Bruno é um jogador medíocre.
Assumiu a titularidade do Fluminense por falta de opções à altura.
Aliás, a lateral direita é uma
posição cuja carência é crônica no futebol brasileiro.
Talvez por isso, por se sentir
inatingível, inabalável, intocável, Bruno tenha se sentido no direito de expor
suas “mágoas” após o término da partida contra o Volta Redonda.
Alguém lhe disse que jogou bem.
Bruno, então, imaginou-se o
grande jogador injustiçado, perseguido pela torcida e desabafou perante os
microfones afirmando que não devia respostas a ninguém.
Está enganado.
Do alto da sua empáfia, talvez
não tenha percebido que veste uma camisa que representa um passado de glórias,
que já foi envergada por Preguinho, Castilho, Telê Santana, Pinheiro, Valdo, Samaroni,
Rivelino, Romerito, Tiago Silva e tantos outros heróis da história tricolor.
Todos esses respeitaram o clube
Fluminense e a sua torcida, e todos eles sempre responderam dentro de campo forjando
a vitoriosa história Tricolor.
Por isso Bruno veste, não
enverga. Não tem cacife para isso.
Ninguém quer ouvir a sua voz. A
sua única resposta, Bruno, deve ser dentro de campo. Deve jogar o futebol que
todos esperamos desde a sua contratação, respeitar a torcida e a instituição
que lhe paga régio salário.
Honre a sua camisa e essa será a
sua melhor resposta, uma resposta que está nos devendo, sim, e há muito tempo.
Respeito, Bruno. Exigimos respeito.
Siga o exemplo de seu companheiro
do outro lado do campo, aquele que perdeu um filho recentemente e, apesar da
dor, está lá cumprindo seu dever profissional, fazendo o máximo que pode, mesmo
em condições psicológicas ainda precárias.
Seu futebol é mínimo e você não é
nada perto do que representa a gloriosa história tricolor.
Fale menos e jogue mais; você é
pago para isso, somente para isso.
Avante, Fluminense! ST
