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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A 3 Pontos do G4

O Fluminense conseguiu deter o veloz Santos e está a 3 pontos do G4. Méritos, desta vez, para o criticado Cristóvão e para uma equipe que, antes de tudo, demonstrou vontade de vencer.

O Santos, apesar de ter menos a posse da bola, foi melhor no primeiro tempo. Aproveitou a defesa alinhada Tricolor e criou três ótimas oportunidades para marcar, além de uma falta muito bem defendida por Cavalieri. O time da Baixada Santista foi mais incisivo, porque, rápido nos contra-ataques, ou aproveitando erros de saída de bola do Flu, chegou sempre com mais perigo ao ataque. Mas isso não quer dizer que o Fluminense tenha jogado um mau primeiro tempo, apenas não foi perigoso como o Santos, mas teve o mérito de manter a posse de bola no ataque e não deixar em momento algum o Santos aproveitar-se da vantagem de jogar em casa. Criou boas jogadas tanto pela esquerda, com Wagner, Walter, Conca e Chiquinho, como pela direita, aproveitando algumas subidas de Jean, contudo finalizou pouco, e quando finalizou foram tiros sem direção praticados de fora da área.

O Tricolor voltou melhor para o segundo tempo. Cristóvão corrigiu o posicionamento defensivo da equipe e o Flu passou a fazer o que o Santos fez na primeira etapa, além de manter a posse de bola no setor ofensivo. Valência, que errou no primeiro minuto de jogo, foi muito eficiente na marcação, auxiliado por Edson. Os dois deram uma segurança defensiva ao Flu que há algum tempo não se via. Wagner e Walter foram melhores no primeito tempo que no segundo. Conca dedicou-se também à marcação, contribuindo para que o Flu fosse um time solidário em campo.

Solidariedade não faltou, nem vontade. E os símbolos dessa gana foram dois jogadores que raramente são destaques: Chiquinho e Edson. O primeiro, dedicado ao extremo; o segundo, incansável na marcação, e, nas horas extras, goleador. E assim, quando tudo se encaminhava para mais um empate, não daqueles insossos, mas um empate, aos 45 minutos do segundo tempo, Chiquinho faz excelente cruzamento para a área, Edson, como um foguete, surge entre os zagueiros e se apresenta livre para marcar o gol da merecida vitória tricolor.

Vitória importante pelos três pontos e pela dedicação mostrada pelo time. Quando questionamentos chegavam às portas das Laranjeiras sobre o ânimo dessa equipe, a apresentação de hoje resolve as dúvidas que muitos de nós tínhamos acerca do que pretende o Flu no campeonato. Se em algum momento faltou vontade, esse momento parece que ficou para trás. É o que se espera, porque é assim, independentemente do resultado, que a torcida quer ver o Fluminense jogar.

Sonhar, agora mais do que nunca, não custa nada e também não custa nada, torcida tricolor, mostrar novamente a sua força no sábado contra o Atlético PR. Jogo para casa cheia e para mais uma vitória tricolor.


Avante, Fluminense! ST 

Foto Lancenet

domingo, 20 de julho de 2014

De Volta ao G4


A esperada vitória, depois de três jogos sem vencer (duas derrotas e um empate), não veio com o futebol vistoso das primeiras partidas sob o comando de Cristóvão, mas foi conquistada com muita aplicação tática e disposição do primeiro ao último minuto.
 

O começo foi ruim, com inúmeros passes errados, apesar da maior posse de bola. Foi uma parte do jogo sem chances de gol para os dois lados.
 

Walter não conseguia segurar a bola na frente, muito, também, pelo fato de a pelota não chegar em boas condições. Foram muitas bolas alçadas e pouquíssimos chutes na direção do gol, todos sem perigo.
 

Com o meio de campo que tem à sua disposição não era para ser assim. Cícero deveria jogar mais à frente, de forma a utilizar-se todo o seu repertório de ótimo finalizador e de eficiente armador. Nem por isso foi mal hoje, pois é bastante versátil e também sabe marcar. Jean pode, sem que haja qualquer prejuízo para a equipe, dar lugar a Diguinho. Com mais força na marcação, Wagner e Cícero podem render mais na criação e nas finalizações, com chegadas perigosas à frente.
 

O Flu voltou melhor para o segundo tempo, com Samuel dando mais movimentação ao ataque e a profundidade que Cristóvão pediu. Sem jogadas agudas, Aranha, exceto pela falta bem cobrada por Cícero, não havia feito qualquer defesa importante; o Tricolor, porém, após uma disputa pelo alto vencida por Samuel na entrada da área, deixou a bola livre para Conca fazer um golaço.
 

Conca, que apesar de sua integral dedicação e aplicação, vinha errando muitos passes, acertou a bola principal, um tiro certeiro que encobriu o arqueiro santista. É por isso que um jogador como o argentino, mesmo quando está mal, é imprescindível à equipe.
 

Por sorte, o gol mal anulado de Cícero não fez falta hoje. Por pouco, pois logo após o tento tricolor o Santos partiu para cima e quase igualou o marcador, primeiro com uma bola salva quase em cima de linha por Henrique, e depois, quando Arouca, por centímetros, não pôs a bola no canto esquerdo de Cavalieri.


A zaga portou-se bem. Henrique estava mais solto hoje e, com o tempo, ganhará mais velocidade e tempo de bola.
 

Foi uma vitória importante, como todas são, mas com um ingrediente a mais, que foi a tranquilidade para que Cristóvão pudesse prosseguir seu trabalho. Uma derrota hoje, provavelmente, traria instabilidade emocional aos jogadores e questionamentos ao treinador. Não é hora disso.


Oscilações ocorrem, e, as más apresentações desde o jogo contra o Bahia devem ser encaradas como etapas de um campeonato que provoca em seus competidores esse tipo de variação, justamente por ser longo e equilibrado.


A marcação ainda não está justa, próxima, como no princípio do campeonato, e a quantidade de passes errados é alarmante, o que dificulta a chegada com qualidade ao ataque. O meio de campo precisa de mais poder de marcação e qualidade na criação, problema que pode ser facilmente resolvido com o avanço de Cícero no auxílio a Conca. Wagner não tem sido esse homem.


São ajustes o que falta ao Flu. Com mais tempo e, com a percepção aguda de Cristóvão, esses problemas serão resolvidos. Elenco para isso temos.


Avante, Fluminense! ST