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domingo, 13 de novembro de 2016

Um treinador vencedor em 2017

A seleção brasileira tem sido um claro exemplo de como um treinador pode fazer a diferença para o bem ou para o mal. A mudança de uma única peça deu nova vida a uma equipe que corria sério risco de não se classificar para a próxima Copa do Mundo e já vinha colecionando uma série de malogros, sendo o mais emblemático e vexaminoso a sonora goleada para a Alemanha em 2014.

Daí que sempre tive a opinião de que um treinador deve ser sempre a peça primordial na montagem de uma equipe e a sua escolha cercada de redobrados cuidados.

Nunca deveria ser, para um time da grandeza do Fluminense, um profissional que se escolhesse à revelia de critérios técnicos, de uma reputação vitoriosa. Basear sua contratação na sua folha de pagamento é dar um tiro no escuro.

Foi assim, de uma forma totalmente antiprofissional, que o Tricolor trouxe para o seu comando do futebol nomes como Cristóvão Borges, Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e Eduardo Baptista para gerir equipes que, se não eram o sonho de consumo da torcida, tinham nomes de respeito que, bem comandados, poderiam ter apresentado resultados muito melhores do que os que foram colhidos.

Cansado da mesmice e da mediocridade, a atual gestão tricolor resolveu mudar sua estratégia e focar num nome que, pelo menos, tivesse uma reputação dentro do futebol, nada de muito glorioso, mas infinitamente superior aos currículos de seus antecessores.

E então, após a preferência da torcida apontar para Cuca, alguma diferença nos pedidos salariais direcionou a pretensão da gestão tricolor para Levir Culpi.

Nada de muito especial, mas um alento para o torcedor cansado de tanta incompetência. Mesmo estando num patamar bem acima de seus companheiros de profissão, Levir, porém, não participou da escolha do elenco nem da pré-temporada, pegando, como se diz, o bonde andando.

Contudo, poderia ter feito mais. Sempre pareceu desinteressado e alheio às necessidades de uma renovação no elenco. No começo, pediu reforços, e esses vieram em quantidade, mas em qualidade bastante discutível, e Levir, assim, deixou de tocar no assunto. Resignou-se com a realidade do clube e preferiu acomodar-se ao seu gordo salário e deixar o tempo passar.

Foi exatamente o que disse ao repórter quando respondeu a uma pergunta sobre o motivo pelo qual veio para o Fluminense: “pelo salário”. Embora possa ter parecido mais uma das bravatas e gracejos do treinador, foi a mais pura expressão da verdade.

A única nota relevante de Levir no Flu, além da título da Primeira Liga, cuja competição já pegou em andamento, foi o imbróglio com Fred. Quando fizeram as “pazes” escrevi que a trégua era temporária, que tudo parecia uma grande encenação e, infelizmente, não deu outra. Na primeira oportunidade que teve, Fred saiu, perdemos um líder e um artilheiro e permanecemos com um treinador de quem se esperava que colocasse a equipe nos trilhos, que unisse o grupo e trabalhasse duro por títulos.

Nada disso ocorreu. Desde então, o Flu foi sempre menos do que fora até então. Teve oportunidades na Copa do Brasil e no Brasileiro e nunca demonstrou ambição de conquista a exemplo de seu desinteressado técnico.

Poucos treinos, bravatas, piadas sem graça, más escolhas, más mudanças, más estratégias. Esta foi a realidade de Levir no Flu, onde mostrou menos profissionalismo que o desejo de ver passar o tempo e engordar sua conta bancária.

Agora, sem ele, quando o leite parece definitivamente derramado, Marcão assume interinamente o time para tentar nessas últimas quatro rodadas fazer o que Levir abriu mão de fazer, seja pela incompetência, seja pelo desinteresse: levar o time à Libertadores.

Quem sabe Marcão não provoca no grupo um sentimento de renovação e motivação, suficiente para dar à torcida em belo presente de fim de ano, presente que nem o time nem a diretoria merecem, por tudo o que não fizeram pelo Fluminense. Quem sabe Marcão, guardadas as devidas proporções e a sua condição de interino, não dê à equipe a vida que Tite deu à seleção nacional, transformando um bando perdido em campo num grupo coeso e ambicioso.

Em quatro jogos, Marcão terá a chance de deixar seu nome mais uma vez marcado na história do Flu, e ninguém melhor que ele, neste momento, para cumprir essa gloriosa missão.


E se almejamos um grande time em 2017, que o vencedor do pleito de novembro adote como primeira medida no âmbito do futebol a contratação de um treinador verdadeiramente vencedor. É a partir daí que se forja uma equipe vencedora.

domingo, 30 de outubro de 2016

O último erro

Tenho insônia todas as vezes que o Fluminense joga partidas como essa que jogou contra o Vitória. Nunca pelo placar, mas pela forma como a equipe se apresenta em campo. Passo algumas horas matutando, digerindo meu ódio interno, sentindo minha boca amarga, até que o sono, de tanto bater à porta, consiga entrar.

Ultimamente, porém, o Tricolor não me tem feito perder noites de sono com tanta frequência. Creio que tenho retribuído a sua indolência dentro de campo com uma certa resignação, afinal de contas, estava escrito desde o fim da temporada passada que este ano não daria certo.

A Primeira Liga foi a primeira impressão que não ficou, um título que não retira o Fluminense de onde está, mergulhado num tremedal de incompetência. Foi bom, gritamos “é campeão”, levamos gás lacrimogêneo nos olhos e só.

No estadual e nas competições nacionais mais importantes, malogramos.

A escolha de Levir, depois de uma sucessão de “bons, bonitos e baratos”, me pareceu acertada diante da situação financeira do clube. Um treinador de verdade, pelo menos isso. Eu mesmo o defendi, relevando erros e teimosias que um treinador moderno não poderia praticar.

Levir, enfim, foi uma tentativa válida que deu errado. Mas deu errado porque o seu antecessor foi uma escolha equivocada, porque assumiu a equipe após a pré-temporada, não participou da escolha do elenco. Não há planejamento que suporte tantos equívocos.

É provável que Levir, mesmo se tivesse tido todas essas oportunidades, cometesse os mesmos erros que comete agora no comando do Fluminense, mas as chances disso acontecer certamente seriam menores. Levir é, assim, o produto final de uma sucessão de equívocos potencializados, agora se vê isso nitidamente, por sua falta de competência para comandar um clube como o Fluminense.

Um time medíocre como esse que veste a camisa tricolor talvez não pudesse ser salvo por nenhum outro treinador em atividade no futebol brasileiro, mas talvez esse treinador ousasse a ponto de barrar os irrecuperáveis e exigisse reforços à altura do que se espera para formar um grande time. E quem sabe, fosse menos teimoso e mais dedicado aos treinamentos.

Levir Culpi foi o último erro – espera-se – de uma Administração que relegou o futebol a segundo plano. Reconheço o seu valor no que concerne a outros aspectos, sobre os quais já discorri exaustivamente em outras oportunidades, mas a desídia com que tratou o carro-chefe do clube é quase um crime de lesa-Fluminense.

Em novembro conheceremos nosso novo presidente e que seja verdadeiramente novo em ideias e atitudes. Está nas mãos do torcedor mudar o destino do clube e, para tal, independentemente de quem escolha como candidato, é preciso que o faça com conhecimento de causa, avaliando as propostas e, sobretudo, os nomes que eventualmente participarão da nova gestão.


A torcida está cansada da mesmice a que foi relegado o clube nos últimos quatro anos, está cansada de torcer para o ano acabar para que se renovem as esperanças no ano vindouro, está cansada de traçar objetivos de 45 pontos, está cansada de não estar na Libertadores. O Fluminense é muito maior do que isso e está nas mãos do torcedor mudar o fim dessa história. Votemos com consciência, liberdade e amor ao clube.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O que se passa?

Após a pífia atuação contra o Ypiranga/RS, Levir disse mais ou menos o seguinte: “A responsabilidade é minha. Eu peço uma coisa, mas eles não cumprem. Amanhã conversarei com o Presidente e resolveremos”.

Não precisou ser mais direto. Estava claro que pretendia pôr à disposição seu cargo de treinador no clube. Para a nossa sorte, Levir permanece no Fluminense.

Uma mudança no comando técnico, no atual e conturbado momento tricolor, - mais uma no ano – serviria apenas para retardar ainda mais os progressos de uma equipe que, desde o começo da temporada, mas involuiu do que evoluiu tecnicamente.

Levir não sairia por incapacidade profissional como seus antecessores, afinal todos conhecemos seus méritos, mas por uma estranha dificuldade de comunicação, de fazer-se ouvir.

Eu acreditaria nessa suposta dificuldade se Levir fosse daqueles que transmitem seus conhecimentos aos jogadores como se estivesse dando aula num curso de mestrado. A sua fala simples, seu jeito simples, porém, não indicam, minimamente, que não possa ser entendido pelos destinatários de suas determinações.

Logo após a partida contra a equipe gaúcha, ainda sob o calor da emoção, tratei o fato como uma sabotagem. Talvez tenha exagerado, mas certamente a ausência de sintonia entre comandante e comandados possui motivação subjetiva e passa necessariamente pela desmotivação do grupo.

Há a justificativa da mediocridade da equipe, mas mesmo jogadores medíocres correm e se doam dentro de campo e não é isso que se vê no Fluminense desde a conquista da Primeira Liga.

Fred faz falta como um líder e motivador, mas a Liga foi conquistada sem ele. Então, o que há?

Os jogos em Volta Redonda, as constantes mudanças na equipe, a personalidade do treinador podem ser motivos, assim como outros que desconheço, mas nada disso justifica essa espécie de motim denunciado por Levir.

Ao que parece, alguns jogadores desse grupo não perderam o ranço de tempos não tão distantes assim, quando demonstravam suas insatisfações pessoais no campo de jogo, prejudicando sobremaneira os interesses do Fluminense por questiúnculas particulares normalmente de cunho financeiro.

Essa desmotivação coletiva pode não ter a contundência de uma sabotagem, mas não deixa de ser um desrespeito ao próprio treinador, ao clube e à torcida.

Como funcionários do Fluminense, pagos em dia, a motivação deveria ser obrigatória. Mas, se o fato de vestirem a camisa de um dos maiores clubes do Brasil não serve de fator motivador, cabe ao Departamento de Futebol Tricolor identificar e coibir qualquer ação que vise ao prejuízo dos interesses do Fluminense.

Para tanto só é preciso pulso, rigor nas ações, clareza ao expor as regras: disciplina.

Levir identificou, mas não expôs publicamente o problema. Está no Flu, mas com as malas prontas.

Contra o Vitória, saberemos se a repercussão de suas declarações, a conversa com o Presidente, a pressão da torcida terão surtido algum efeito no moral dos jogadores. Se tudo continuar como está, teremos a certeza de que o que se passa dentro das quatro linhas não poderá ser mudado por nenhum treinador, pois transcende o seu poder e, quem tem atribuição para dar a solução, definitivamente não se interessa em resolver o problema.

Com a saída de Fred, Levir, é a estrela da companhia. Sem ele, o que já está ruim ficará pior. Para o bem do Fluminense, que todos entendam isso e se irmanem num único propósito: tornar o Flu novamente vencedor.


E reforços são imprescindíveis. Para ontem.

domingo, 24 de abril de 2016

A culpa é de Levir

O Fluminense é o campeão da Primeira Liga, torneio que ajudou a criar, o que revela um sabor ainda mais especial à conquista. O Flu, também, tem boas chances de avançar para as finais do carioca.

Se isso acontecer, poderemos levar duas taças para as Laranjeiras em cerca de dois meses.

Quem, num exercício de sã consciência, esperava que isso pudesse acontecer, sobretudo após o início caótico do time, comandado por um treinador inexperiente que jamais deu à equipe um aspecto coletivo e pouco ou nada explorou das potencialidades de cada jogador.

Vale lembrar que Gum e Henrique, sob a gestão anterior, era candidatos fáceis a piores jogadores do Fluminense. Hoje, porém, firmam-se como uma zaga que atua com sobriedade, bem menos vulnerável do que há poucos meses.

Não há mágica que faça um jogador transmudar-se do dia para a noite, senão a batuta – e a labuta - de um treinador que entenda do riscado.

Justamente por isso, sou reticente em criticar jogadores que, claramente, não estão sendo bem aproveitados, ou são expostos ante a fragilidade de um esquema de jogo mal montado.

Não dá para cobrar de um jogador se o seu treinador não explora a fundo suas qualidades. Um sistema de jogo organizado, cobertura, estratégia e inteligência fizeram, por exemplo, Gum e Henrique se acertarem em campo.

E o Fluminense, que era candidato a nada, recebeu um banho de competência com a acertada contratação do responsável por essa mudança quase milagrosa: Levir Culpi.

Enaltecer um treinador assim, ainda no começo de temporada, é arriscado, mas Levir já deu sinais de que é o homem de que o Fluminense precisava para novamente tornar ao rumo de sua história gloriosa.

É antes de tudo, um boa praça. Também é humilde e sincero. Além, é claro, de ser competente.

Logo depois da conquista em Juiz de Fora, Levir foi taxativo ao falar para a imprensa: “Sou um cara de sorte, estou há um mês e meio no clube e já conquistei um título. Só tenho a agradecer ao Peter. Vocês não imaginam como é a sala de troféus do Fluminense, poder levar mais um para lá é especial”.

Foi mais ou menos o que ele disse: que o Fluminense está acima dele, e isso se chama humildade.

Perguntado também sobre eventual favoritismo no clássico contra o Botafogo, revelou com sinceridade: “O Fluminense é favorito, porque joga por dois resultados”.

O futebol está cheio de profissionais que se preocupam demais com o que dizem, com medo de desagradar a um e a outro. Levir diz o que pensa, virtude rara hoje em dia, e talvez esse também seja um dos motivos de seu sucesso recente no Tricolor.

Nada como a verdade, doa a quem doer.

Não sei se alcançaremos os maiores objetivos em 2016, ainda é cedo para dizer, mas se isso acontecer terá nome e sobrenome: Levir Culpi.


domingo, 10 de abril de 2016

Levir ou Fred?

Qualquer conversa que envolva o Fluminense deve ter por respeitada uma premissa inarredável: Nada ou ninguém é maior do que Ele.

Quando Levir Culpi assumiu o Tricolor, depois de algumas apostas que não deram certo, uma das suas primeiras marcas foi mostrar que, no clube, cada um deve ter predefinida a sua função. Simples de se entender: um treinador comanda o time, um jogador treina, joga e obedece às suas determinações.

Levir, pensando em preservar o artilheiro – após um mês fora dos campos - e, sobretudo porque Fred não poderá disputar a final da primeira Liga, optou por colocá-lo em campo não mais do que 60 min, substituindo-o ainda no início da segunda etapa.

Pensei cá com meus botões: Fred não deve estar gostando disso.

E não estava.

Não foi surpresa o seu sentimento de desaprovação, mas foi surpresa que a sua manifestação – deixando de participar de dois treinos, de viajar com a equipe para Volta Redonda e anunciar: “Ou Levir ou eu!” – tenha ocorrido às vésperas de uma importante decisão para o Fluminense.

A sua atitude demonstrou nitidamente que se preocupa mais consigo do que com o Tricolor.

Fred reinou absoluto no Flu, enquanto teve um vice de futebol e alguns treinadores que lhe fizeram todas as vontades. Encontrou, contudo, em Levir, um técnico que pensa mais no conjunto, mais no interesse coletivo e mais no Fluminense do que nele.

Todos sabemos o quanto Fred foi importante para o Fluminense e o quanto o Fluminense foi importante para o Fred. Nessa ponderação de importâncias, ninguém deve nada a ninguém.

Mas se o artilheiro não consegue aceitar que se criem alternativas a si, como Levir tem feito ao tirar o Fluminense da mesmice que era a dependência exclusiva do artilheiro, demonstra unicamente egoísmo, orgulho e vaidade que não se coadunam com o sentimento de coletividade e solidariedade que deve nortear uma equipe de futebol.

Levir Culpi não barrou o artilheiro. Apenas o substituiu no decorrer dos jogos. Imagino que Fred tenha pressentido que em breve poderia perder a vaga, mas nem isso justificaria a sua conduta, praticamente impondo ao Presidente do Clube, como num ultimato, que a sua permanência dependeria da saída do treinador.

Fred é o terceiro maior artilheiro da história do clube. Foi imprescindível nas campanhas de 2009, 2010 (em certa parte) e sobretudo em 2012, mas se o seu ego não admite que seja contrariado, ainda que para o bem do Fluminense, que vá ser feliz n’outro lugar.

Será difícil ver o artilheiro vestindo outra camisa, especialmente no Brasil, mas é assim que funciona o futebol moderno. Não há romantismo, há interesses, e quando esses não se combinam mais, resta a rescisão, se possível amigável.

Hoje, Levir resolve dois problemas no Fluminense: primeiro a faz jogar futebol e, segundo, mostra que treinador de pulso não se submete a caprichos de quem quer que seja.

Ao contrário de Fred, Levir sabe que o Fluminense é muito maior do que ele.

De toda a sorte, seria muito melhor para o clube, neste momento, que o artilheiro repensasse o seu gesto, pedisse desculpas e ambos contribuíssem, cada qual com suas virtudes, para um Fluminense melhor e maior.


Seria uma atitude honrada e digna de um ídolo.

domingo, 6 de março de 2016

Vida nova

Acabaram as especulações. Temos um treinador: Levir Culpi. Não digo “novo” treinador, porque os seus últimos antecessores no cargo eram aprendizes, estudiosos, amadores, curiosos, qualquer coisa menos treinador de futebol. Depois de um longo e tenebroso inverno, poderemos olhar para o banco de reservas e ver alguém que tenha minimamente a capacidade de comandar a equipe. Aliás, mais do que minimamente, porque se Levir não era o sonho de consumo da torcida – e nem o meu – pelo menos tem história no futebol.
                   
Não que seja uma história de grandes conquistas, mas é incontestável que entende do que faz. O seu currículo, embora restrito a conquistas regionais, duas copas do Brasil, duas Recopas e dois campeonatos brasileiros da série B, é um currículo:

Inter de Limeira - Campeonato Brasileiro - Série B1988;
São Paulo - Campeonato Paulista2000;

E se é para apostar, que se aposte com um Levir, não com um Drubscky.

Não quero especular como será a sua relação com Fred. Para ter autonomia e desenvolver o seu trabalho, inexoravelmente, em algum momento, eles entrarão em rota de colisão. Se quiser dar à equipe uma nova forma, precisará criar alternativas ao artilheiro, mesmo quando ele estiver dentro de campo, e isso poderá desagradar o artilheiro, que tinha sobre Cristóvão, Drubscky, Enderson e Eduardo controle absoluto. Esse será um dos seus maiores problemas. O outro será acertar essa defesa.

Provavelmente indicará algum nome para o elenco, tentará inicialmente mexer pouco na equipe, mas com o tempo será necessário implementar o seu próprio estilo, o que esperamos, seja suficiente para dar ao Fluminense uma cara nova, diferente daquela cara que nunca foi a do verdadeiro Fluminense.

O tempo já foi perdido. Quando o  Fluminense optou por contratar amadores, agiu ele próprio com amadorismo. Um comandante tem que ser o líder, o estrategista e nunca deveria ter sido relegado a segundo plano. Foi um erro crasso que foi corrigido com a contratação de Levir. Se vai dar certo ou não, são outros quinhentos. Pelo menos tem nome e história para ser um treinador de uma equipe da grandeza do Tricolor.

E se temos treinador, temos também novo uniforme – enquanto escrevo esta coluna a festa de lançamento ocorre e, por isso, não posso opinar sobre o manto tricolor. A DryWorld apostou no Fluminense e o Fluminense na empresa canadense. Depois de quase vinte anos com a Adidas, o Tricolor espera ser mais valorizado. E já está sendo, pois o contrato é mais vantajoso financeiramente para o Flu. Mas também é preciso atender o varejista com presteza e quantidade suficiente para a demanda. E o principal: a a qualidade do material. É uma parceria que tem tudo para dar certo.

As esperanças renascem nos tricolores. Um treinador de verdade, novo uniforme e a expectativa de que o Fluminense torne a ser o time guerreiro de outrora. O torcedor tem saudades do time brioso e competitivo que se apresentou pela última vez já no distante ano de 2012. Levir terá a missão de resgatar o espírito daquela conquista e precisará de paz para trabalhar. Sejamos pacientes, portanto. O Fluminense agradece.





[1] Fonte: Wikipédia.