Flu venceu a Cabofriense por três gols a zero - Gerson, Edson e Fred - e conseguiu, pelo menos, ante o empate do Madureira ontem, aproximar-se do adversário direto pela vaga nas semis do campeonato carioca. Outra boa consequência foi a retirada de um peso enorme dos ombros de Drubscky, pois se o resultado fosse outro que não a vitória, certamente a responsabilidade ser-lhe-ia imputada.

A vitória não é sua obra, mas uma derrota provavelmente seria. O julgamento popular é implacável, inexorável.

Como eu já disse, vamos dar tempo ao tempo e tempo ao Drubscky. Se Cristóvão teve a paciência e a resignação da diretoria tricolor a seu favor, não seria justo que nós, torcedores, retiremos de Drubscky aquilo que Cristóvão teve de sobra.

Deixemos o novo comandante trabalhar e vejamos se a diretoria tricolor errou ou acertou ao contratar um treinador de baixo orçamento, cujo currículo não é compatível com a grandeza do Fluminense. Se acertar, ótimo para todos nós. Se errar, o preço pode ser alto demais, seja para o nosso Fluminense, seja para as pretensões políticas de Mario Bittencourt. ST

domingo, 15 de março de 2015

A gangorra tricolor

É certo que os desfalques, principalmente de Giovanni, Kennedy e Fred fizeram falta, mas não justificam a postura apática do time do Fluminense na partida contra a equipe de Macaé. O primeiro tempo foi todo da equipe do Norte fluminense, pois o Tricolor, passivo, aceitou a imposição da vontade adversária.

O Flu voltou para a segunda etapa aparentemente mais disposto, marcando mais a saída de bola do Macaé, o que não aconteceu no primeiro tempo, mas a pseudo-pressão não durou muito e logo o equilíbrio foi restaurado.

Confesso que assisti ao jogo com um olho no Flu e outro em Gerson. Se não repetiu as atuações anteriores, porque severamente marcado e posicionado inexplicavelmente mais recuado, ainda era a esperança de algo diferente, de uma jogada especial, uma assistência eficaz, quem sabe um gol...Não era o pior em campo, longe disso, ainda era o pouco de lucidez que havia na equipe, mas Cristóvão, não se sabe por que cargas d’água, resolveu sacá-lo da equipe.

Aí, os homens designados para marcá-lo tornaram-se livres. Sem qualquer outra preocupação, o Macaé passou a dominar o meio de campo e, numa falta bem cobrada, fez o gol da vitória, merecida por sinal.

Além de não saber o que se passa na cabeça do nosso treinador, me intriga o motivo pelo qual o Fluminense, diante de um Bonsucesso, decide o jogo em quinze minutos, pressionando-o de forma avassaladora e, na rodada seguinte, se entrega solenemente ao estilo de jogo do oponente.

As razões devem estar na cabeça de Cristóvão.

De volta à mesmice da irregularidade, algumas constatações devem ser feitas: apesar de os substitutos não estarem à altura dos titulares, o que determinou a derrota do Flu foi a sua postura dentro de campo: frouxo na marcação, espaços nas costas dos laterais sem a devida cobertura e um ataque de risos com Walter, a quem já elogiei em outros tempos. Hoje, porém, além de desinteressado, parece também mal intencionado; Gerson é meia-atacante, não é segundo volante. Gerson deve jogar à frente, municiando o ataque e chegando, ele mesmo, para concluir. Gerson só deve sair de campo por lesão ou expulsão.


Com a palavra, sr. Cristóvão, que vai do acerto ao erro com uma facilidade impressionante. Parece que um padrão de jogo será algo difícil de vermos nesse Fluminense, aliás algo que não se vê há tempos.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Joia rara

A impetuosidade Tricolor durou exatos 30 minutos, tempo suficiente para garantir a fácil vitória por três a zero sobre o fragílimo Bonsucesso. Gérson, com um belo gol de fora da área, Kennedy e Edson fizeram os tentos tricolores. A força ofensiva do Fluminense foi tão evidente que, durante quase cinco minutos, até o primeiro gol, o Flu manteve a posse de bola.

Logo depois da parada técnica, porém, talvez por orientação de Cristóvão, o Tricolor diminiu o ritmo, tocando a bola para esperar um Bonsucesso que não veio. E como o Flu não foi, o jogo tornou-se chato. Sob controle, mas chato.

Na segunda etapa, o panorama não foi muito diferente. O Fluminense dominava as ações, mas não se arriscava, parecendo satisfeito com o resultado. Pareceu bem clara a estratégia de Cristóvão de garantir a vitória e só sair na boa. Num campeonato em que uma vaga pode ser decidida no saldo de gols, não me pareceu, contudo, a melhor opção. Talvez, quem sabe, forçar um pouco mais, fazer cinco ou seis e, aí, sim, sentar-se sobre o resultado. Estava fácil, bastava continuar a pressão inicial por mais quinze ou vinte minutos.

Quem vai entender a cabeça de Cristóvão!?

De toda a sorte, o Flu mostrou naqueles quinze minutos iniciais o mesmo padrão do jogo anterior, o que já é um avanço e um indicativo de que a formação ideal parece ter sido encontrada.

Quanto aos setenta e cinco minutos restantes vale falar sobre um jogador que, aos dezessete anos, pode vir a ser uma das maiores revelações recentes do nosso futebol. Seus passes qualificados, sua visão de jogo e sua propensão a marcar gols indicam que é um atleta habilidoso e inteligente e que, para um dia tornar-se um craque, basta ter a cabeça no lugar.

Não quero me precipitar – em que pese ser esse um pecado permitido ao torcedor -  mas essa jovem promessa tricolor, como já antecipou o Fred, vestirá brevememte as cores da seleção principal. Por isso, uma vez que já chama a atenção da mídia, deverá ser especialmente cuidado, sobretudo quanto ao seu vínculo contratual com o Tricolor para que não seja mais um a partir das Laranjeiras por qualquer trocado.

Vale esforçar-se por mantê-lo ao custo que for necessário. Uma joia como essa não se encontra por aí facilmente e, bem trabalhada, poderá dar frutos muito maiores ao Flu futuramente.


Eu iria até falar da arbitragem tendenciosa que amarelou o Fluminense quase inteiro, mas não vale a pena ofuscar o brilho da nossa joia com a lama desse pau mandado dos energúmenos da Federação, cujos nomes também não citarei em homenagem ao talento de Gerson.

domingo, 8 de março de 2015

Evoé*, Fluminense!

Depois de reiteradas más apresentações, sobretudo a pífia partida contra o Vasco, o Fluminense precisava se redimir. Nenhuma vitória sobre os pequenos seriviria a tal fim. Era preciso que fosse num clássico. E foi. Fluminense e Botafogo foi o melhor jogo do campeonato e o Tricolor fez a sua melhor partida na competição. Nada de exuberante, mas foi a sua melhor apresentação.

Apesar de ter sido superior ao Botafogo durante quase todo o tempo, somente quando fez o segundo gol o Tricolor sobrou. E poderia ter feito mais, não fosse Jefferson. Até então a supremacia tricolor esbarrava no último passe e em alguns lances de azar, como o belíssimo chute de Edson, que não entrou por um milagre às avessas.

Os garotos Kennedy e Gerson fizeram os dois primeiros gols da virada e Fred, o maior artilheiro do novo Maracanã, fez o terceiro para sepultar as pretensões alvinegras.

Foi uma bela vitória, mas não me iludo com ela. Cristóvão, ano passado, nos brindou com atuações espetaculares, como contra São Paulo e Corínthians e outras risíveis, vexaminosas, como contra América de Natal e Chapecoense. Essa irregularidade tirou do Flu a vaga na Libertadores e nos eliminou da Copa do Brasil e, se o nosso treinador não der rapidamente um padrão a este time, continuarei acreditando que ele é apenas um engodo.

Não me iludo, mas comemoro. Como não comemorar o desempenho dos meninos da base, de um leão chamado Edson, de Fred superando mais uma marca? Comemoro, também, muito mais do que a vitória e os três pontos, termos colocado o Botafogo em seu devido lugar e calado a boca de quem ainda não aprendeu que o Fluminense é enorme, e que o respeito é a melhor arma para se evitar um “sapeca iaiá” como o de hoje.


Evoé, Fluminense!

* Por extensão: Expressão de entusiasmo e exaltação; excesso de alegria.

domingo, 1 de março de 2015

De olho no Botafogo

A vitória foi importante para recolocar o Fluminense entre os quatro primeiros colocados na tabela de classificação, mas a minha preocupação maior ao assistir à partida contra o Resende, foi tentar entender como essa equipe poderá vencer o próximo jogo, o clássico contra o Botafogo.

Como sempre costumo dizer, vencer o alvinegro carioca requer uma dose redobrada de vibração dentro de campo. Contra o Fluminense, e isso parece bem nítido, seus jogadores põem os corações nas pontas de suas chuteiras e as vitórias são sempre comemoradas como títulos de campeonato. É recalque antigo, explicável, mas que não cabe aqui reproduzir.

Assim, de olho no Botafogo, vi um Fluminense longe de ser uma equipe combativa e aguerrida como tem sido a de General Severiano. Muito embora tenhamos um elenco mais qualificado, os botafoguenses se superam em disposição, espírito coletivo e vontade de vencer – pelo menos foi isso o que se viu hoje quando venceram no seu primeiro clássivo um adversário melhor tecnicamente, o Flamengo.

A diferença, assim, está na postura dentro de campo. Postura subjetiva – vontade de vencer e objetiva – organização tática. E isso quem resolve é o treinador. Renê Simões é um técnico de terceira, talvez quarta linha, relegado ao ostracismo. Foi ressuscitado pelo Botafogo, porque deve ter cobrado uma ninharia para comandá-lo; mas, mesmo assim, consegue ser mais eficiente que o nosso combalido Cristóvão Borges e seus duzentos mil mensais.

Se o Flu jogar no domingo que vem como jogou hoje – ineficiente na frente e frágil atrás – sem jogadas ensaiadas, organização e sobretudo uma “pegada forte” não vencerá o Botafogo.

Gerson, de segundo volante, apesar de ter se saído bem, porque tem qualidade e é inteligente, é um desperdício. Kennedy, outro da base, é menos inteligente que o seu companheiro. Vai bem por certo tempo, mas não consegue dar seguimento à maioria das jogadas. Quando saiu para a entrada de Walter o time foi mais efetivo e, de um lance do gorducho saiu o gol tricolor marcado por Wellington Silva.

Com Cristóvão no comando penso ser temerária qualquer avaliação técnica sobre os novos contratados. Vejo qualidades em alguns deles, mas todos me parecem, ainda, pouco explorados em seus potenciais. Além da sua debilidade notória para mudar o panorama de uma partida, Cristóvão não consegue nem mesmo criar alguma estratégia alternativa aos bloqueios impostos pelos adversários ao seu monossilábico esquema de jogo.

A vitória foi suada, importante e até merecida, mas as deficiências da equipe, e que se repetem desde o início do campeonato – para não ir mais longe – indicam que ou o Fluminense muda radicalmente seu modo de jogar ou não irá muito longe na competição.


Para vencer o Botafogo e sonhar com algo mais, será preciso superá-lo em força, determinação e organização. Ah, já ia me esquecendo: e evitar faltas próximas à área, uma vez que eles têm bons cobradores e nós, não. Será que conseguiremos? 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Já deu

Mais uma derrota, mais uma péssima atuação, mais constrangimento para o torcedor tricolor. E por tudo o que foi dito antes do clássico, a única coisa que não merecíamos, nós torcedores, era sucumbir a um time medíocre, mas esforçado, como o do Vasco. Enquanto Eurico saboreia seu charuto, o torcedor tricolor amarga mais um fracasso perante o time da colina.

O primeiro tempo foi muito ruim. Feio de doer. Tanto que o Flu deu dois chutes em direção ao gol e apenas um com relativo perigo, após os 30 minutos de jogo. O Vasco sempre tomou a iniciativa e o Tricolor postou-se, inexplicavelmente, atrás, esperando os contra-ataques que não existiram. O adversário teve mais posse de bola, foi mais incisivo e organizado, mas as equipes se equivaleram em fragilidade técnica dentro de campo. Fred quase não viu a cor da bola, Marlone mal, Lucas Gomes inefetivo, Jean sumido e Vinícius, também perdido, indicaram o quão inoperante foi o setor ofensivo do Fluminense.

Some-se a isso um árbitro permissivo, que deixou a violência brotar em cada lance e foi um dos responsáveis pelo baixo nível técnico da partida.

Para o segundo tempo, Cristóvão trocou Marlone, que esteve muito mal na primeira etapa, por Kennedy. Logo depois, sacou Lucas Gomes e colocou Gerson, mas nem o garoto deu ânimo novo ao Tricolor, que continuou apático dentro de campo. Se o Vasco foi melhor no primeiro tempo, sobrou no segundo, pressionando o Flu que, atordoado, não sabia o que fazer no gramado. Duas bolas na trave e a iniciativa total davam a noção da superioridade vascaína, enquanto o Fluminense insistia na ressuscitada e ineficientíssima estratégia de Cristóvão de lançar as bolas de qualquer jeito e qualquer distância para Fred. Todas as jogadas, evidentemente, interrompidas pela boa zaga adversária. A nossa, por outro lado, deixava passar todas as bolas, sem exceção!

O resultado fez justiça ao que foi a partida, em que pese a péssima arbitragem do senhor Luiz Antônio Silva Santos, conhecido pela alcunha de “Índio”. Na segunda etapa compensou visivelmente um pênalti que alguém deve ter alertado que existiu sobre um jogador vascaíno. Parou o jogo, não deixou o Flu dar sequência às jogadas, deixou de expulsar o carniceiro Guinazu, marcou um pênalti duvidoso a favor do Vasco e ainda teve fôlego para expulsar Rafinha sem, nem mesmo, ter-lhe aplicado anteriormente o cartão amarelo, numa falta que valeria apenas a advertência deste último cartão.


Mas nem a pífia arbitragem apagou o pífio desempenho do Flu. 

O Vasco, certamente, encontrou mais dificuldades contra o Barra Mansa, durante a semana, do que contra o Tricolor. E o Fluminense nunca pode jogar como o Barra Mansa e nem pode ter um treinador de um time como o Barra Mansa. Chega da mesmice de Cristóvão. Esse filme todos já conhecemos. Já deu.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

As cinzas tricolores

Na quarta-feira chuvosa de Volta Redonda, as cinzas foram todas tricolores.

Mal no primeiro tempo, quando o time centralizou o jogo e abdicou da sua principal arma, a jogada pelas laterais, o Fluminense foi menos do que uma sombra do que vinha sendo no campeonato até então. Marlone e Robert eram os piores em campo, e o tricolor só foi um pouco mais perigoso quando utilizou, principalmente, a lateral direita, com Wellington Silva e Lucas Gomes. Dois chutes deste último e uma cabeçada perigosa de Fred e mais nada.

Cristóvão detectou os problemas tricolores e sacou Robert logo no intervalo. Demorou mais quinze minutos para tirar Marlone. O Flu era melhor em campo quando Wellington Silva, tão eficiente na frente, foi suplantado na marcação pelo rápido jogador adversário, que, sem uma cobertura eficiente, chegou livre para marcar o gol da equipe do Volta Redonda.

O Tricolor novamente foi para cima e Vinícius, que substituíra Robert, deu excelente passe para Wellington Silva – herói e vilão – deixar Jean livre para marcar o gol de empate do Fluminense. Com o ânimo renovado, o Flu passou a pressionar em busca do gol da vitória, quando Jean – também herói e vilão – deu um passe açucarado para o adversário encontrar seu companheiro livre e a nossa defesa desguarnecida e marcar o tento da vitória.

O Fluminense ainda foi à frente, mesmo correndo o risco de sofrer o terceiro gol – o que quase ocorreu – e por pouco não empatou a partida, o que, nas circunstâncias – Edson saiu contundido e deixou o time com menos um em campo – não seria tão ruim.

Fred chegou com perigo três vezes de cabeça. Por pouco não fez o seu gol. Mas não era noite para o Tricolor. Foi uma noite de heróis e vilões, Jean e Wellington Silva, e de um vilão, o árbitro, que segurou o time do Flu com faltas inventadas, outras invertidas e deixou de assinalar um pênalti claríssimo no segundo tempo. Convertido, muito provavelmente estaríamos agora comemorando outra vitória.

Que sirva de alerta a derrota para que todos saibam que temos um time em formação, que precisa de tempo e jogos para se firmar e que, se não temos uma equipe muito pior do que as outras, também não temos uma muito melhor. A diferença deste Fluminense de 2015 para os dois últimos que vimos no biênio 2013/2014, será a dedicação dentro de campo, o espírito coletivo e muita fé para que soframos poucas baixas durante a temporada.


Que venha o Vasco!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ufa!

Contra o Bangu e seu novo segundo uniforme – de gosto duvidoso, por sinal – o Flu fez um primeiro tempo um tanto econômico, por vezes confuso, mas eficiente. Wellington Silva parece querer apresentar-se como o melhor parceiro de Dom Fredon. O artilheiro marcou um belo gol e quase fez outros dois em lançamentos perfeitos do lateral. Aliás, para se livrar da forte marcação banguense, a saída foi o canto do campo, mais pela direita, com Lucas Gomes e Wellington, do que pela esquerda, com Giovanni e Marlone.

Na volta do intervalo, Cristóvão anunciou que trocaria Victor Oliveira e Lucas Gomes por Mattis e Robert. A sua intenção era melhorar a “triangulação” na frente. Particularmente, eu não vi necessidade e também não vi melhora da equipe. Ao invés disso, o time piorou, abdicou das jogadas pela direita e passou a ter menos jogadas ofensivas. O Bangu, é claro, gostou. E passou a controlar o meio e a levar perigo à nossa defesa. Primeiro, um gol aparentemente mal anulado. Depois, numa falta muito bem batida, fez o gol de empate.

Mesmo com o Flu jogando mal, Fred parou algumas vezes no bom goleiro banguense e Marlone, mais uma vez, perdeu gol incrível.

 sombra de um empate indesejado, o Tricolor partiu para cima e, Robert, que até então pouco aparecera, resolveu dar sinal de vida pela esquerda. Por lá, mesmo sem a triangulação imaginada pelo treinador, recebeu passe milimétrico de Jean e fez um golaço, digno de gente grande.

Quando Cristóvão fez duas substituições no intervalo, principalmente quando trocou um zagueiro por outro – sem aparente necessidade – arriscou perder opções para mudar o panorama da partida. Teve que encontrá-la dentro de campo, na medida em que deslocou o jovem de Xerém para a esquerda e, por lá, a equipe encontrou o gol. Foi salvo pela habilidade do garoto, porque se o gol não sai seria, com justiça, muito criticado pelas substituições que fez e responsável direto pela perda de pontos importantes.


Se o Flu, assim, ainda não foi o que dele se espera, demonstrou, como já vinha demonstrando, ser uma equipe que está em busca do melhor entrosamento, mesclando jovens e veteranos, o que lhe dá uma característica peculiar, bem diferente da que vimos nos dois últimos anos: o time passa a ser experiente e ágil. E a mais clara consequência disto é a facilidade com que o artilheiro Fred tem encontrado oportunidades para marcar.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Uma boa impressão

É sempre temerário traçar um panorama do que pode render uma equipe a partir de uma única partida, sobretudo quando esta é a primeira de um torneio que não pode servir de parâmetro para o restante da temporada. Afora os grandes clubes, e neles incluo o Botafogo em respeito ao seu passado, nenhum dos demais representa um grande desafio para as equipes de maior investimento.

De toda a sorte, sempre é muito bom começar o ano oficial com vitória. Foi magra, mas foi importante, porque tirou dos novatos que estrearam hoje o peso da primeira vez diante da torcida com o manto tricolor. E ela foi construída no primeiro tempo, quando o time foi melhor, em que pese um ou outro erro de posicionamento da defesa.

Dos quatro (depois cinco, com a entrada de Marlone) novatos tricolores, gostei mais do Lucas Gomes, que saiu no intervalo de jogo. Apesar do nervosismo da estreia, contudo, nenhum deles me decepciono. O já citado Lucas foi muito bem pela direita em parceria com Renato. Vinícius fez um belo gol, demonstrando frieza e categoria. Victor Oliveira não comprometeu na zaga e, me pareceu mais seguro que Mattis e Giovani, apesar de mais discreto – percebeu-se durante a transmissão a preocupação de Cristóvão com os seus avanços – também fez algumas boas jogadas. Por último, Marlone mostrou que tem boa técnica, mas, ansioso, desperdiçou algumas oportunidades.

Imagino que, com o tempo, os jogadores que se foram não deixarão saudades. Se não temos tanta qualidade como antes, o time sobressai-se em disposição.

O Flu venceu bem, oscilou alguma coisa na defesa, o que se justifica pela falta de entrosamento e deu espaços ao adversário a partir do primeiro quarto do segundo tempo. A saída de Vinícius, trocado por Walter, talvez explique essa foruxidão no meio. Alguns sustos, mas, no todo, o Tricolor controlou bem o jogo, marcou com consciência e foi disciplinado na maior parte do jogo.

Como eu disse, nenhum panorama pode se traçar tão precocemente, mas a minha primeira impressão foi bem melhor do aquela que o time me passou nos dois jogos da Florida Cup. E foi bem melhor do que eu imaginava para o Flu depois de perder quase meio time.


Se perdemos o rótulo da qualidade técnica, penso que ganhamos outro, o de uma equipe preponderantemente raçuda. Rejuvenescido dentro de campo, esse “novo” Fluminense, mais ágil, pode dar um bom caldo.

Avante, Fluminense! ST!