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sábado, 4 de junho de 2016

Fluminense versus Chapecoense

Pela segunda vez consecutiva o Fluminense é superior ao adversário, perde boas oportunidades, mas não consegue sair com a vitória. Uma atenuante: o adversário foi a Chapecoense – equipe havia, até então, vencido o Tricolor em todos os confrontos nos campeonatos brasileiros – que é sempre difícil de ser batida em seus domínios e que está invicta na competição.

Mas atenuante não perdoa, diminui a culpa. Assim como foi contra o Galo, o Flu perdeu outros dois pontos importantes em virtude de sua superioridade não ter sido transformada em gols.

No primeiro tempo o jogo foi igual. Grama baixa, bola veloz, o Flu tratou de se adequar ao estilo da Arena Condá e fez um jogo de bastante aplicação e pouca imaginação, dando chutões quando necessário e baseando a disputa no meio de campo.

Somente aos 34 minutos o Tricolor chegou com perigo – e foram os lances mais agudos da partida – quando Cícero fez boa jogada pela direita e Jonathan, Richarlisson e, por fim, Scarpa, respectivamente, perderam ótimas oportunidades. Demérito de Richarlisson, que tinha o gol livre à sua frente e conseguiu chutar nas pernas do zagueiro.

Talvez esse lance tenha motivado Levir a trocá-lo por Magno Alves. Dessa vez, ao contrário do último jogo quando trocou Richarlisson por Osvaldo, Levir acertou. Magnata deu mais movimentação à equipe postando-se pelo meio e abrindo espaços para os laterais subirem com mais frequência.

Com essa nova postura, o Fluminense foi o dono da segunda etapa, finalizou mais vezes, teve um gol de Cícero anulado em virtude de um impedimento milimetricamente assinalado e só não saiu vitorioso porque os erros da última partida tornaram a ocorrer: o último passe deficiente e más finalizações.

Não fosse por isso estaríamos comemorando 6 pontos contra Galo e Chape.

Agil como é a competição, será necessário um intervalo maior para que Levir foque nessas falhas e tente corrigi-las.

Dois pontos em seis fora de casa não é péssimo, mas não é o ideal. Um vitória nos daria uma condição melhor. Com esses resultados, vencer em casa o próximo confronto torna-se praticamente obrigação.

A deficiências do Flu são bem visíveis. Levir, com um pouco de tempo, as corrigirá e isso é um alento para o torcedor, porque se o Tricolor tem sido um adversário difícil de ser batido, precisa também vencer com mais frequência para manter-se nas primeiras colocações da competição.


Tenho esperança de que ainda haverá uma boa evolução dessa equipe, suficiente para, oxalá, pelo menos lutarmos para voltar à Libertadores em 2017.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Mais Previsível Impossível

O Fluminense mostrou mais disposição do que nas duas últimas partidas. Isto é um fato.

O time correu e "mordeu" o adversário, afastando nova suspeita de que, por motivos escusos, alguns jogadores teriam feito "corpo mole" nos dois últimos jogos.

O mau resultado decorreu da lentidão habitual da equipe, cuja transição da defesa para o ataque dá ao adversário a oportunidade de se recompor até com certa tranquilidade.

Mas não foi apenas isso. Sob o pretexto de tornar a equipe menos previsível, Cristóvão inovou e escalou Fred e Walter juntos. Por óbvio, dois jogadores de características parecidas, lentos e em má fase, tornaram o time engessado e, ao contrário do que o treinador imaginara, ainda mais previsível.

O novo esquema sacrificou Cícero, que jogou mais recuado, e deixou Conca como a única opção de criação. Bem marcado, a saída de bola do Flu, invariavelmente, passava pela ligação direta. Erro antigo, já praticado por outros treinadores ( Cícero isolado na criação) e reiterado agora por Cristóvão.

Nosso treinador poderia, contudo, ter inventado uma desculpa melhor para justificar o fato que não abriria mão de Fred como titular hoje. Esqueceu que há algumas rodadas fez sucesso com o 4-5-1, onde Sóbis era o único atacante de direito, mas havia outros tantos que chegavam com força ao ataque, tornando o time mais envolvente e ofensivo.

Se houve mais vontade, faltou um esquema que desse ao Flu maior poder de fogo, não bolas cruzadas na área em busca de Fred, que continua sendo, quando está em campo, a única opção de jogada de ataque.

E quando tentou mudar algo, não mudou nada. Manteve Fred e sacou Walter para a entrada de Sóbis. 

Fred, em seu esquema, qualquer que seja, é peça obrigatória e parece que isso não mudará.

E assim o Flu foi mais previsível do que nunca, e pelo jeito continuará sendo enquanto Cristóvão não rever seus conceitos.

Avante, Fluminense! ST