Mostrando postagens com marcador sócio-torcedor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sócio-torcedor. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Os novos planos de associação e o dever de informação

Eu tive a oportunidade de escrever, aqui mesmo no Panorama Tricolor, um texto nominado “Cem mil maníacos pelo Fluminense”, em que defendi a tese de que cem mil sócios torcedores dariam a sonhada autossuficiência ao Tricolor. Para tanto, sugeri algumas ideias a fim de fidelizar o torcedor ao projeto, evitando-se um dos maiores problemas da sobredita associação que é a volubilidade do sócio, normalmente atrelada à situação da equipe dentro de campo.

Assim, após meses de estagnação no que concerne ao aporte de novos associados e à inação do departamento de marketing tricolor, a esperança ao que parece se renova. Foram apresentados esta semana novos planos de associação que serão geridos pelo Fluminense e operacionalizados pela empresa Golden Goal Sports Ventures Gestão Esportiva Ltda – leia-se Chime Sports Marketing (CSM), grupo de marketing inglês (dono das marcas Icon, Fast Track, Iluka e Essencialy) que adquiriu 60% da Golden Goal Sports Ventures para entrar no mercado nacional de marketing desportivo.

À primeira vista, a CSM é uma empresa expert no assunto, responsável, inclusive, pelo marketing nas ruas de Londres por ocasião das Olimpíadas naquela cidade. E a Golden Goal Sports, vamos chamá-la assim, também atua gerindo os negócios do A. C. Milan no Brasil, operacionaliza o projeto cidadão rubro-negro e gere os camarotes do Engenhão, dentre outros projetos menores, informações estas obtidas no site da empresa.

O Fluminense, assim, descentralizou a operacionalização do seu projeto de sócio-torcedor e os resultados mais próximos estão aí: cinco novos planos de associação, o que, para um clube que não possui um estádio moderno, onde sejam vinculados aos planos a utilização de camarotes e lugares cativos, está de bom tamanho.

Se o projeto vai deslanchar, isso é outra história.

Para o presidente Peter, conforme anunciou no dia do lançamento dos novos planos, o sucesso da empreitada dependerá do engajamento do torcedor. Neste ponto, eu ouso discordar do nosso mandatário, uma vez que se dependesse apenas de engajamento, nenhuma das contrapartidas anunciadas nos recentes modelos de sócios seriam necessárias, bastaria o velho programa, que nunca ultrapassou o patamar dos vinte e cinco mil sócios-torcedores.

O engajamento é necessário, contudo é preciso mais.

As novas vantagens, evidentemente, incentivarão o torcedor a aderir ao programa ou a migrar para outro plano que lhe pareça mais interessante, mas o que efetivamente motiva o torcedor verdadeiramente engajado é o seu amor pelo clube. Este fica. Aquele que se associa apenas pelos benefícios de que poderá usufruir deriva à mercê da maré e poderá, como sói acontecer, cancelar seu título ante eventuais sequências de resultados ruins ou resultados acachapantes. Não deveria ser assim, mas, infelizmente, a volatilidade da torcida é algo com que se deva lidar.

Talvez antevendo situações como essas, a empresa fez constar do novo contrato – leiam, por favor, no novo portal do sócio torcedor em https://www.sociofutebol.com/conteudo/14 - uma cláusula que prevê multa ao associado que desistir do plano contratado – a multa não incidirá se o sócio não renovar o contrato ao seu término, o que deverá ser expressamente manifestado na forma do disposto no item 5.10.1.

À evidência, é um direito da empresa resguardar-se, mas não acredito que essa seja a forma adequada de tratamento a quem aderiu ao projeto espontaneamente, por amor ao seu clube, em razão do que seria plausível que lhe dessem o direito de também sair sem qualquer ônus, principalmente porque não estará indenizando a empresa por serviços usufruídos, mas pagando verdadeira multa contratual. Talvez isso seja um obstáculo que se contraponha aos novos benefícios, fazendo com que vantagens e desvantagens se compensem, o que poderá inviabilizar a adesão da quantidade de novos sócios pretendida.

Essa fidelização à fórceps é comum nos contratos de telefonia celular, TVs a cabo etc, mas não me parece que caia bem numa relação entre o torcedor e o seu clube, onde a liberdade de ir e vir, apesar de gerar insegurança para o destinatário das verbas, deveria ser respeitada. No mínimo, informada com ampla divulgação.

Aí está a cláusula do contrato que impõe a multa:

13.1.1. Caso o torcedor não tenha interesse em manter o plano contratado com o Programa, deverá avisar à EMPRESA RESPONSÁVEL através da Central de Atendimento no número (21) 3385-9930 disponível no site, informando sobre a sua intenção. Nesta hipótese, o usuário deverá pagar, a título de multa pelo cancelamento antecipado, 50% (cinquenta por cento) do restante do valor que ainda seria devido pelo usuário em razão do plano contratado e do período restante de contrato.

De toda a sorte, mesmo que se entenda que a cobrança da multa é justa – note-se, vale repetir, que o sócio desistente indenizará a empresa por benefícios de que não usufruiu – seria prudente que o Clube, principal beneficiário da renda de seu associado, fosse claro ao prestar as informações ao torcedor que pretende aderir ao projeto, sob pena deste sentir-se lesado futuramente. Essa informação eu descobri ao ler o contrato e não foi divulgada pelo Fluminense através de seus canais oficiais e nem consta do novo site do portal do sócio em sua página principal ou na chamada para os planos de associação.

E não foi apenas isso o que descobri. Como sócio-torcedor, recebi um email informando que eu deveria atualizar a minha senha de acesso ao portal. Como determinado, fui direcionado a uma nova página do programa sócio-torcedor – não aquela que se acessa através do site oficial do clube – onde criei uma nova senha e conheci o novo ambiente virtual. Vasculhando o local, no campo referente à assinatura, verifiquei que lá constava que a minha forma de pagamento seria boleto bancário, o que me causou estranheza, pois sempre realizei a minha contribuição por débito em cartão de crédito. Fiz a mudança para débito em cartão, mas imaginei que tal fato deveria ter sido explicado, uma vez que outros dados do meu perfil pessoal não estavam atualizados, como o meu endereço. Ou seja, se não tivesse percebido a alteração na forma de pagamento, como receberia o boleto bancário para quitação se nem mesmo o meu endereço residencial constava dos arquivos do portal? Tal fato, por certo, poderá causar problemas a muitos tricolores desavisados.

Entendi, então, que ao atualizar a minha senha, aderi automaticamente à renovação de meu programa sócio-torcedor, agora gerido pela empresa Golden Goal Sports - cuja data do pedido consta como sendo o dia 30 de março de 2015, primeira cobrança, e a última cobrança está indicada como sendo em 10 de janeiro de 2016 - inclusive acatando um contrato cuja leitura e aquiescência não foram pré-requisitos para a adesão e que não existia no programa anterior.

A empresa, em que pese -  não duvido disso – suas melhores intenções na operacionalização do projeto de associação ao Fluminense, faltou com o seu dever de informar com a mesma amplitude vantagens e desvantagens do novo projeto.

Assim, mais do que benefícios e outras contrapartidas, o que realmente fidelizará o torcedor, seja ele engajado ou não, é o dever de informação, corolário da transparência e da boa-fé que devem nortear as relações entre o clube e o seu sócio, além da prestação de contas dos valores auferidos, a fim de que se verifique, como também prometeu o presidente Peter em entrevista ao globoesporte.com, se os mesmos serão utilizados na formação da base em Xerém e na contratação de um grande elenco.

São atitudes simples, mas que indicam que essa parceria pode ser duradoura se houver confiança recíproca de ambas as partes. Para o torcedor engajado, a confiança num projeto sério e transparente é o seu maior incentivo para fidelizar-se como sócio do Fluminense.

Frise-se, por fim, que independentemente da justiça da cobrança – cujo mérito não discuto aqui – a Golden Goal Sports e o Fluminense, pois ciente do contrato de adesão, falharam ao não dar a devida publicidade às novas regras, sobretudo no que concerne à contrapartida do sócio em pagar multa em caso de desistência do plano durante a sua vigência, o que constitui, sem sombra de dúvida, falha no dever de informação, uma vez que tal previsão não incidia sobre os contratos de associação firmados antes de 31 de março de 2015.

Transformar uma relação que se baseava, preponderantemente, na espontaneidade e solidariedade do torcedor numa relação precipuamente consumerista, pode parecer profissional e até ser financeiramente mais proveitosa para o clube e a Golden Goal, mas se assim pretendem agir, que não se esqueçam de cumprir as determinações legais que protegem os consumidores, mormente aquela que já se descumpriu e consta do artigo 8º. do Código de Defesa do Consumidor.

Vale lembrar aos gestores do Clube que o torcedor sempre será o seu maior e mais fiel parceiro e assim merece ser tratado. Advertência oportuna que se faz para que a relação torcedor-Fluminense-Golden Goal seja longa e proveitosa para todos.


Foto: FFC



domingo, 14 de dezembro de 2014

Cem mil maníacos pelo Fluminense

(Publicado no site Panorama Tricolor em 14.12.2014)

Cem mil sócios-torcedores salvarão o Fluminense. Metade disso, nas condições atuais, com as verbas de patrocínios da Adidas e Viton 44, receitas de bilheterias, direito de transmissão, vendas de jogadores, exploração da marca já seria suficiente, estando as dívidas equacionadas, para dar uma tranquilidade financeira ao clube. Mas, cem mil – cerca de três milhões mensais, ou trinta e seis milhões anuais, traria a almejada autossuficiência, ou seja o Fluminense não dependeria de nenhum patrocínio-master, além do patrocínio de seu próprio torcedor, para se manter. E com sobras.

O sonho de se ter a torcida como maior investidora do clube não é uma utopia, mas é preciso que se conheça o seu perfil para que o produto seja definitivamente adquirido, uma vez que a volubilidade é a marca principal do torcedor, de qualquer torcedor brasileiro, e não apenas do tricolor.

Quem nunca ouviu alguém dizer, após alguns maus resultados da equipe, que deixaria de ser sócio? “Não vou dar dinheiro para esse clube que só faz vergonha!” talvez seja uma das exclamações mais lidas e ouvidas após uma sequência de derrotas. O torcedor é volúvel e essa volubilidade não se coaduna com a fidelidade que se exige de um sócio-torcedor, sobretudo quando o destino do clube está nas mãos do dinheiro que ele investe mensalmente.

E o que seria preciso fazer para fidelizar esse torcedor? De antemão aviso que não sou expert no assunto. Sou, como tantos outros, apenas um torcedor apaixonado pelo Fluminense que passa os dias tentando encontrar uma solução para os problemas do clube. Aliás, problemas que deveriam estar sendo pensados e discutidos pelo próprio Clube através de seu Departamento de Marketing.

Abro aqui um parêntese para repudiar a ideia, recentemente veiculada pela imprensa, de que o projeto sócio-torcedor poderá ser terceirizado. Essa transferência de responsabilidade, a meu ver, representaria o reconhecimento da inépcia do Marketing tricolor em alavancar o número de sócios-torcedores e um risco concreto de transferir a terceiros dados de torcedores aptos a participar das eleições presidenciais do clube. Sem falar, é claro, nos custos do processo, valores estes que poderiam reverter integralmente para o Fluminense e seriam fatiados com uma empresa que, por óbvio, objetiva o lucro. Lucro que, definitivamente, não combina com paixão de torcedor.

Trata-se de uma decisão polêmica e que deverá ser debatida previamente com os setores interessados do clube (sócios e conselheiros) a fim de que se dê à mesma transparência necessária, evitando-se, assim, prejuízos ao Fluminense e aos seus sócios.

Fecho o parêntese.

E o que seria preciso para fidelizar o torcedor tricolor? Digo fidelizar; não somente associar. O torcedor deve ser fiel ao projeto, porque a sua instabilidade não pode ser fator de desequilíbrio das finanças do clube. Nesse ponto é preciso distinguir dois tipos específicos de tricolores que potencialmente se associariam ao clube: o primeiro é aquele que deseja vantagens em contrapartida ao dinheiro que sai de seu bolso; o segundo é aquele que contribui somente por amor e não deseja nada em troca. Evidentemente, o primeiro grupo é exponencialmente maior e é nele que as projeções do Marketing devem focar, sem, é claro, desconsiderar o segundo grupo; o primeiro é volúvel, o segundo, consciente, não. A partir dessa fotografia inicial dos potenciais sócios-torcedores, pode-se trabalhar com eficiência na busca dos cem mil.

Os benefícios oferecidos pelo programa, como descontos em produtos, vantagens na compra de ingressos – prioridade e preços reduzidos – possibilidade de votar nas eleições presidenciais após dois anos, acesso a áreas específicas do clube etc, são, afora os reduzidos descontos em bens de consumo, relacionados ao futebol tricolor e, portanto, não vinculativos, ou seja, se o futebol vai mal não serão as benesses a ele relacionadas que  fidelizarão o torcedor como associado. Nessa toada, se o time desmorona dentro de campo, a associação fracassa fora dele.

Portanto, para fidelizar esse primeiro grupo é preciso mais, algo que o mantenha vinculado ao clube por outros motivos que não apenas o futebol. Dinheiro, leia-se sorteio de quantias mensais entre os sócios e descontos relevantes em produtos com a marca tricolor, é uma boa alternativa. O Internacional, por exemplo, possui mais de 126 mil sócios torcedores, quarenta mil a mais do que o seu rival Grêmio, e aplica diversos pacotes de associação a preços reduzidos, inversamente proporcionais à distância da residência do associado da sede do clube, no Estádio Beira-Rio. Além disso, como forma de devolver ao sócio colorado parte do que ele investe nas mensalidades, também oferece um produto denominado Fidelidade Premiada. Trata-se de uma promoção lastreada em títulos de capitalização que distribui, no mínimo, R$ 4 mil por mês entre os sócios adimplentes, R$1 mil reais por sábado.

Não seria irrazoável sugerir, também, o sorteio de um automóvel ao fim de cada temporada. São prêmios que não onerariam o clube e retribuiriam a fidelidade do torcedor, mantendo-os, por conseguinte associados independentemente das intempéries da equipe durante o ano. Não é preciso terceirizar o projeto para se pensar algo assim; é preciso pensar e trabalhar.

Por outro lado, também é necessário incutir no torcedor que ele não será um mero contribuinte. Será um investidor e a sua contribuição mensal reverterá integralmente, sem intermediários, para o pagamento de jogadores, comissão técnica e funcionários, dando-se, assim, um viés de investimento à sua contribuição. O torcedor pagará para ver o Fluminense forte e ainda terá direito às demais vantagens do projeto. Ganhará em dobro!

Hoje temos pouco mais de 23 mil sócios-torcedores, em 11º. lugar do ranking de sócios-torcedores, número bem aquém do potencial do Fluminense. Neste número estamos, em grande parte, todos aqueles que contribuem por amor; falta, contudo, abarcar o grande filão, o tricolor volúvel. Este fará a diferença e a sua fidelização será fundamental para o sucesso do empreendimento e para a autossuficiência do clube. Para tanto, será preciso dar-lhe um retorno maior em benefícios e, principalmente, mostrar-lhe que os recursos que investe serão aplicados integralmente em benefício do clube.

O Fluminense pode alcançar a autossuficiência. Não é uma quimera; é um sonho possível que se realizará quando o tricolor se conscientizar de que o seu investimento é uma ação de amor e de fé; amor incondicional pelo Fluminense e fé nos gestores que o administram – escolher o presidente do clube será, para o sócio-torcedor, estar representado no comando tricolor e acreditar na escolha realizada. Quando qualquer um dos dois faltar, nem mesmo prêmios milionários garantirão a permanência do sócio.

O Marketing sobrevive de ideias. Se pensarem um pouquinho encontrarão soluções bem melhores do que as apresentadas aqui. Basta pensar e trabalhar com afinco para o bem do Fluminense.

Avante, Fluminense! ST









segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A Terceirização e o Projeto Sócio-Torcedor

O Blog Dinheiro em Jogo, no globoesporte.com (http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/dinheiro-em-jogo/1.html), publicou uma pequena nota dando indícios de que o Fluminense, através de seu marketing, tenciona terceirizar o projeto de associação de seu torcedor, programa sócio-torcedor.

Não há nada oficial. O próprio blog informa que se trata apenas de um estudo, mas onde há fumaça há fogo. E é preciso cuidado.

Que não se concretize essa intenção. O programa de associação ao clube na modalidade do futebol é o que há de mais importante na relação clube-torcedor. O sócio-torcedor é, em regra, aquele que contribui para o seu clube sem esperar maiores contraprestações. Contribui por amor. Muitos nem mesmo residem na cidade do Rio de Janeiro e pouco utilizam os descontos e prioridades nas aquisições dos ingressos. E os que aqui residem dispensam a parte social do clube, desejam ser sócios exclusivamente do futebol do Fluminense.

Terceirizar, de que forma for, significa contaminar essa relação. Primeiro, porque não se mistura dinheiro com paixão. Não há como se negar que qualquer empresa que assuma o projeto - se ele for terceirizado, é claro - visará o lucro. E quando uma empresa pretende o lucro, e sempre pretenderá, porque esta é a finalidade da sociedade empresarial, fará de tudo para obtê-lo. Sócios e o próprio Fluminense ficarão em segundo plano. Em segundo lugar, terceirizar significa entregar a pessoas que nem mesmo torcem para o Fluminense a gestão de um produto que é a essência do Clube. É entregar seu bem mais valioso para ser administrado por terceiros, quando nada há que impeça a sua autogestão.

Nada me convence de que um projeto como este necessite ser delegado a terceiros.  Custos operacionais? Isto o próprio valor da contribuição mensal paga, e provavelmente nele já está embutido.

O torcedor tricolor paga a sua mensalidade com orgulho de contribuir para a autossuficiência de seu clube do coração. Este é o propósito: que os valores sejam revertidos em prol do Fluminense Football Club. Se pairar qualquer dúvida sobre essa finalidade o projeto malogrará. O torcedor entrega o seu dinheiro ao Fluminense, porque é o Fluminense; não entregaria a ninguém em seu nome, principalmente a pessoas sem qualquer compromisso ou relação com o clube.

Terceirizar o projeto sócio-torcedor será o início de seu fim. A torcida, se a ideia for levada adiante, precisa se mobilizar para evitar essa lesão ao seu patrimônio.

Imprescindível que os mandatários tricolores promovam um debate prévio, com ampla oportunidade de manifestação, convocando o Conselho Deliberativo do Clube para que avalie e ratifique ou impugne os termos do contrato, evitando-se, assim, uma decisão à revelia dos representantes dos sócios do Fluminense Football Club, que são legítimos interessados na preservação dos valores de nosso Clube. Dessa forma nossos gestores demonstrarão sensibilidade e respeito ao maior patrimônio que o Fluminense possui, que é o seu torcedor.

Avante, Fluminense! ST