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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Fluminense versus Atlético MG

Um empate com sabor amargo, ante as chances desperdiçadas contra um Atlético MG que errou demais, erros que foram pouco aproveitados pelo Fluminense.

Provavelmente o Tricolor tivesse saído do primeiro tempo com uma vitória parcial, não fosse o grave erro de Henrique no gol do Galo aos dois minutos de jogo. Aliás, Henrique erra reiteradamente, mas seus equívocos só chamam a atenção quando resultam em gols, como hoje.

O gol do Atlético logo no início da partida desnorteou o Fluminense. Mesmo atordoado, porém, conseguiu ser melhor do que o Galo. Scarpa perdeu duas boas chances e depois, mesmo sem goleiro, o Flu não conseguiu marcar o tento de empate.

Era visível, contudo, que aos poucos o gol tricolor amadurecia. O Atlético não ameaçava e o Flu passou a dominar o meio de campo. Após passe de Cícero, Scarpa, enfim, empatou a partida. A derrota parcial seria injustiça, mas o Flu merecia a vitória ante as chances perdidas, que não foram muitas, mas premiaria a única equipe que almejou com mais eficiência o gol adversário.

Na segunda etapa o Flu procurou manter o mesmo ritmo, pressionando a saída de bola, forçando o erro do Galo, mas o time mineiro melhorou. Não muito, mas pelo menos foi mais ofensivo e arriscou mais na frente. O jogo ficou mais equilibrado, mas com a saída de Richarlisson, a meu ver, o Atlético passou a ser melhor.

Embora não estivesse bem, Richarlisson dava muito trabalho à defesa mineira, tendo sido responsável pelos seus dois únicos cartões amarelos. Osvaldo pouco ou nada fez, senão perder um gol aos 35 e outro já nos acréscimos, após excelente chance também perdida pelo Magno Alves.

Apesar de não ter jogado bem, o Flu conseguiu ser melhor do que o Galo e merecia a vitória, mas esbarrou nos mesmos erros do jogo contra o Botafogo: desperdiçou vários contra-ataques por erros de passes e cansou no fim.

O Tricolor não soube aproveitar os erros defensivos do Atlético e aqueles que ele próprio provocou com uma marcação avançada, algo que Levir precisa tratar de corrigir.

A vitória contra o Galo hoje seria fundamental para as nossas pretensões no campeonato e não seria nenhuma excepcionalidade, pois o Fluminense foi superior a maior parte do tempo e perdeu as melhores chances de gol.


O resultado não foi ruim, mas a vitória ficou por um triz. E é esse triz que pode fazer a diferença no fim da competição, para o bem ou para o mal.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Previsível, Inepto, Sonolento...


Se Cristóvão é um estudioso do futebol, deve estar até agora estudando uma forma de o Fluminense vencer o Atlético. Somente tamanha lerdeza de pensamento e atitude, e alguma dose de incompetência, podem justificar o fato de o nosso treinador, via de regra, não apresentar soluções para os dilemas que os adversários oferecem dentro de campo.
 
Daí, talvez, a inconstância da equipe, inclusive dentro da partida. Quando começa mal o jogo, dificilmente Cristóvão encontra uma forma de alterar o panorama da partida. Quando começa bem, como hoje, em que fez um primeiro tempo melhor do que o do galo, parece “travar” quando o treinador adversário acerta a sua equipe.  

Foi o que eu vi no empate contra o Atlético. 

Depois de um primeiro tempo que não foi espetacular, mas foi promissor na medida em que duas boas testadas, uma de Fred, outra de Cícero na trave, fizeram o torcedor acreditar que na segunda etapa o Flu voltaria avassalador, a frustração foi absoluta com o desenrolar do segundo tempo de jogo. 

A proposta atleticana sempre foi clara: marcar forte, jogar recuado e sair rapidamente nos contra-ataques e no erro Tricolor. Critóvão sabia disso, mas não conseguiu dar ao Flu opções ofensivas quando o Atlético acertou a marcação e bloqueou nossos ataques. Sem alternativas, o que se viu foi um festival de bolas laterais e a velha jogada “letal” de atirá-la de qualquer forma em direção ao Fred. Nada mais inócuo. 

Atônito à beira do campo, Cristóvão deveria estar pensando: “O que eu faço agora? Tiro o Conca de novo? E o Fred? Não, se eu fizer isso a torcida me crucifica...”. Primeiro fez o óbvio ao tirar Fernando, mal em campo, e por Chiquinho, nada que significasse uma alternativa ofensiva ou uma surpresa ao adversário. E, por mais de trinta minutos, Cristóvão elucubrou sobre como modificar aquela situação adversa. Aí, sacou Edson e pôs Kennedy que, na primeira boa jogada de que participou recebeu livre, poderia ter concluído em gol, mas preferiu servir Fred. Kennedy é um garoto que, à sombra de Fred, dificilmente terá ousadia para tentar algo diferente do que servi-lo. Se já é assim com a maioria dos jogadores, com o garoto da base tricolor isso é muito mais visível. 

De qualquer forma, Kennedy foi uma opção, a destempo, mas uma opção. 

Cristõvão, mesmo diante de uma equipe que jogava integralmente recuada, manteve seu esquema inepto por mais de setenta e cinco minutos e, quando, enfim se decidiu, já era tarde demais.  

Durante a semana, e até antes dela, nosso treinador repetia o fato de que o Fluminense vinha empatando demais e era preciso engrenar uma sequência de vitórias. Seu desejo, porém, não encontra qualquer respaldo nas suas atitudes dentro de campo: ora peca por omissão, ora peca por ação, mas tem pecado sempre. 

Cristóvão, o ex-São Cristóvão, tem se tornado um pecador contumaz. 

Até quando? Parece que hoje a paciência da torcida chegou ao limite. Na verdade, esse limite já foi atingido anteriormente, mas a torcida, ainda fiel à esperança de dias melhores, tem sido tolerante com o treinador tricolor. Hoje, no entanto, diante de um adversário direto, numa partida que valia “6” pontos, a cota de equívocos transbordou, e Cristóvão ouviu poucas e boas. E com razão.

O Fluminense patina há várias rodadas, faz que vai e não vai, e a sonhada vaga na Libertadores, prêmio de consolação para uma equipe que, vergonhosamente, foi eliminada da Copa do Brasil e da Sulamericana, está a cada dia está mais distante.
 
E se ela não for alcançada – e parece que não será – parte dessa culpa será de Cristóvão. A outra parte, já disse amiúde, se deve ao mau planejamento, a uma administração pusilânime e ao descompromisso de alguns jogadores que, durante a temporada, estiveram mais preocupados com questões financeiras do que com o exercício de suas funções dentro do gramado. 

Mas hoje, e também contra o Bahia, e em algumas outras oportunidades, foi a vez de Cristóvão demonstrar toda a sua fragilidade, fragilidade que não combina com a grandeza do Fluminense.
 
Avante, Fluminense! ST
 
 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Acordou Tarde


Atlético Mineiro e Botafogo, a meu ver, possuem algumas semelhanças que vão desde as cores alvinegras até o complexo mesquinho de eternos injustiçados. Mas entre estas há outra que lhes é peculiar: contra o Fluminense jogam como se fosse a partida da vida, exagerando na disposição, que extrapola, quase sempre para a violência, além da catimba natural de quem protege um resultado positivo contra o Flu como se fosse um troféu.
 

Foi o que aconteceu hoje: estádio com carga total vendida, Diego Tardelli, que há muito não via a cor da bola, fez partida brilhante e Levir Culpi em noite de Cuca, e tudo isso depois de um empate frustrante contra o Criciúma no mesmo local e há poucos dias. É claro que contribuíram para a vitória atleticana erros infantis cometidos pelo goleiro e pela defesa de um modo geral.



O Fluminense fez um primeiro tempo ruim, bem distante das melhores partidas sob o comando de Cristóvão. Sóbis e Walter ficaram isolados na frente, a equipe não marcou a saída de bola adversária como em outras oportunidades, perdeu divididas, foi lento na saída para o ataque e não criou no meio.



Mesmo com mais posse de bola e finalizações, o Flu não conseguiu ser verdadeiramente perigoso, dando muito campo ao adversário no meio.



Apesar disso, a defesa esteve bem postada, exceto por uma ou duas rebatidas equivocadas, e evitou maiores problemas.



Salvo uma boa jogada de Carlinhos que culminou numa ótima cabeçada de Sóbis, o Flu pouco fez. Walter, de tão isolado, voltou para buscar jogo e, num único lance em que conseguiu se desvencilhar da marcação, arrematou mal. Foi um tempo de muita ligação direta defesa (às vezes goleiro) – ataque, o que impediu que o setor ofensivo recebesse bolas em condições de criar reais situações de perigo ao galo mineiro.


Não faltou, contudo, a disposição costumeira.



O Flu começou melhor o segundo tempo, mas num contra-ataque fulminante, e após erro do goleiro Felipe ao hesitar em sair na bola alçada, o galo marcou seu gol. A partir daí, o Tricolor passou a correr, demonstrando claramente que fez um primeiro tempo acomodado com o empate.
 

Acordado, partiu para o ataque, mas num novo contragolpe, Chiquinho, falhou na marcação e permitiu que a adversário conduzisse livre a bola e centrasse, bola que passou a 20 cm das mãos do goleiro Felipe sem que este esboçasse sequer reação para cortá-la, para Tardelli entrar livre e empurrar para as redes.
 

A partir daí o Flu tentou no abafa, mas ainda desorganizado. Teve boas chances, uma com uma falta bem cobrada por Conca no travessão, outra num bom chute de Walter defendido à queima roupa pelo goleiro atleticano e duas chances claras perdidas por Kennedy.
 

E ainda teve Michael, que nem mesmo tocou a bola, expulso infantilmente, irritado pela catimba adversária, o que prejudicou, é claro, eventual reação.
 

Apesar da luta, repetiram-se os erros das derrotas para Vitória e Grêmio, inclusive a ineficiência ofensiva, com uma agravante: hoje o Flu (comparando-o consigo mesmo) foi bem pior em todos os aspectos. Exceto pelo abafa final, fruto da necessidade de se buscar o gol e da reação instintiva do galo em se defender, não vi no tricolor 10% daquele Flu de Cristóvão que empolgou a torcida tricolor nas primeiras partidas do brasileiro, não sendo justo atribuir-se a derrota apenas às falhas do goleiro.
 

O Flu não foi no primeiro tempo o que foi no segundo, principalmente após sofrer o primeiro gol, quando, aí, sim, pareceu acordar para a partida. O Fluminense só desejou ganhar quando começou a perder, mas essa estratégia, via de regra, não funciona.
 

De qualquer forma, porém, ainda estamos no topo, e com os reforços que já despontam caberá a Cristóvão corrigir as deficiências, que já parecem claras, para lutarmos pela liderança e, quem sabe, pelo campeonato.



Avante, Fluminense! ST