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domingo, 17 de agosto de 2014

Vergonha e Dor

Passei o dia atormentado pela derrota acachapante de ontem. Dormi mal, acordei mal, com aquele gosto amargo na boca e imagino que o dia dos tricolores não tenha sido muito diferente disso.

Quem ama o Fluminense sofreu e ainda sofre com um dos maiores vexames recentes da história do Tricolor.

Não é lógico, nem razoável, muito menos aceitável que um clube com mais história, mais glórias, mais tor...
cida, mais elenco e mais investimento sucumba a um adversário com menos tudo, exceto disposição.

E pior, jogando em sua casa, diante da sua torcida e com uma vantagem quase intransponível.

O Fluminense ontem foi digno de pena. Desonraram a gloriosa camisa tricolor, desperdiçaram a chance de conquistar mais um título nacional, de voltar à Libertadores e ainda jogaram dinheiro no lixo.

Não há desculpa nem argumento que explique o que aconteceu ontem.

Apenas a falta de vergonha na cara poderia justificar minimamente a humilhação que o bando que vestiu a camisa do Flu impôs à sua torcida.

A amargura continua, a dor ainda é forte, mas a esperança é maior que tudo e é nela que devemos nos agarrar para que nunca mais sejamos submetidos a tamanho vexame.

Domingo tem mais Flu, e que seja um time de homens e não de covardes. E que não imaginem qualquer facilidade ao enfrentar uma equipe em crise e com salários atrasados, porque o Botafogo não é América de Natal e a vergonha pode ser maior.
 
Avante, Fluminense! ST
 
 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cícero é Tudo!


Cristóvão iniciou a sua carreira de treinador de futebol em 2011. Apesar do pouquíssimo tempo de profissão, já aprendeu, ao contrário de alguns medalhões jurássicos, que, por vezes, para os problemas mais complexos as soluções são as mais simples.

Cristóvão não é mágico. É inteligente, observador e estudioso; sabe que uma das principais deficiências do futebol brasileiro atualmente é o passe, fundamento que dá o controle do jogo a quem erra menos. E é nisso que foca a preparação do Fluminense: treinamento de passes. E é por isso que o Tricolor tem tido a maior média de acertos de passes do campeonato.

Assim o Fluminense tem jogado, porque quando acerta os passes pode ser ofensivo, pode ser mais cauteloso, mas sempre terá o controle do jogo, diminuindo, sobremaneira, as possibilidades de derrotas.

Foi dessa maneira que o Flu venceu o América, fez o simples, acertou passes mais do que errou, muito mais. Mas se quisesse, e se tivesse o time completo, poderia fazer mais, muito mais; não fez porque não quis, porque planejou assim. A prioridade agora é o Brasileiro, e poupar jogadores faz parte de uma estratégia adequada à complexidade de um campeonato longo e desgastante.

Falarei do Cícero mais à frente. Agora falarei de Fred que, quando saiu da área, produziu mais do que dentro dela, dando excepcional passe para gol de Conca. E de Chiquinho, que parecia dono da lateral esquerda e contribuiu decisivamente para os dois primeiros gols. E de Edson, que jogou sério e não comprometeu. E da falta que senti: Henrique.

E foi o quarto jogo seguido do Flu sem sofrer gols. Sinal de que o sistema funciona e deve ser mantido, e de que Cristóvão merece ter vida longa no Tricolor.

Cícero, agora sim, Cícero. Tem valido cada centavo investido, cada minuto aguardado. É multivalente, polivalente, onipresente. É volante, lateral e beque; meia e atacante. Só falta ser goleiro. Com dois gols, mostrou que é mais artilheiro do que muitos centroavantes.

Cícero é tudo!

E quem ganha é o Fluminense que, se continuar nessa toada, dará ao seu torcedor todas as alegrias que merece.

Avante, Fluminense! ST
 
 

 

 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um Flu que Dá Gosto de Ver



Ainda não foi aquele adversário qualificado capaz de por à prova o renovado Fluminense, mas a equipe manteve a mesma pegada e postura das duas últimas partidas, demonstrando que algo mudou e para melhor.

Parece óbvio que o renascido tricolor tem um responsável: Cristóvão, seja por sua qualidade e capacidade para impor seus conceitos, seja porque afastou do Flu um treinador que estava mais prejudicando do que ajudando a equipe. De qualquer forma, a torcida tricolor pode continuar a ser otimista, porque este é um time diferente, e para melhor, daquele que vimos na última temporada.

Na primeira etapa o Tricolor manteve a posse de bola, o que parece ter sido uma característica imposta por Cristóvão, com toques rápidos e, sempre que possível, de primeira. Jogadas de ultrapassagem, o que não se via há tempos no Flu, tornaram-se constantes, com intensa movimentação entre Carlinhos e Wagner pela esquerda e Jean e Bruno pela direita, além de Sóbis, vez por outra, invertendo posição com Fred.

Foi numa dessas inversões em que Sóbis, fazendo o pivô, deixou Fred na cara do gol para marcar o primeiro tricolor. Logo após, Wagner, pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para Sóbis cabecear, a bola rebater num zagueiro e sobrar novamente para o artilheiro Fred fuzilar para as redes do galo carijó.

De negativo apenas os espaços deixados pelo lado esquerdo do Flu, local por onde a equipe mineira levou algum perigo ao Tricolor. Contra um time mais poderoso, que explore as subidas de Carlinhos, essa deficiência precisará ser corrigida, sob pena de tornar-se o ponto vulnerável da equipe.

No segundo tempo, o carijó foi guerreiro, foi para cima do Flu, e só não tomou uma goleada histórica, porque diversas chances foram perdidas pelo ataque tricolor. Com o lado esquerdo guarnecido, a equipe mineira teve poucas oportunidades, e o Fluminense abusou de desperdiçar oportunidades claras de gol.

Waltinho, porém, que entrou aos 30 no lugar de Fred, deu números finais ao jogo disparando um tiro certeiro numa cabeçada para o gol do Tupi após cruzamento perfeito de Bruno. Os três a zero foram os números finais do jogo e nos deram o bônus de evitar o jogo de volta. Mais tempo para Cristóvão azeitar as engrenagens dessa máquina de fazer gols.

Foram onze em três jogos, sem que nenhum fosse sofrido. Isso se chama equilíbrio. Apesar de não ter enfrentado adversários de porte superior, os indícios são claros de que este é um novo Fluminense, um time que é ofensivo e, nem por isso, desguarnece o seu sistema defensivo.

É também uma prova de que, apesar da fragilidade da zaga, não era ela a única culpada pelos gols sofridos pelo Flu. Quando o sistema funciona como um todo, com a equipe voltada à marcação desde o ataque, a defesa padece menos, e é isso o que tem acontecido.
 
Esse é o Flu que a torcida quer ver, valente, ousado, compacto, forte, seguro; um time que tem sangue nos olhos e que luta até o fim, mesmo quando a vitória já está assegurada.
 
A torcida estava carente de apresentações como esta. Sábado, contra o Palmeiras, teremos a prova de fogo dessa nova versão tricolor. Eu aposto numa vitória tricolor.

                                                               *   *   *

O time está feliz, o que é fácil de se constatar com as efusivas comemorações dos gols. Vejo comprometimento, união e solidariedade. O que havia de ruim no clube se foi. Fred, Wagner, Jean e Sóbis, que estavam claudicantes, agora parecem renovados e o clima que se vê em campo contagia o grupo e embala a torcida.


                                                                *   *   *

Transmissão sofrível da ESPN. As imagens recuperadas eram retransmitidas com a bola em jogo, o que acarretou graves interrupções da transmissão, sendo que, numa delas, quando mostravam o gol do São Paulo, quase deixaram de transmitir um gol de Fred.
 
                                                                *   *   *
 
Não vi um tapete no estádio. Só podia ser coisa de mulambo mesmo.

 Avante, Fluminense! ST

sexta-feira, 21 de março de 2014

Um Tapa na Cara da Torcida Tricolor.

Uma derrota acachapante, vergonhosa e humilhante.
 
A vergonha só não foi maior, porque o Fluminense, milagrosamente, livrou-se de sofrer o quarto gol do modesto Horizonte.
 
Se o sofresse, estaria, agora, praticamente eliminado de uma importantíssima competição nacional por pura falta de vergonha na cara.
 
Lembrei-me do jogo contra o Botafogo. Enfrentaram um grupo de reservas com a mesma soberba que se viu hoje.
 
Reparei que, antes da partida, a preocupação era vencer e, por dois gols de diferença, para impedir a realização do jogo da volta. Só esqueceram de combinar isso com o fraco, mas aguerrido time cearense.
 
Uma equipe que sofreu três goleadas seguidas, mais de dez gols em três jogos e fez contra o Fluminense o jogo da sua vida.
 
Só o Fluminense não sabia disso. Diante do Horizonte, por certo, imaginavam uma goleada. Tanto é que entraram dormindo e sofreram o primeiro gol logo nos primeiros minutos de jogo, numa falha da zaga.
 
A partir daí a equipe esboçou acordar, o jogo ficou franco e, diga-se de passagem, um jogo franco contra o Horizonte é sinal de algo está errado, chances desperdiçadas na frente e sustos atrás. Empatou, perdeu um sem número de gols e foi para o intervalo com o empate que, até então, era um placar injusto para o Tricolor.
 
Mas a desgraça veio no segundo tempo. Sem Conca e Diguinho o Flu perdeu duplamente, na criação e na marcação.
 
Ficou ainda mais vulnerável que no primeiro tempo, com o seu lado esquerdo totalmente desguarnecido pelas subidas de Chiquinho.
 
Biro-Biro foi impodutivo e parece não se cansar de perder gols feitos. Wagner não chega aos pés de Conca e Jean, o mais fraco do meio de campo tricolor, foram alguns dos destaques negativos. Chiquinho, voluntarioso na frente e displicente atrás, Fred, que perdeu dois gols imperdíveis e Bruno, letárgico, foram outros.
 
Walter cansado, obeso ou com uma só perna, é melhor do que Biro-Biro e Kennedy juntos. Não entendi a sua substituição, nem a de Conca e Diguinho, supostamente, estes últimos, com dores musculares.
 
A maior prova de que um time cheio de homens de frente não significa uma equipe ofensiva, se não há um meio de campo que crie, foi dada hoje.
 
Uma partida para esquecer, que manchou a história do Fluminense.
 
Um time desonrado, foi o que eu vi hoje.
 
Se eu fosse presidente do Fluminense, ninguém receberia salário este mês, e uns dois ou três eu mandaria embora por justa causa.
 
E agora? É possível reverter no Rio, mas o estrago já foi feito. O Fluminense mostrou para todos que, fora do mundinho do campeonato carioca, as coisas são muito mais complicadas do que parecem ser, principalmente quando falta respeito, time e vontade.
 
Avante, Fluminense! ST

quarta-feira, 19 de março de 2014

Copa do Brasil: Prioridade para o Fluminense.


Inicia-se para o Fluminense, nessa quinta-feira, a Copa Sadia do Brasil de 2014. O Tricolor estreará contra o Horizonte/CE e luta pelo bicampeonato da competição.
 
Trata-se da 26ª edição dessa competição organizada pela Confederação Brasileira de Futebol, cuja estreia foi em 12 de março, com seu término previsto para o dia 26 de novembro.

Os 80 times classificados para a competição foram divididos em oito grupos (A a H) com dez clubes cada, de acordo com Ranking da CBF. A partir daí, os cruzamentos entre os grupos foram os seguintes: A x E; B x F; C x G e D x H. Na fase de oitavas-de-final, haverá um novo sorteio, já com a inclusão das seis equipes que disputam a Copa Libertadores da América de 2014.
 
Como se nota do quadro abaixo (clique para ampliar), cuida-se da mais democrática das disputas futebolísticas nacionais, onde clubes de todos os estados da federação, classificados a partir das melhores posições em seus campeonatos regionais, têm o direito de enfrentar os times da primeira grandeza do futebol nacional.

Exatamente por isso, por exemplo, Santo André e Paulista de Jundiaí, já foram campeões da competição.

O Fluminense foi o campeão da Copa do Brasil em 2007, sob o comando de Renato Gaúcho que, agora, tem a oportunidade de conduzir a equipe ao bicampeonato da competição.

Em 1992, o Tricolor foi vice-campeão, tendo perdido o título num jogo polêmico contra o Internacional/RS em que, precisando apenas do empate por ter vencido o primeiro jogo em casa por dois a um, foi derrotado pelo clube gaúcho com um pênalti escandalosamente inventado pelo árbitro José Aparecido de Oliveira no jogo de volta no Rio Grande do Sul.

Além do título, é claro, a maior recompensa seria o retorno à disputa da Taça Libertadores da América de 2015, competição a que o Fluminense passou frequentar com assiduidade nos últimos anos, tendo sido vice-campeão em 2008 e disputado em sequência os torneios de 2011, 2012 e 2013.

Portanto, trata-se de disputa fundamental para as pretensões do Fluminense na temporada. Seu estilo mata-mata não envolve a necessidade de um elenco apurado em qualidade e quantidade, como se exigiria, por exemplo, para o campeonato brasileiro e os adversários, ao menos nas primeiras fases, não deverão estar entre as principais equipes do futebol nacional.

Oportunidade ímpar para um time que, ao que parece, não será mais qualificado por reforços de “peso” e que, na “conta do chá”, com disposição e um pouco de sorte, pode surpreender e trazer para as Laranjeiras uma taça que seria muitíssimo bem-vinda.

Avante, Fluminense! ST.